DESEMPREGO

Não param de subir o números de desempregados em Portugal. Por certo que o mesmo acontece em todo o mundo por causa da crise global
Em Portugal, que é o que nos interessa, só no último ano, subiu quase 24%. Números assustadores
O governo não parece ter resposta para esta crise, e a oposição diz que tem, mas como estamos em ano de eleições, deve ser só para votante votar. As previsões para este ano, são catastróficas, embora o nosso Primeiro entenda que estamos no bom caminho. Como se dizia há anos, Portugal estava à beira do abismo, agora, com este governo, deu um passo em frente.

O braço da lei não chega ao Braço de Prata?

Espaço frequentado por uma certa Esquerda da capital, o «Braço de Prata» é mais do que uma simples livraria. Aliás, o projecto Braço de Prata funciona com contornos algo estranhos.
Por que será que o braço da lei não chega ao Braço de Prata?
Em breve voltarei ao assunto.

O tamanho conta

Muitos têm advogado que o Estado deve ser reduzido. Então e o resto? Os problemas económicos e sociais resultantes para todas as pessoas não se resumem ao facto de existirem aglomerados, associações ou empresas totalmente psicóticas apenas motivadas pelo lucro cego. O problema é o seu tamanho. Mais particularmente é serem demasiado grandes. Gigantes. Na minha humilde opinião, seja que entidade for, deveria ser limitada em tamanho. E isso seria muito fácil de controlar, se se quisesse. Através do número de empregados. Perder-se-iam empregos? Não faço a mínima ideia. Eu consigo conceber 10 empresas de 10.000 empregados, assim como consigo conceber 1 empresa de 100.000 empregados. Aparentemente, e com as empresas gigantes presentes, o desemprego é uma realidade. Portanto, seja como for, não limitando o tamanho das empresas, aparentemente também não ajuda em nada. Fica na mesma a sugestão.
Basta consultar o número de empregados de algumas empresas. É monstruoso. É óbvio que estas entidades têm um imenso poder de influência. Podem influenciar-nos com marketing e publicidade. Podem até influenciar governos. Podem influenciar o que bem quiserem. Se eu for dono de um restaurante com 15 empregados, continuo a minha vidinha económica e tenho poder de influência sobre (com sorte) as mulheres da limpeza. Por outro lado, se eu for dono de uma rede de restaurantes com 15.000 empregados, o meu grau de influência aumenta proporcionalmente. Por uma questão lógica, deveriam ser limitadas por lei, e assim limitar e/ou retirar poder de influência (e poder corruptivo) aos seus donos. Afinal, em que é que o tamanho gigante destas entidades beneficia os consumidores finais? Quem lucra mais com isto, os consumidores finais, os empregados, ou os donos das acções? E a influência não é uma forma de corrupção? Não é a corrupção o alvo a abater?
Por exemplo, a Coca-Cola. Não tenho nada contra a Coca-Cola. É meramente um exemplo e é óptimo para tirar a ferrugem. Mas já agora: a fórmula secreta. (É que eu detesto estas empresas que apregoam fórmulas secretas para produtos que vendem. Não é um contra-censo absurdo, vender uma coisa, e não dizer de que é feita!? E detesto ainda mais anúncios com bebés e velhinhos felizes) Voltando ao tamanho. 32 biliões de dólares em receitas? 100.000 empregados, não contando obviamente com todos os empregados noutras empresas que trabalham com “Coca-cola”, que facilmente triplicará este número?
Na Coca-Cola têm tantos problemas com “mitos urbanos”, reclamações e afins que até têm um site próprio para desmascarar e negar este tipo de situações. Contra “factos” não há argumentos. Principalmente factos, no valor de 32 biliões de dólares.
E não é só o cidadão comum que tem dúvidas ou reclamações perante estes gigantes. Até presidentes de países se “metem ao barulho”. Mas parece que só levam porrada.
Não são só assuntos menores de coisas estranhas que aparecem miraculosamente em latas. São questões sociais graves. Se são questões verdadeiras ou apenas, como se costuma dizer, “dor de cotovelo” e aproveitamento, não faço a mínima ideia. E eu até tenho uma boa imagem da Coca-Cola. Tenho ideia de ser uma “empresa pacífica”. E lá bebo uma Coca-Cola de vez em quando. Aparentemente, parece-me que não o é para muita gente.
Não quer isto dizer que todas as empresas cresçam para um nível paranóico de descontrolo em busca de capital. Mas a realidade mostra, que quanto maior é uma empresa ou entidade, maior é o número de reclamações, problemas e estranhezas em que estão envolvidos. Será coincidência?
Por outro lado, não me lembro sequer de ouvir falar em problemas com a Pasta Couto, por exemplo. Por outro lado, lembro-me de situações desagradáveis envolvendo a EDP. Por outro lado também não me lembro de problemas com o Atum Ramirez. Por outro lado, a Galp tem um rol de problemas e reclamações associado que precisava de um site próprio para isso. A lista é interminável.
O problema é o tamanho! Estas empresas, estas “pessoas colectivas”, são gigantes no meio de nós. Não me lembro na História (Literária, pelo menos), de existirem gigantes ágeis e belos e bondosos. Os gigantes são quase sempre representações de seres enormes, disformes, rudes, brutos, autoritários, solitários, desajeitados, pouco inteligentes, e mesmo os poucos gigantes bons, causam danos involuntariamente. Os gigantes são aqueles que aparecem para destruir tudo e dar cabo da vida a toda a gente. O gigantismo humano é uma doença, é uma disfunção hormonal grave. Porque haveria de ser diferente numa empresa, numa “pessoa colectiva”? Mesmo o bom gigante acaba sempre por ser meio “lerdo”. Mesmo o bom gigante acaba por “esmagar” alguém sem querer. Estas empresas gigantes são elefantes a assistirem a um circo de pulgas. Eu sinto-me uma pulga perto destes gigantes. E eu (ainda) nem tenho nenhum problemas com eles.
Para terminar uma declaração do senhor dono da Coca-Cola para continuarem a acreditar nos bons resultados e que novos (bons) tempos virão. Pode ser que alguns governantes comecem a copiar o discurso. Brindemos a isso com Coca-Cola. E, já agora, um Happy Meal, por favor!

