CRIME, HE SAID. THE PRIME-MINISTER IS CORRUPT!

CORRUPÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL.

A TVI mostrou para quem quis ouvir e ver, o filme onde o sr Smith disse que o nosso Primeiro é corrupto. E di-lo com todas as letras, com todos os esses e erres. Não tem que enganar, está lá preto no branco.
Que vai fazer agora o nosso Primeiro?
Que vai dizer agora a namorada do nosso Primeiro?
Que vai o povo fazer agora que se ouviu e viu a acusação maledicente.
Vamos ter processo?
Vamos ter uma crónica, no caso de o assunto poder caber no jornalismo português já que não cabe na lei, a falar do assunto que todos ouvimos?
Vamos votar noutro que não o nosso actual Primeiro?
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Noutros tempos o comentário que se dirigiria ao sr Pinto de Sousa seria, “o sr Primeiro, deve obviamente demitir-se”
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Esperemos as cenas dos próximos capítulos.

«The prime-minister is corrupt!»

Pedi há alguns meses: Venha de lá esse DVD!
A TVI, no corajoso jornal de Sexta, acaba de mostrar finalmente as imagens desse célebre DVD. Depois do audio, só faltavam mesmo as imagens.
Com os óculos na ponta do nariz, algo que pessoalmente sempre achei irritante, Charles Smith diz com todas as letras: «The prime-minister is corrupt». Ou seja, o primeiro-ministro é corrupto. Assim mesmo, com todas as letras.
Será que é desta que vai ser processado?
E será que Cândida Almeida esteve de olhos fechados e ouvidos tapados durante a transmissão?

Reciclagem vs. Negócio

Estava eu na casa-de-banho, a ler as minhas revistas e jornais, quando me deparo com a boa notícia de que se vão reciclar embalagens e medicamentos. Óptimo pensei. No entanto, lembrei-me que já há algum tempo atrás, provavelmente um ou dois anos atrás, tinha deixado velhos medicamentos para reciclar, numa farmácia.
Curiosamente, a 5 de Março de 2009, em comunicado de imprensa “a Valormed pede a todos os portugueses para que entreguem as embalagens e medicamentos fora de uso nas farmácias, contribuindo para a melhoria das condições ambientais.” Ok. Por mim tudo bem. Acho que a reciclagem é muito importante. Muito mais importante que reciclar, é nem sequer consumir, mas se se tiver de consumir, então que se consuma, que se reaproveite, que se reutilize e então só depois se recicle. Só que há um problema. Este sistema de reciclagem aparentemente já existe há muito tempo.
Diz aqui que em 2008 a recolha de medicamentos para reciclar subiu para 700 toneladas, e que isto é um aumento de 10% em relação ao ano anterior. É muita tonelada de medicamento! Então o que faziam ao lixo recolhido para reciclagem, se só agora é que é de facto, reciclado? Fácil! Atira-se para fogueira! Já há muitos anos que era usada esta técnica para reciclar plásticos e pneus. Como tinha o inconveniente das colunas de fumo preto, ficava muito mal perto dos centros desenvolvidos das cidades e então deixou de ser usado como método reciclador. Dava mau ambiente, como se costuma dizer.
O que é incrível nesta situação: A Agência Portuguesa do Ambiente sabe do assunto há muito tempo e o que faz? “Ou resolvem rapidamente a situação ou retiramos as licenças!“. Quando eu transgredir, espero também, que sejam assim brandos comigo. O Ministério do Ambiente intervém de alguma forma? Parece que não. Parece que alguém se esqueceu de consultar o Despacho. Algures, lá pelo meio das suas 31 páginas de letrices e numerices, deverá haver alguma indicação sobre como penalizar uma entidade que não cumpre com o acordado. Se calhar não há. O documento também é algo extenso, diga-se, se calhar alguém se esqueceu dessa parte. Há penalizações? Nada. Ficar sem licenças? Nada disso. Pior ainda. Na constatação da impossibilidade técnica da Valormed fazer a reciclagem das embalagens e medicamentos, faz-se o quê? Cancela-se o serviço com a entidade? Não! Dá-se a hipótese, a uma entidade que não cumpriu com o acordado, de contratar outra empresa para fazer o serviço por ela! A empresa escolhida foi a Prolixo, que em 24 de Outubro criou uma nova imagem e uma segmentação do seu negócio em duas áreas farmacêuticas. Mesmo a tempo de celebrar contrato com a Valormed em 18 de Dezembro. É disto que o nosso país precisa. Empresários e dirigentes com visão e capacidade de antecipação de acontecimentos.
Independentemente das entidades envolvidas, e acreditando na sua seriedade perante problemas ambientais, para mim, há algumas questões a reter nesta situação: quando é que estas pessoas, envolvidas nestas confusões todas, se limitam apenas e só, a fazerem aquilo a que se propõem? É preciso tanta lenga-lenga, tanta letra e tanta tanga só para reciclarem uma porcaria dumas embalagens de medicamentos? Até com a boa-fé das pessoas em reciclarem o seu lixo, estes idiotas bacocos dos negócios e dos números, brincam? Para esta gente, tudo é mesmo um negócio?
Eu, particularmente, começo a ficar algo preocupado com o facto do meu esforço – e obrigação – em reciclar o lixo que produzo, cair em saco roto, quem sabe, aí para uma lixeira qualquer escondida, apenas porque isso dá mais lucro a alguém.

