Tripla Intifada:

Claro que a decisão do Juiz do caso da menina russa (Alexandra) não me surpreendeu nem um pouco.
Por muito que custe, e pode-me custar muitos amargos de boca com a justiça, em Portugal nota-se, cada vez mais, uma impreparação gritante de boa parte dos senhores e das senhoras juízas. Nos casos de violência doméstica é o que se sabe. Naqueles que se assemelham com este, é recorrente. Aliás, Fernando Madrinha, no Expresso deste sábado, fala em “brutalidade” da decisão da Relação de Guimarães. Eu acrescento, incompetência pura de quem sabe que nunca será julgado por tal. O juiz ficou perturbado e surpreendido. Pior ficou Alexandra a quem este senhor estragou a vida.
Os que acreditam em Deus dirão “Que Deus lhe perdoe”. Eu prefiro dizer: Não há perdão para quem comete um crime destes.
Num dos mais brilhantes Editoriais que me foi dado a ler nos últimos anos, o Expresso de sábado, chama a atenção para um facto: “O Tribunal de Faro deu como provado que Leonor Cipriano foi torturada nas instalações da Polícia Judiciária de Faro”. Acrescentando, “Se fosse nos EUA, teríamos todos os bem-pensantes a protestar” sobretudo, acrescento eu, a nossa esquerda caviar capitaneada pelo inenarrável Louçã, de braço dado com o mano Portas e a bênção do padrinho Manuel Alegre.
Foi em Portugal, mais precisamente em Portimão, que os senhores agentes espancaram a suspeita de um crime. Aliás, no nosso país, as diferentes escadarias de esquadras de polícia convivem muito mal com os bons sapatos “made in Portugal”, existindo uma óbvia tendência traiçoeira para quedas violentas dos utentes ocasionais destes estabelecimentos. A esquerda caviar dirá que são resquícios do salazarismo. Não são. São a proverbial incompetência lusa. A mesma que leva determinados juízes a seguir a chamada Lei do Menor Esforço, uma verdadeira instituição nacional.
Depois de duas notas sobre incompetência, nada como terminar com a excelência dos competentes. Reunidos hoje no estádio municipal de Oeiras, os jogadores do Futebol Clube do Porto explicaram ao país como se consegue vencer quando se é competente. Um adepto do Porto, certamente por descuido, afirmou perante um pé de microfone de uma das televisões que, “de Coimbra para baixo quero tudo a arder”. Este compatriota, bom Pai de família, não percebe muito de geografia. Não faz mal, o Aventar explica: Não é de Coimbra para baixo, é da Serra de Aire e Candeeiros para baixo. E não é preciso arder, meu caro, basta desanexar…

Dobrada à moda do Porto

É indigesta, não pode ser sempre nem demais! O Paços aguentou-se bem, jogou benzinho mas sem fazer grande mossa à defesa Dragona.
O FCP está esgotado, poucas vezes acelerou e quando o fez marcou um golo !
O Jesualdo merece acabar a carreira num clube com a dimensão do Porto.É um estudioso , fez uma carreira longa e começou por baixo, com dificuldades. Há aí uns treinadores de aviário que começam onde deviam acabar.
O Jorge Nuno, à parte umas aferroadas escusadas ao Jamor e ao Glorioso, esteve ao seu nível. No camarote presidencial.No ano passado esteve duas filas atrás de mim.
Efeito das catarinas…
E um abraço aos meus compinchas aventadores “azuis e brancos” …

Eu estive lá mais uma vez…

e voltarei sempre que for necessário!

O modelo de avaliação dos professores*

Realmente, como é que alguém há-de ser contra o excelente modelo de avaliação de professores proposto pelo Ministério da Educação?
Escolha a opção correcta e veja se é um bom professor!

A. Ocupação plena do horário do professor

A1 – Empenho para a rentabilização do tempo de almoço.
Nível 1 O professor almoça em casa e/ou no restaurante, dedicando totalmente esse tempo ao lazer e à família.
Nível 2 O professor almoça no restaurante com os seus colegas, tratando pontualmente de algum assunto relacionado com a escola.
Nível 3 O professor almoça no refeitório da escola, rentabilizando esse tempo para discutir assuntos relacionados com as tarefas da escola e/ou reunir com os seus pares.
Nível 4 O professor petisca no bar, mandando reservar previamente um croquete, uma sandes de queijo fresco e uma água, aproveitando para realizar as tarefas da escola em simultâneo.
Nível 5 O professor não almoça, mantendo-se no seu local de trabalho e em cumprimento do seu dever profissional em total abstinência.

A2 – Empenho para a rentabilização do tempo de transição entre as actividades lectivas.
Nível 1 O professor usa as instalações sanitárias de acordo com as suas necessidades, procedendo de igual forma em relação a chamadas particulares do seu telemóvel e ao consumo de géneros alimentícios, utilizando a sala de professores para actividades de lazer.
Nível 2 O professor usa as instalações sanitárias não mais do que uma vez em cada turno, procedendo de igual forma em relação a chamadas particulares do seu telemóvel e ao consumo de géneros alimentícios. Não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer.
Nível 3 O professor utiliza as instalações sanitárias mas rentabiliza esse tempo para terminar o consumo dos géneros alimentícios adquiridos no bar. Raramente faz chamadas particulares do seu telemóvel e não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer.
Nível 4 O professor utiliza as instalações sanitárias muito ocasionalmente e de forma célere, raramente faz chamadas particulares do seu telemóvel, não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer, consumindo pontualmente um copo de água.
Nível 5 O professor não desperdiça tempo na satisfação de qualquer necessidade fisiológica, não utiliza o seu telemóvel para chamadas particulares, embora o possa disponibilizar para contactos profissionais; não usa a sala de professores para qualquer actividade de lazer ou consumo de géneros alimentícios.