“Letter from Our President and Chief Executive Officer
Dear Fellow Shareowner:
In a year in which the world confronted extraordinary economic challenges, The Coca-Cola Company performed with great resolve, supported by proven strategies and strong execution across our business. The true power and resilience of our business was reflected in our ability to meet or exceed our long-term growth targets for the third year in a row and add a billion incremental unit cases in volume—the equivalent to adding a market the size of Japan.
While no one can truly predict how long this financial upheaval will last, we believe that our business will continue to thrive for two reasons:
– First, we are confident that we are confronting the challenges of our current reality head-on, with strategies born of experience in similarly trying times and facilitated by an ability to adapt and adjust in a focused and nimble fashion.
– Second, we know that our fundamental financial and operational model, and the wider nonalcoholic ready-to-drink beverage industry, are largely resilient to times of great stress. Furthermore, we have a long history of emerging from economic downturns as a stronger Company.”

Estamos de vermelho… porque é Abril!


A partir de hoje e até ao 1 de Maio, o Aventar está de vermelho. Porque é Abril.
É a nossa homenagem a todos os capitães e a todos os outros que fizeram o dia do nosso contentamento. O dia mais belo da história de Portugal.

A crise é só para alguns!

Da nossa comentadora Maria Monteiro, com a devida vénia:

E assim vai a crise! Mais um ensaio sobre a riqueza de alguns ….

Vaticano quer construir a maior central solar da Europa

O Estado da Cidade do Vaticano quer construir a maior central solar da Europa, que ficará localizada nos arredores de Santa Maria di Galeria, onde se situam as torres e antenas de transmissão da Rádio Vaticano.
O presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano, Cardeal Giovanni Lajolo, afirmou à Rádio Vaticano que chegou o momento de agir, porque “se tem de aproveitar a crise para tentar desenvolver essa fonte de energia renovável que, a longo prazo, trará recompensas incomparáveis”.
Muitos países europeus descartam a possibilidade de investir em energia solar, argumentando que a crise não permitiria arcar com o seu custo. O orçamento inicial da obra é de 500 milhões de euros.
Foi explicado que, uma vez completada, a central geraria 100 megawats e poderia fornecer electricidade a 40 mil lares, pelo que o Vaticano poderia exportar energia.
Em 2008, a implantação de painéis solares sobre a sala Paulo VI permitiu ao Estado do Vaticano obter de forma limpa uma percentagem considerável da energia gasta – num gesto classificado pela Santa Sé como um sinal concreto do seu “compromisso ecológico”.
Outro sinal é o facto de o próprio Estado da Cidade do Vaticano ter sido o primeiro a chegar ao objectivo de “emissões zero” de carbono, com a criação, em 2007, de uma zona florestal em território húngaro.