Reciclar implica alguns recursos. Não consumir não implica recursos nenhuns.

Paulo Guinote – A Educação do Meu Umbigo*

O texto que segue, da autoria do professor Paulo Guinote, no dia do lançamento do seu livro, «A Educação do Meu Umbigo», resulta de uma pequena entrevista feita ao autor, por e-mail, durante o dia de ontem.

«O blogue «A Educação do Meu Umbigo» nasceu porque eu tinha diversos textos inéditos e queria divulgá-los, assim como o espaço de um blogue, por ser de criação e controle individual, se afigurou ideal para a expressão das minhas opiniões sobre a actualidade.
Quanto ao nome, assumi desde o início a componente narcisista de um projecto deste tipo.
Nunca pensei que o blogue viesse a ter este tipo de divulgação e reconhecimento. Digamos que foi uma excelente surpresa. Ultrapassou todas as minhas expectativas.
Seria desonesto afirmar que «A Educação do Meu Umbigo» não beneficiou da guerra dos últimos 4 anos entre professores e Ministério da Educação. Isso é evidente. O crescimento do blogue correspondeu ao agudizar do conflito. Embora se tenha autonomizado do contexto da “luta” dos docentes, não deixa de lhe estar ligado.
Ao longo dos anos, já tive ameaças relativas ao material que publiquei. Mais em off do que em on. Algumas mais sérias do que outras. Nenhuma (ainda) concretizada. Mas nunca tive medo. A questão do medo não se coloca quando se fazem as coisas por convicção. Costumo dizer que, em caso de necessidades, posso sempre ir tirar bicas para o café do bairro.
Em relação às críticas que alguns colegas me fazem, encaro-as como naturais e legítimas, porque detesto unanimismos. Se ninguém dissesse mal do blogue e de mim, começaria eu a fazê-lo. Aliás, por diversas vezes publiquei textos conscientemente “fracturantes” e polémicos para suscitar a discussão. Sem discussão e apenas com consenso, não há progresso.
No futuro, espero que «A Educação do Meu Umbigo» continue a ser um espaço de debate e divulgação de informações e posições, independente de qualquer tipo de alinhamento político-partidário ou organizativo.
O livro que hoje é publicado resulta do material que seleccionei do blogue. Quais os critérios que utilizei para fazer essa selecção? A certa altura, tentar que restassem aqueles textos sem os quais eu ficaria mesmo triste. Escrevi de forma compulsiva. O material dava para dois volumes como este.
Apesar de tudo, ofereceria o livro à Ministra da Educação. Com o maior dos gostos e uma dedicatória especial.»