B. Relacionamento com a comunidade

B1 – Relacionamento com os alunos
Nível 1 O professor esconde-se atrás dos postes, caixotes do lixo, caixas de electricidade, dentro do lago, e afins de forma a evitar a todo o custo qualquer tipo de relacionamento com os alunos.
Nível 2 O professor circula de forma circunspecta pela escola, desmotivando qualquer aproximação por parte dos alunos.
Nível 3 O professor responde naturalmente às abordagens informais feitas pelos alunos, mantendo uma postura séria face aos assuntos tratados.
Nível 4 O professor demonstra uma preocupação para com os problemas pessoais dos alunos, levando-os a interagir e confidenciar os aspectos íntimos da sua vida pessoal. Apoia-os na resolução dos seus problemas, averiguando e procurando soluções junto de outros colegas, entidades e organismos especializados nas diversas problemáticas.
Nível 5 O professor corre atrás dos alunos, convivendo estreitamente com eles durante os tempos de transição entre as aulas, integrando-se perfeitamente nas suas actividades. Almoça com os alunos frequentemente no refeitório e/ou nos restaurantes das proximidades da escola. Convida-os para festas familiares e/ou frequenta com eles as discotecas nocturnas desfrutando da sua companhia.

B2 – Relacionamento com os encarregados de educação
Nível 1 O professor nunca está disponível para comunicar com os encarregados de educação fora do seu horário de atendimento.
Nível 2 O professor encontra-se disponível apenas durante o seu horário de atendimento, limitando o tempo destinado a cada encarregado de educação em quatro minutos e cinquenta e três segundos.
Nível 3 O professor está disponível para comunicar com os encarregados de educação fora do seu horário de atendimento, em casos de comprovada urgência. Pontualmente, atende uma chamada telefónica de um encarregado de educação no intervalo entre aulas.
Nível 4 O professor estabelece uma relação estreita com os encarregados de educação. Elabora um mapa com vários percursos de forma a abranger todas as residências dos encarregados de educação da sua direcção de turma ao longo da semana. Cumpre o percurso estabelecido diariamente após a saída da escola e antes de se dirigir ao seu lar.
Nível 5 O professor estabelece uma relação de amizade com os encarregados de educação, relacionando-se com os mesmos diariamente, incluindo os fins-de-semana, e disponibilizando-se para adaptar as suas férias às necessidades daqueles.

B3 – Relacionamento com o órgão de gestão, vulgo o Director.
Nível 1 O professor não acolhe com agrado as sugestões de bases de dados propostas pelo órgão de gestão. Recolhe dados através de conversas com os intervenientes e procede ao registo de percentagens e elaboração de estatísticas utilizando a regra de três simples.
Nível 2 O professor acolhe pontualmente com agrado algumas bases de dados propostas pelo órgão de gestão da escola, utilizando-as com alguma dificuldade mas na tentativa de rentabilizar tempo, trabalho e recursos.
Nível 3 O professor acolhe com agrado as sugestões de bases de dados propostas pelo órgão de gestão.
Nível 4 O professor acolhe com bastante agrado as sugestões de bases de dados propostas pelo órgão de gestão, esforçando-se por não danificar as programações e tentando rentabilizar ao máximo os instrumentos postos ao seu dispor.
Nível 5 O professor trabalha alegremente com as bases de dados disponibilizadas pelo órgão de gestão, dando importantes contributos para melhorar as existentes e apresentando sugestões de novas bases, grelhas e outras operações em folha de cálculo para registo de todas as actividades escolares. Partilha com os seus pares o entusiasmo pelo registo digital sistemático de toda a informação da escola.

C. Realização do processo ensino-Aprendizagem
C1 – Utilização de equipamentos para o processo de ensino-aprendizagem
Nível 1 O professor recusa-se a usar qualquer equipamento que exceda o quadro preto já existente na sala de aula e um pau de giz.
Nível 2 O professor tenta utilizar o equipamento posto à sua disposição de forma adequada mas, devido á sua deficiente competência técnica, danifica com frequência o material, sentindo-se desencorajado para novas aventuras no mundo tecnológico.
Nível 3 O professor solicita o equipamento tecnológico das salas de aula de acordo com o ECD e a sua avaliação de desempenho. Conta sempre com um funcionamento, manutenção e actualização dos aparelhos adequado ao plano tecnológico, utilizando as TIC e o acesso à Internet em perfeitas condições e em todos os pavilhões escolares.
Nível 4 O professor utiliza os diversos equipamentos tecnológicos existentes na escola, envolvendo activamente os alunos no seu transporte para a sala de aula, bem como na sua montagem e arrumação. Utiliza os equipamentos de forma adequada promovendo a sua durabilidade e bom estado de funcionamento, tendo sempre em vista o próximo utilizador.
Nível 5 O professor transporta consigo todos os equipamentos necessários à sua prática lectiva diária: mala pessoal, pasta escolar, computador portátil, projector, leitor de CD/DVD, dicionários e/ou mapas e ficha tripla pessoal. Sempre que necessita de acesso à Internet, utiliza a sua banda larga pessoal. Durante os i
nt
ervalos, coloca na sala que lhe foi atribuída o retroprojector e o respectivo ecrã, os quais repõe no final de cada aula. O professor anda angustiado ansiando a entrada em funcionamento dos quadros interactivos.