Em tempo de crise eu imaginava mais um agir cristão onde o Vaticano mudasse o seu estilo de vida para valores menos solares …. para isso seria mesmo pedir um milagre

Sócrates e a perseguição aos jornalistas

Não concordo com as opiniões do José Freitas, do Luís Rainha ou do Daniel Oliveira.
Não acho nada que seja a mesma coisa. Definitivamente, pôr em causa a isenção e a honestidade de uma pessoa não é igual a dar uma notícia acerca do curso das investigações. Chamar travesti a um jornalista não é igual a filmar a sede da Polícia em Londres, como fez o camera men da TVI agora processado pelo primeiro-ministro. Não. Não é a mesma coisa.
Estou à vontade para dar esta opinião, porque nem sequer concordo com os processos judiciais ao primeiro-ministro. A TVI está a dar-lhe demasiada importância. Vitimizar-se é o que ele quer.
Para José Sócrates, a direcção que a imprensa deve seguir está perfeitamente indentificada. Chama-se João Marcelino e o «Diário de Notícias». Só faltou falar dos (da) jornalistas que lá trabalham.
Ao ponto a que chega a desfaçatez! Admira-me que não se tenha lembrado também do «Jornal de Notícias» e dessoutro paladino da verdade que se chama José Leite Pereira.