* Em exclusivo para o Aventar

ESTÁ TUDO "MARADO" DA CABEÇA

São os alunos, são os professores, são os amantes, os maridos e as mulheres, são todos os que nos governam e os que gostariam de nos governar, todos de um modo ou de outro, estão tolos.
Os alunos batem nos professores, os professores protestam mas nada podem fazer, os amantes os maridos e as mulheres matam por insanidade temporária, os governantes fazem de nós parvos e gozam com a nossa cara prejudicando-nos dia a dia, os que nos querem governar dizem-se diferentes mas quando chegarem ao lugar dos outros não são diferentes, o cidadão comum não sabe o que fazer nem como, mas comete erros atrás de erros, exacerbando as suas reacções, todos berram, todos gritam, todos ofendem e se sentem ofendidos. A incúria mata crianças por desleixo, a insensatez obriga a
disparates, a ignorância faz danos inimagináveis, a falta de educação faz o mal-educado arrogantemente estúpido e provocador. Estamos num mundo doido em que cada um é dono da razão e a tolerância não existe.
A sociedade está doente, muito doente. E não se vêm remédios para a curar.
Estou cansado, quero ir-me embora daqui. Levem-me para uma ilha isolada no meio do Atlântico, uma que ninguém conheça, e deixem-me lá!

Opinião vital e desapaixonada

Há uma jornalista/namorada ou uma namorada/jornalista que jura a pés juntos que a opinião que publica sobre o namorado não é em nada influenciada pelos sentimentos que nutre pelo consorte(no caso bem apropriado)!

Vejam o que faz a paixão:

No rescaldo dos processos-crime contra quatro jornalistas, o primeiro-ministro José Sócrates, recebeu o apoio do seu cabeça de lista (PS) às Europeias.”As queixas penais de políticos por motivo de injúria ou difamação não constituem nenhum atentado à liberdade de expressão (…) mas sim o exercício de um elementar direito de defesa de direitos de personalidade” escreveu Vital Moreira no blogue Causa Nossa.Mas em Março de 2008 a opinião era outra”Um dirigente político como Alberto João Jardim deveria abster-se de accionar judicialmente os que,na qualidade de jornalistas,se sentem no direito de retorquir, ainda que de forma menos canónica, os seus destemperados ataques pessoais.” (Sabado,16/04/09)

É ou não um exemplo de uma opinião “desapaixonada”?

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO:

No Sinaleiro tenho uma rubrica mensal com o pomposo título: “nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO“. Dedicado ao post que aqui coloquei sobre a Lei da Paridade decidi fazer um especial da rubrica e que pode ser lida/ouvida AQUI.

 

(espero em breve perceber como meter um tube no Aventar, pois não está fácil, eheheh).

Uma boa questão:

“Miguel Dias Aventa:
Bem vindo ao balneário.
Em que posição joga? à frente, atrás. Esquerda, direita? Ou é um polivalente?”

Ora aqui está uma bela questão…
Devido ao tamanho avantajado do meu abdómen tinha por hábito jogar numa de duas posições, a saber: ou na baliza ou na frente (na chamada “mama” que correr nunca foi o meu forte). Quando na frente, costumava flectir para a direita. Mesmo que por vezes fosse tentado a, copiando as palavras do Grande Capitão João Pinto, chutar com o pé mais à mão.
Agora, pulidovalente não. Sou um pouco mais optimista. Ou idiota. Depende da perspectiva.

Lei da Paridade

Por andar atarefado com um jantar de mulheres lembrei-me da Lei da Paridade.

Em termos filosóficos não concordo com ela. Em termos materiais tenho de a compreender.

Nestes primeiros anos só dessa forma, mesmo que imperfeita, é que as mulheres terão, na realidade, verdadeiro acesso à política. Esta é uma coutada do macho ibérico e este não quer ceder espaço pois sabe que, mais tarde ou mais cedo, terá de ceder o seu lugar.

Aliás, quem andou ou anda pela política sabe que só com quotas se vai lá. Serão precisas quotas para as mulheres, quotas para a maralha na casa dos vinte, outras para os trintões e uma outra, pasme-se, para os quarentões. São precisas quotas para arrumar com 2/3 dos cotas. Juntem ainda ao pacote a limitação de mandatos.

Em Portugal, infelizmente, renovação só à força.

 

Em nome da paridade, venha daí uma musiquinha. Algo onde as quotas são desnecessárias pois o mercado, nesta matéria, funciona:

(humm, isto está complicado, ainda não percebi como se mete um vídeo do YouTube aqui…)

 

 

 

Maia Hirasawa