C2 – Apoio aos alunos
Nível 1 O Professor encontra-se em depressão precisando desesperadamente do apoio dos alunos.
Nível 2 O professor precisa do apoio dos alunos em momentos de crise, nomeadamente após a leitura dos mails institucionais.
Nível 3 O professor apoia os alunos dentro e fora da aula, isto é, na mediateca, bancos do jardim, no refeitório, sala de professores e /ou Dt, sala de alunos, bares, estando omnipresente e circulando na escola com um letreiro “Posso ajudar?”
Nível 4 O professor procede de forma idêntica ao anterior mas faz-se acompanhar de vários modelos de questões e respectivas respostas, sendo apenas necessário ao aluno escolher uma das opções.
Nível 5 O professor apoia total e completamente todos os alunos sem excepção e sem restrições de espaço ou tempo, quer através do telefone fixo como do móvel, e inclusive dando acesso à sua localização através de GPS. O professor não se recolhe no seu leito sem primeiramente consultar o mail, respondendo a todas as solicitações dos alunos. Eventualmente não terá oportunidade de sequer se recolher, para prevenir a hipótese de lhe escapar algum mail urgente.

C3- Realização de Actividades Extracurriculares
Nível 1 O professor não participa, não quer participar e tem raiva de quem participa em actividades curriculares e extracurriculares.
Nível 2 O professor participa compulsivamente numa actividade curricular ou extra-curricular, sempre com o nariz ao lado, ameaçando desistir a qualquer instante, abandonando os alunos à sua mercê.
Nível 3 O professor participa em algumas actividades curriculares ou extra-curriculares voluntariamente, sentando-se num lugar da primeira fila, e assistindo com muita atenção ao desenrolar da dita actividade, batendo palmas no final.
Nível 4 O professor participa e dinamiza mais de quinhentas actividades curriculares e extra-curriculares enquanto funcionário no activo, preenchendo entusiasticamente e atempadamente todos os formulários, grelhas, bases de dados e inquéritos relacionados com as mesmas.
Nível 5 O professar faz do seu projecto de vida a dinamização cultural, não só da escola mas de toda a comunidade e arredores, contribuindo assim para enriquecer PEE, PCE, PAA, PCT, CG, CP, CE, CT, CDT, DCSH, DL, DE, DMCE. Procede antecipadamente à reserva do seu lugar como professor voluntário, impedindo a escola de, após a sua aposentação, cair no marasmo cultural.

* in Professores Lusos

Como se chama mesmo o Mézico Zérlim da TSF?

Peço desculpa pela vacuidade do «post», mas é uma dúvida existencial que me acompanha há anos…

A violação fora do Código Penal?

padre

Há qualquer coisa de estranho a passar-se na hierarquia da Igreja Católica de Espanha. Há três dias, o Cardeal António Cañizares disse, em declarações ao canal de televisão TV3 da Catalunha, que os abusos sexuais nas escolas católicas da Irlanda são menos graves que o aborto.

Para se perceber algo mais sobre esta extraordinária, quanto absurda, declaração, há que ter em conta que o Governo de Espanha aprovou recentemente um projecto de liberalização da lei de aborto, que autorizará a interrupção da gravidez até a 14ª semana. A Igreja não gostou.

Ora, chamado a comentar o relatório sobre os crimes de abusos a menores praticados entre os anos 50 e 80 nas escolas católicas irlandesas, crimes que ficarão sem castigo, porque ninguém foi acusado, o cardeal afirmou que esses crimes são menos grave que as “milhões de vidas destruídas” pela prática do aborto.

O Cardeal Cañizares não é um homem qualquer e não é também um ministro católico comum. É padre há mais de 30 anos, bispo há mais de 17 e cardeal há mais de três anos. Um currículo invejável dentro da estrutura religiosa. Em Dezembro passado foi designado Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, pelo Vaticano. Por norma, declarações com este peso provenientes do topo da hierarquia da Igreja Católica não acontecem por acaso.

Luís Moreira aventava que este raciocínio, que classificou de “perigoso”, é um “benzer o comportamento de sacerdotes que abusam sexualmente de crianças! Relativiza a pedofilia para branquear um comportamento frequente entre o clero, ao mesmo tempo que o aborto (que o clero nunca vai poder fazer) é remetido para a classe dos ‘pecados mortais’!”. Pode muito bem ser.