Vasco Lourenço – Do Interior da Revolução (O Golpe Militar)*

As instalações para a reunião foram obtidas pelo capitão Bismarck, que por sua vez recorreu a um amigo que fizera a guerra com ele como oficial miliciano. O amigo cedeu-lhe a vivenda e mais, esteve à entrada da mesma, com a mulher e os quatro filhos (crianças) para despistar, para dar a entender a quem visse aquele movimento de tantas pessoas, que se tratava de uma reunião familiar. Ora acontece que, sem o dono saber, a sua irmã tinha utilizado essa vivenda para aí esconder material explosivo da LUAR. Mas o mais dramático é que, na sequência da prisão do Palma Inácio, em 22 de Novembro, dois dias antes, haviam sido feitas outras prisões de elementos da LUAR, entre os quais a irmã do nosso anfitrião. Que, nesse dia 24, ao mesmo tempo que se realizava a nossa reunião, estava a ser interrogada e torturada pela PIDE/DGS que pretendia saber onde ela guardara o tal material explosivo. A senhora portou-se muito bem, não lhes deu qualquer informação, e foi essa a nossa sorte. Está a ver o que teria acontecido se ela falasse e lhes indicasse a vivenda, e eles lá fossem, provavelmente desprevenidos, e dessem com cerca de quarenta oficiais, a maioria deles armados!
Ainda me lembro que, quando estávamos a estacionar os carros, nas proximidades da vivenda, o capitão Francisco me chamou, abriu o porta-bagagens e disse-me: “Oh Vasco, isto hoje vai à bazucada! Se eles aparecerem, levam com isto!” E apontava para duas bazucas e algumas granadas! Eu reagi de imediato: “Estás louco? Isto hoje vai à bazucada?!”
Está a ver o ambiente previamente vivido. Agora, com a enorme animação, mesmo exaltação, que se viveu durante a reunião, teria sido lindo, se os pides aparecessem…! Desconfio que não saía de lá nenhum ileso. Com as inevitáveis consequências que isso provocaria…
É extraordinário o que me conta! Porque revela os vários caminhos e as várias frentes de luta que conduziram ao 25 de Abril, assim como o contributo de muitas pessoas, tantas anónimas, para esse objectivo. Mas revela também a importância do factor sorte nos encontros, mas também nos desencontros, como foi o caso…
Aliás, essa vivenda tem uma história. Já em 1969 alguns oficiais da Armada, que se vieram a integrar no Movimento, através do Pereira de Bastos, familiar dos proprietários, a tinham utilizado para lá passarem o filme Couraçado Potemkin, proibido pela censura…
Vamos então à reunião…
Vem a ser uma reunião bastante importante, onde é feito o ponto de situação, relatada a evolução do Movimento até ali, a cisão que tinha havido, e é dito que aquela Comissão Coordenadora provisória, que tinha saído de Alcáçovas, estava dissolvida. Nós considerávamos que tinha terminado as suas funções e, portanto, era necessário escolher uma nova Comissão Coordenadora. Bem, e então decidimos que seria necessário convocar uma grande reunião onde estivessem praticamente presentes delegados de todas as unidades do país.
Mas é também muito importante por uma outra razão: é onde surge o tenente-coronel Luís Ataíde Banazol. Aparece, de forma bastante radical, mesmo brusca, a pôr a questão nestes termos: “Vocês andam para aqui a perder tempo com papéis, assinaturas para aqui, abaixo-assinados para acolá. Isto não vai lá com papéis, não vai lá com assinaturas. Isto só vai com um golpe militar. Há que fazer rapidamente um golpe militar. Bem, e eu quero dizer-vos que estou mobilizado, estou a formar batalhão em Évora. Vim aqui com o meu segundo comandante. Se não houver outra maneira, nós pegamos no batalhão, tomamos conta de Évora e avançamos sobre Lisboa e, como isto está tão podre, vai cair, porque todas as outras unidades vão aderir. Isto está podre, o Governo vai cair. Nós vimos direitos a Lisboa e vamos difundindo uma espécie de comunicado, um panfleto sobre a situação e sobre o que é necessário fazer.”
Uma acção com algumas semelhanças com o falhado golpe de Beja
em 1961…
Bem, como calcula, aquilo caiu que nem uma bomba. Autenticamente que nem uma bomba. Um burburinho dos diabos, uma grande confusão. Como moderador da reunião, tento serenar os ânimos, e decreto um intervalo, onde poderíamos acalmar, discutir, desanuviar…
Recordo que dou comigo a desabafar para o Luís Macedo: “Eh pá, isto de facto é espantoso. Ando eu aqui há não sei quanto tempo a falar na hipótese de fazer um golpe militar e ninguém me dá ouvidos. Porquê?
Porque sou capitão, igual aos outros. Chega aqui um tenente-coronel que ninguém conhece de lado nenhum” – apenas era conhecido de dois ou três que o tinham lá levado, nomeadamente, o Piteira Santos que era um capitão que estava em Évora – “chega aqui um tenente-coronel, atira com a hipótese de um golpe militar e toda a malta desata a bater palmas, só porque é tenente-coronel.”
Mas então, como é que controlaram a situação?
A verdade é que o Banazol abusou, digamos assim, dos galões de tenente-coronel para chegar a uma reunião de capitães e de majores e atirar uma bomba para cima da mesa. E, de facto, aquilo agitou e a maior parte da malta começou a pensar em termos de golpe militar em vez de andar às voltas com os documentos.
Bem, e desde logo ali foi decidido marcar uma reunião para oito dias depois, onde deviam estar delegados de todas as unidades do Movimento. Esses delegados, além de levarem a indicação de quantos elementos representavam, deviam responder a quatro questões:
Primeira – Qual das três hipóteses de acção apoiavam?
a) “Conquista do poder para, através de uma junta militar, criar no país as condições que possibilitem uma verdadeira expressão nacional”, tenho aqui entre aspas “Democratização”.
b) “Dar oportunidade ao Governo de se legitimar perante a Nação através de eleições livres, devidamente fiscalizadas pelo Exército.”
(Sabíamos bem que livres, livres, só se nós as fiscalizássemos.) “Precedidas
de um referendo sobre a política ultramarina.”
c) “Utilização das reivindicações exclusivamente militares como forma de alcançar o prestígio do Exército e de pressão sobre o Governo.”
Segunda – “Devemos circunscrever o problema só ao Exército ou devemos alargá-lo a todas as Forças Armadas?”
Terceira – “Como deve ser constituída a Comissão Coordenadora?
Por quem e quais as suas funções?”
Quarta – “Para a solução escolhida, acha que se deve contactar algum chefe? Em caso afirmativo, quem?”
Para além da informação sobre o Movimento, foi esta a agenda definida e para que pedimos respostas. É evidente que isto mostrava já um avanço qualitativo extraordinariamente grande. Foi bastante importante, de facto, a presença do Banazol para agitar as massas e para levar, desde logo, a uma aceitação do golpe militar como hipótese e que nós difundimos depois por todas as unidades. “Tragam-nos respostas a isto para Óbidos.” Organizámos, então, a reunião de Óbidos que, juntamente com mais meia dúzia foi das mais importantes.
Já agora, quais foram as outras mais importantes?
Se quisesse definir uma classificação de importância das reuniões, englobaria nas mais importantes: Alcáçovas, em 9 de Setembro de 1973; a tetrapartida na zona de Lisboa, em 6 de Outubro de 1973;  São Pedro do Estoril, em 24 de Novembro de 1973; Óbidos, em l de Dezembro de 1973; Caparica, em 5 de Dezembro de 1974; Cascais, em 5 de Março de 1974.  São talvez estas as fundamentais, a que acrescentaria, aliás, a realizada em casa do coronel Marcelino Marques em Lisboa, a 5 de Fevereiro de 1974, e a realizada em casa do capitão Candeias Valente, em Lisboa, a 24 de Março de 1974. Mas nesta, já não estive, porque tinha sido chutado para os Açores.