Acontece que no meio de todo o ruído que o caso provocou no país vizinho surgiu outra questão proveniente da Igreja que me deixou ainda mais intrigado. No mesmo dia, o jornal espanhol “Público” contava que uma revista (distribuída com o jornal ABC) do arcebispado de Madrid, presidido pelo Cardeal António Varela, sugeria que a violação poderia não ser um crime. Num texto assinado pelo redactor-chefe da publicação, Ricardo de la Vega pergunta se “reduzido o sexo a simples entretenimento que sentido faz manter a violação no Código Penal?”. O homem garante que não tem intenções de tratar o assunto com ligeireza mas questiona se não deveria “equiparar-se a outras formas de agressão, como, por exemplo, obrigarmos alguém a divertir-se por uns minutos”. Não contente por esta linha brilhante de pensamento, apenas ao alcance de um crocodilo, o indivíduo continua resplandecente: “Quando se banaliza o sexo, se dissocia da procriação e se desvincula do matrimónio, deixa de ter sentido considerar a violação como um delito penal”.

A besta que escreveu estas linhas não me merece muitos comentários. O seu bestial argumentário muito menos. A minha dúvida é se a hierarquia católica do país vizinho conhecia o teor do artigo. Se não conhecia, o senhor Ricardo de la Vega foi mais papista que o Papa e terá ultrapassado os limites da decência. Se conhecia e o sancionou, a coisa é ainda mais grave.

O poder da Igreja espanhola é enorme e é histórico. Por norma, as altas esferas da Igreja Católica não dão ponto sem nó. É assim em Portugal, será muito mais em Espanha. Por isso, as minhas dúvidas. O que raio se anda a passar no país vizinho?

A Criança Russa e a Justiça cega

Nos casos de crianças em que se coloca a questão de opção entre “os pais adoptivos” e “os pais naturais” há uma faceta muito comum.Os Tribunais perante uma criança em ambiente afectivo estável decidem pela saída da criança desse ambiente !
Claro que há outras questões a ponderar mas o bem da criança deve prevalecer. Se está num ambiente afectivo, onde é feliz, o Tribunal e as partes interessadas têm que encontrar soluções sem estragar o que há de bom! O ambiente onde a criança se sente feliz!
Nestes casos, só existe o Direito da criança, não existem direitos de pessoas que ainda por cima dizem que querem o bem da criança. Se amam a criança a primeira prova, disso mesmo, é encontrarem soluções que defendam o que há de mais importante para a criança. O lar onde vive, a sua escola, os seus amigos, o seu bairro.
É incompreensível, que um Juiz (que pode observar “in loco” o bem estar ou o mal estar da criança ) tome uma decisão que, no mínimo, é de risco e diria “ás cegas” ! Conhece, o juiz, o ambiente para onde foi esta criança Russa? As pessoas com quem foi viver ? O que leva um juiz a trocar o conhecido pelo desconhecido?
A Justiça deve ser cega mas não os senhores Juízes a quem cabe tomar decisões que vão determinar a vida de uma criança para sempre!

A polícia já diz os números?

Durante anos, a Polícia recusou-se a dizer os números das manifestações dos professores e dos trabalhadores.
Ontem, em mais uma grande manifestação de professores, voltou a dizer. 50 mil, contra os 70 mil anunciados pela Plataforma Sindical.
O que mudou para esta súbita mudança de atitude da nossa Polícia?

SE A IGNORÂNCIA FOSSE MÚSICA

ESTE CROMO SERIA UM SAXOFONE, DESAFINADO

E quanto à campanha do PSD, logo veremos!

A LIBERTAÇÃO DOS MALES DOS PARTIDOS

A CAIXA DE PANDORA

O candidato Vital abriu a caixa e provocou a libertação dos males dos partidos, ao acusar os actuais e os antigos dirigentes do PSD de responsabilidades no caso BPN. Não terá sido uma coisa muito inteligente, mas o homem parece ser assim, truculento.
Iremos assistir por certo a uma troca de acusações violentas onde todos os casos pouco ou mal esclarecidos, em que elementos cimeiros dos dois partidos, possam ter ou ter tido responsabilidades, virão à luz do dia, com o intuito de ganhar protagonismo e alguns votitos.
Para já, um alto dirigente do PSD, exige do nosso Primeiro, declarações sobre o assunto trazido à baila pelo sr Vital.
Depois, logo se verá o que vai acontecer.

Freeport – não bate certo!

O Ricardo, ontem, colocou aqui um poste dando-nos conta que há mais um arguido no caso Freeport. Agora o arquitecto Capinha Lopes. O que dá já três arguidos no caso!
Mas há aqui alguma coisa que não bate certo. Se o arquitecto tinha boas relações com o então Ministério do Ambiente, só estava a fazer o seu trabalho, ganhar concursos, e abrir caminho para que os seus projectos andassem bem e depressa! Se ganhava concursos e metia cunhas e dinheiro com batota não a podia fazer sozinho, alguem do Ministério seria conivente!
Os senhores da Smith and Pedro, idem, aspas! São privados, faziam o que podiam para que o projecto avançasse. Se usavam batota é porque alguém lá de dentro do Ministério deixava, permitia, era conivente!
Ora, a verdade é que arguidos do Ministério, nem um! Como é que pode haver arguidos de fora do ministério e não haver arguidos de dentro? Se sem culpados de dentro não pode haver culpados de fora?
É dificil apontar pessoas de dentro do Ministério? Se há arguidos de fora do Ministério, de dentro, só podem ser as pessoas que concretizaram as acções tendentes a facilitar e favorecer o Freeport! As mesmas acções que levaram o Ministério Público a constituir arguidos, de fora!
Quem deu os pareceres técnicos, quem propôs, quem decidiu?
Há aqui alguma coisa que me escapa!

Gaia no Guinness

Felizmente, de volta e meia, há algo na vida que me diverte. O último caso ainda está pintado de fresco. Trata-se do ocorrido com 700 comensais que se juntaram numa quinta em Gaia para jantar e, em salutar convívio, disputarem umas partidinhas do ‘jogo da roda’.

Quanto estava tudo preparado para a pitança e a jogatina, com o dinheirinho em cima das mesas, antes mesmo do petisco, eis que entram na sala 3 meliantes, disfarçados de polícias. Ripam dos envelopes que, a acreditar nas notícias, continham à volta de 1 milhão de euros, deixando os honrados convivas estupefactos e sem cheta.

Com este evento, parece-me mais do que lógico que Gaia entre para o Guinness. Com efeito, não é fácil encontrar outra localidade no planeta, onde se juntem 700 jogadores  que,  mesmo sem iniciar o jogo, perdem 1 milhão de euros. Nem sequer um deles ganhou um chavo e é certamente recorde mundial. Por muito que façam, nem o Dr. Luís Filipe de Menezes, nem a Dra. Ilda Figueiredo, nem quaisquer figuras destacadas do PS e do BE locais conseguirão para Gaia façanha equivalente ao absurdo de tantos jogadores juntos perderem um dinheirão sem jogar.

Tenho a confessar que, pela primeira vez na vida, estou a favor de gatunos; neste caso, apenas 3 boas almas. Venceram 700 convivas com quem não consigo ser solidário. Porém, fico tranquilo. Pelos vistos, eles também não o são consigo próprios – nem à PSP se queixaram, segundo a imprensa.

Se Deus quisesse que votássemos, tinha-nos dado candidatos

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Nas duas últimas décadas, poucos como ele ‘mexeram’ com a televisão, com a forma como se faz humor e apresenta um talk show televisivo. Jay Leno fez história. Posso estar enganado mas dentro de alguns anos, quando se abordar estes tipo de programas, Jay Leno virá à baila.

Foram 17 anos a apresentar “The Tonight Show”, com apenas uma falha, de dois dias, há algumas semanas e por um problema de saúde. Teve convidados top de todo o mundo, mas, claro, com predominância para os EUA. Actores, escritores, músicos, políticos estiveram no programa e enfrentaram o humor de Leno. O mesmo aconteceu a Barack Obama, mesmo depois de eleito, fazendo dele o primeiro presidente no activo a aparecer no programa.

Reunia cerca de cinco milhões de pessoas em volta da televisão cinco noites por semana.

O apresentador recebeu o espaço de outro nome grande da comédia na tv, Johnny Carson, em Maio de 1992. Agora passa o testemunho a Conan O’Brien e prepara um próximo programa, previsto para Outubro, que tem o nome de “The Jay Leno Show”.

São várias as frases famosas proferidas, sobretudo, no monólogo que abria o programa. As piadas eram escritas por ele ou pelos argumentistas de apoio. Numa delas disse: “Se Deus quisesse que votássemos, tinha-nos dado candidatos”.

O Arcebispo pedófilo

Afinal, não há mal nenhum no tratamento do título se levarmos em conta o que o senhor Arcebispo pensa da pedófilia.
Trata-se de um pequeno desvio de comportamento muito menos grave do que tratar uma mulher de uma gravidez indesejada. É o que diz o senhor Arcebispo.
O que é perigoso neste racíocinio do religioso, é que está a “benzer” o comportamento de sacerdotes que abusam sexualmente de crianças ! Relativiza a pedófilia para branquear um comportamento frequente entre o clero, ao mesmo tempo que o aborto ( que o clero nunca vai poder fazer ) é remetido para a classe dos “pecados mortais” !
Chama-se a isto, “ser juiz em causa própria”!
A mesma Igreja que rejeita a homossexualidade como “comportamento desviante” por não estar de acordo com os “ditames da natureza” é a mesma que “benze” o abuso sexual de crianças.Abuso este que na maior parte das vezes além de pedófilo é de natureza homossexual!
Há muito que a minha formação católica me obrigou a optar entre a hierarquia da Igreja e imensa multidão de pessoas que procuram Cristo!
Eu encontrei Cristo e não quero perde-Lo por causa da hierarquia da Igreja católica!

Evgeni Mouravich e Cristiano Ronaldo

Evgeni Mouravich e Cristiano Ronaldo estão cada vez mais parecidos: torna-se cada vez mais difícil perceber o que dizem quando falam em português!

O COISO

A LOCALIZAÇÃO INDEVIDA

Já escrevi sobre este assunto em Fevereiro.
Agora e por via da d. Manuela do PSD, volto a falar dele.
A srª não gosta de chips. A srª não gosta de ser seguida por todo o lado. A srª gosta da sua privacidade. A d. Manuela tem toda a razão.
Não se sabe quem nos vai controlar, embora se saiba quem vai ser controlado. Toda a gente vai ser obrigada a ter um chipezinho na matricula e sabe-se lá, mais onde nos obrigarão a colocar um. Vamos estar num “big brother” global. Um tipo qualquer, com ou sem a devida formação moral ou outra, vai saber onde estamos em qualquer momento da nossa vida, sem nos pedir autorização para tal.
Ninguém gosta de ser seguido. Ninguém gosta de ser controlado. Não bastará já o telemóvel, que nos põe constantemente contactáveis?
A maioria dos Portugueses está contra o dito chip (nem palavra em Português temos para o coisinho).
Vamos ser o primeiro e talvez o único país a implementar tal coiso. Os outros, realmente mais evoluidos que nós, rejeitaram a ideia.
O nosso (des)governo, está a impôr esta coisita à socapa, transmitindo a ideia da inoquidade dos aparelho. Mas é tudo menos isso. Com ele, podemos vir a ser invadidos no mais profundo da nossa privacidade.
Deverá ter partes boas, como a eventualmente rápida localização do veículo em caso de roubo, mas cada um é que saberá da necessidade ou vontade da sua compra e implementação.
É inadmissível que seja genericamentge obrigatório.
Quanto muito deveria ser facultativo para o comum dos Portugueses e obrigatório para todos os governantes.

Diz-me o que ouves

musicthatmakesyoudum

Estudante do CalTech (California Institute of Technology), Virgil Griffith, decidiu promover um estudo, interessante mas sem valor científico, procurando relacionar as preferências musicais dos alunos com os seus resultados no SAT (Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test), um exame destinado a avaliar os estudantes e facilitar a selecção no acesso às diversas universidades. Quanto melhor os resultados, melhor as possibilidade de aceder às faculdades preferidas.

Os resultados do SAT são muitas vezes criticados e nem sempre correspondem ao valor dos alunos ou à sua inteligência. No entanto, foram os seus resultados, mais ou menos objectivos, que Virgil utilizou para o estudo em apreço.

Os dados indicam que Beethoven era o preferido dos mais inteligentes, com uma média de 1371 pontos no SAT. No outro extremo, Lil’Wayne era o preferido dos – vá lá -, menos inteligentes. No topo da lista positiva estavam bandas como Counting Crows e Radiohead, entre outros (ver imagem). Quanto a estilos musicais, não podem ser tiradas conclusões.

Se este estudo fosse feito em Portugal, como seria? Em que lugar ficariam os apreciadores de Madredeus, Mariza, Xutos e Pontapés, Deolinda, Tony Carreira e Marco Paulo? E Quim Barreiros, o campeão das festas estudantis de Maio? Seria o homem de Vila Praia de Âncora o preferido?

10.2 milhões de Euros em 6 meses

Um gestor encontra um accionista de uma empresa em má situação. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros por seis meses de trabalho para lhe salvar a empresa. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a empresa ? E se não salvar?
Um advogado encontra um corrupto que está a contas com a polícia. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para o livrar da prisão. É legal, legítimo, ético mesmo que o livre? E se não livrar ?
Um médico encontra um doente que só ele pode salvar. Pede-lhe dez milhões e duzentos mil euros para lhe salvar a vida. É legal, legítimo, ético mesmo que lhe salve a vida? E se não salvar?
Afinal o que é que determina o “valor” da acção profissional? O haver mais ou menos dinheiro? Ou ter sucesso? Mas no caso do BPN não houve resultados de sucesso! E não há dinheiro ! A que são devidos os dez milhões e duzentos mil euros?
Nós, os contribuintes que temos lá o nosso dinheiro pela mão do governo, precisamos que nos expliquem, como se fossemos todos muito burros!

OS PARTIDOS E AS ELEIÇÕES EUROPEIAS

CAMPANHA ELEITORAL

Dos candidatos mais mediáticos, o sr Vital é o que mais se tem lembrado de dizer coisas que mais ninguém gosta e a população critica. O homem tem sido uma pedra no sapato do sr Pinto de Sousa, que mesmo assim, e talvez por isso mesmo, não o larga e está quase sempre presente. Diz coisas que não lembra ao diabo. Ataca de forma indecente os seus adversários, em especial o maior partido da oposição. Os outros (partidos e candidatos) mostram-se indignados! Alguns dos seus pares dizem que se não revêm nas palavras dele. Outros, ainda dos seus pares, defendem-no.
Dos candidatos que menos votos terão, o sr Melo, homem simpatiquíssimo e muito competente, lá continua, sempre ajudado pelo sr Portas, a sua campanha a favor da agricultura, dos velhinhos, dos reformados, dos antigos combatentes, e dos mais desfavorecidos, merecendo só pela sua capacidade ser eleito.
Por seu lado, o sr Portas, o outro, o da esquerda, diz uma coisas sem nexo, mas lá vai subindo nas sondagens, atingindo já a terceira posição.
O sr Rangel, tem andado sozinho pelas estradas de Portugal, defende-se dos ataques menos próprios do principal candidato a derrotar e ataca-o sempre que pode.
O último dos candidatos importantes, pelo número de votos, é uma mulher que lá vai fazendo o seu papel de vitima, sendo impedida de falar nos refeitórios das grandes empresas, atacando à sua direita e à sua esquerda.
Dia após dia, os partidos e os seus candidatos lá se vão acusando mutuamente, lá vão criticando o governo, e lá vão falando muito pouco da Europa e do que irão fazer para lá, se forem eleitos.
Esta campanha, como todas as outras que em Portugal vai havendo de tempos a tempos, é uma tristeza, e nem dá vontade de seguir com atenção, a não ser a devida, que é muito pouca.

Novo arguido do Freeport, diz a TVI (e a ERC gostava que não dissesse)

Eduardo Capinha Lopes, arquitecto, é o novo arguido do caso Freeport. Ao que parece, o Ministério Público estranha a forte ligação entre ele e o Ministério do Ambiente ao tempo em que este era liderado pelo actual primeiro-ministro José Sócrates. De resto, Capinha Lopes era na altura presença assídua no Largo do Rato. Ao ponto de Manuel Pedro, num dos documentos pertencentes à investigação, dizer que, com Capinha Lopes, a aprovação do projecto ser muito mais fácil.
Coincidências que nem a ERC consegue calar…

Os políticos nacionais são uns tristes

Sem surpresas, o Parlamento não elegeu hoje o novo Provedor de Justiça. Nenhum dos dois candidatos que foram a votos, cada um apoiado por um dos partidos do ‘bloco central’, obteve os dois terços de votos que a lei exige. Era de esperar. Se o resultado fosse outro é que seria motivo de espanto.

As posições tinham sido extremadas numa fase anterior, cada um dos dois grandes esticou demasiado a corda e não havia margem de manobra para cedências. Se tal acontecesse era inevitável a chacota do perdedor. A política nacional está assim.

O clima político não permitia espaço, sequer, para negociação. Em ano trieleitoral ninguém está disponível para cedência. É tudo demasiado sério. Convenhamos que a classe política nacional é triste. Na Assembleia da República são raros os momentos de humor nos plenários. Talvez os haja nos corredores, fora da vista do povo, que é como quem diz, fora das objectivas das televisões, mas no hemiciclo não. Seria, até, considerado um horror. Ali, naquele que é o mais moderno plenário do mundo, só se debatem coisas sérias e profundas e os problemas dos portugueses são demasiado sérios e profundos para que haja espaço para o humor. Nem rir, quanto mais sorrir. Afinal, o que diria a populaça? “É para isso que pagamos aqueles gajos, para estarem a contar anedotas?”. Ninguém acharia piada.

Eu gostava. Reconheço que seria dos poucos mas, se assim fosse, creio que a política e os políticos seriam mais humanos, trabalhariam melhor e deixariam de lado certos comportamentos e questões ridículas.

Veja-se o caso das declarações de Vital Moreira, já aqui referidas. No calor de um comício falou de “roubalheira” no caso do BPN. Maria de Belém Roseira, que lidera a comissão parlamentar sobre o caso, disse “não se rever nessas declarações”, logo depois surge José Lello a defender Vital e a criticar Belém. É ou não ridículo? É, pois.

Até quando os vamos deixar ganhar?

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Cartaz de Bruno Carvalho, candidato à Presidência do Benfica

Para onde vai fugir amanhã a Ministra da Educação?

Já é um clássico: sempre que há uma manifestação de professores, a Ministra da Educação, qual animal acossado, foge de Lisboa.
Na manifestação dos 100 mil, fugiu para a Bairrada. Na dos 120 mi, refugiou-se no Porto.
E amanhã, para onde fugirá?

Testamento vital (II)

 

Com os votos favoráveis do PS (excepto de Matilde de Sousa Franco) e PCP, a AR aprovou ontem a lei do testamento vital.

O resultado foi o previsto, mas, dada a complexidade do assunto que ontem aqui foquei, subscrevo a posição do BE expressa por João Semedo, que, saliente-se, é médico. Com efeito, ele acusa o PS de ter fugido ao debate sobre a eutanásia.

A Dra. Maria de Belém e o PS usaram da arrogância da ‘maioria absoluta’, furtando o tema à discussão pública e ao parecer de agentes cruciais em matéria de cuidados de saúde. Pode ser legítimo, mas não deixa de ser lamentável e muito pouco democrático legislar desta forma sobre a escolha antecipada entre a vida e a morte – Parlamento aprova testamento vital – TSF.

Os HUC e o Prof Manuel Antunes

A corporação dos auto-denominados Administradores Hospitalares, impediu que durante dezenas de anos fossem avaliados.Rodavam entre si e passavam pelos diversos hospitais aplicando os mesmos processos e as mesmas medidas.
As coisas começaram a mudar quando entraram no circuito pessoas com outras experiências. Aliás, não pode deixar de ser assim, em todas as actividades só experiências diversificadas trazem novos métodos e processos.
Por outro lado a comparação de resultados entre hospitais com o mesmo perfil permitiu perceber que havia diferentes resultados, como é curial.
Um dos casos mais conhecidos, em termos médicos e de organização e gestão de serviços é o Serviço de Cirurgia cardio-toráxica do Prof Manuel Antunes dos HUC . Conseguiu, contra a má vontade de colegas e de administradores, avançar com um Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) .
É um êxito extraordinário, a nível nacional é único e é conhecido a nível internacional e procurado por doentes estrangeiros. Assente num grupo de médicos e técnicos competentes e a trabalhar em exclusivo, obtém resultados sem comparação om os outros serviços similares.
Os profissionais são pagos segundo objectivos muito bem fixados e aceites por todos e há muita gente interessada em entrar naquele grupo restrito de alta competência!
Pois bem, num país onde há doentes que esperam anos para serem operados, os senhores administradores dos HUC querem desmembrar esta equipa sem igual.Querem substituir elementos desta equipa fabulosa por pessoal a recibo verde na estúpida tentativa de diminuirem os custos!A medida é do mais básico que se possa imaginar.Cortam nos salários e não percebem que cortam principalmente,com a qualidade dos serviços prestados.Numa equipa a que se exigem altíssimos níveis de competência querer baixar os vencimentos à custa do desmembramento da equipa só podia passar pela cabeça destes senhores que nunca foram gestores em lado nenhum!
Mas o mais estúpido de tudo é que o CRI tem resultados anuais positivos de cinco milhões de euros!
É a esta gente que o Governo entrega a gestão destes grandes hospitais.Basta ter cartão de militante do PS!

Porque não é Silva Peneda candidato ao Parlamento Europeu?

Candidato às eleições europeias pelo PS, Manuel dos Santos procura o seu terceiro mandato em Bruxelas. No seu estilo característico, aproveitou uma deslocação à Maia, numa acção de campanha, para lançar farpas aos adversários políticos do PSD.

Numa jogada de estilo político, não o fez sem deixar uma questão relevante e a necessitar de resposta: Porque razão ficou Silva Peneda de fora da lista “laranja”?

O PSD apostou em renovar a lista de candidatos, tendo apenas apresentado a recandidatura de Carlos Coelho mas não deixa de ser estranho que o ex-ministro de Cavaco Silva, que estaria disponível para novo mandato, tenha sido dispensado nas actuais circunstâncias.

E quais são essas circunstâncias? O Partido Popular Europeu (PPE), grupo ao qual o PSD pertence, deveria propor Silva Peneda para um cargo de alta relevância na definição da política social da União Europeia. Uma daquelas atribuições que os partidos tanto gostam de acenar, como se os méritos individuais, como neste caso, fossem vitórias colectivas.

Ou muito me engano ou o PSD saberia desta intenção do PPE. Daí a minha dúvida: Porque não é Silva Peneda candidato ao Parlamento Europeu?

O Glorioso será sempre grande

Dois treinadores! Dois! É assim, para perceberem como reage a águia voadora ! De asa ferida, a rainha dos céus agiganta-se e mesmo na derrota é dela que se fala! Animais de terra nunca chegarão, altaneiras, ao cimo das montanhas. Só há duas formas de chegar à glória, ao cimo do supremo objectivo. A voar ou a rastejar!
Ela aí está, asas estendidas, imponente, a esvoaçar ao sabor das brisas!

Movidos pela Igualdade: O texto do manifesto


Há uns dias atrás, recebi um convite que me deixou sensibilizado: fazer parte do grupo de subscritores do Movimento pela Igualdade e do respectivo manifesto a favor do casamento civil das pessoas do mesmo sexo, um movimento da sociedade civil que será lançado no domingo, dia 31, às 16.00, no Cinema S. Jorge, em Lisboa.
Pediram-me discrição, da mesma forma que pediram a toda a gente. Não era para divulgar nada até dia 31 às 16 horas – nem o texto, nem os nomes dos subscritores.
Respeitei o compromisso. Mas eis que, no «Diário de Notícias», Fernanda Câncio fez questão de revelar um grande número dos subscritores desse manifesto. Quebrando assim o que tinha sido previamente acordado com todos os envolvidos. Apetece-me dizer que é a diferença entre um r. e uma f.
Perante esta divulgação extemporânea, sinto-me livre para revelar que sou um dos subscritores desse manifesto. E sinto-me também livre para revelar o texto do próprio manifesto.
Pela atitude acima revelada e que diz tudo da pessoa que atraiçoou dessa forma ignóbil todos os «companheiros» de circunstância. Mas sobretudo porque o Paulo Jorge Vieira, que fez o convite que muito me honrou, autorizou-me a fazê-lo. Era para publicá-lo só daqui a dois dias, mas vai já hoje:

«A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.
Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.
Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias – e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as – o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.
O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade.»

Senhores Deputados: o que têm a dizer sobre a manifestação de amanhã?

Fica a pergunta!

O caso Mesquita Machado

Saldanha Sanches em “opinião” no Expresso levanta novamente a questão do património acumulado pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga.
No seguimento de uma investigação do Ministério Público, entretanto cessado o segredo de justiça, ficamos a saber que o autarca acumulou, bem como a sua família, um vasto património não condizente com o rendimento auferido como autarca.
Esperava-se que a Administração Fiscal inicia-se por sua vez, um inquérito para saber se aqueles rendimentos, que deram origem áquele património, tiveram ao não o devido tratamento para efeitos fiscais.
Diz o conhecido fiscalista que o próprio Mesquita Machado terá todo o interesse em que tudo venha a público para que não restem dúvidas quanto à bondade da origem de tal património.
O autarca anunciou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Braga, e porque o segredo fiscal pode ser ou não sujeito aos poderes discricionários da Administração Pública, é de admitir que o autarca possa concorrer às eleições sem estar livre da suspeita de não ter cumprido os seus deveres de contribuinte.
Não é isto razão mais que suficiente para ser impedido de concorrer em eleições que se querem livres e democráticas?
E se for eleito, temos a garantia que o inquérito seguirá os seus trâmites e que poderá ser demitido por ter incumprido?
Bom seria que MM viesse de vontade própria explicar toda esta situação!
Um bom começo para um país melhor, seria a intransigência da sociedade civil para todos estes casos de suspeitas que pairam sobre boa parte da classe política , exigindo o esclarecimento cabal de todos os casos. Infelizmente, morre tudo na partidarite aguda como se constacta na posição dos partidos conforme são ou não dos “nossos” !