* PRÉ-PUBLICAÇÃO

Campanha negra.Origem FMI !

Mais uma campanha negra. O FMI vem dizer que o crescimento prevísivel do PIB é -4,1 (é verdade, onde chega o desplante, negativo!) contra os extraordinários 0,8 (sim, sim, positivos) propostos pelo governo no orçamento e em que ninguém acreditava, numa outra campanha negra sem rosto. Não contente com tal despautério o FMI (puf, onde está a credibilidade?) afirma que o desemprego vai chegar aos 9.6% e que este número vai perdurar até 2010, contra os muito mais sensatos 8.1% propostos no orçamento. Mas afinal as medidas não estão a chegar às empresas e às famílias? Quem dizia (outra campanha negra) que os bancos iam em primeiro lugar lamber as feridas e depois apertar ainda mais o crédito, anda para aí a mexer os cordelinhos? E o emprego que está, em 70%, confinado às PMEs, não recebe apoios ? Afinal as obras de proximidade é que dão emprego? As grandes obras não contam? E o déficit volta a 6.8? E a dívida externa sobe para quanto? Estes senhores há 6 meses andavam a dizer-nos que não havia crise e a haver nós estávamos muito bem preparados para a enfrentar! Não se arranja para aí um milagre ?

Jaime Neves

Brilhante, é a palavra certa para definir o artigo de opinião de Freitas do Amaral hoje, na Visão (pág. 28):
“(Jaime Neves) cumpriu o seu dever. E não exigiu recompensa. Ninguém o ouviu em 1975-76 fazer declarações políticas ou de bravata pessoal. Não deu entrevistas (que me lembre), nem escreveu livros tardios a rebaixar ou a atacar camaradas de armas. Guardou silêncio durante 33 anos. Não se lhe ouviu uma gabarolice, nem uma crítica, nem um queixume (…)É fácil imaginar, por algumas reacções infelizes de agora, os obstáculos que então se terão levantado. Já desde Camões sabemos como a inveja é uma infeliz característica dos portugueses (…) foi feita justiça” (igualmente AQUI)

Senhora Ministra: Não entreguei os meus Objectivos Individuais

Senhora Ministra,

Com todo o respeito, venho por este meio comunicar-lhe que não entreguei os meus Objectivos Individuais. Não entreguei nem vou entregar, como é lógico.
E agora? Ouvi o Secretário de Estado de V. Ex.ª dizer que ia haver consequências para quem não entregasse.
No que me diz respeito, estou à espera. Mas por via das dúvidas, para não ficar cansado, sentei-me.
Aguardo uma resposta. É que estou mesmo muito preocupado com o meu futuro profissional.

P. S. – Já agora, Senhora Ministra, o que vai acontecer aos outros 60 mil colegas meus que também não entregaram os Objectivos Individuais?

Um processo para mim, um processo para ti


O processo judicial anunciado por José Eduardo Moniz a José Sócrates é tão desprovido de sensatez como as queixas apresentadas pelo primeiro-ministro a jornalistas por apenas expressarem opiniões.

O chefe do Governo disse que o telejornal da TVI, de sexta-feira, é um espaço “travestido e de ataque pessoal”. É uma opinião. Haverá quem concorde, haverá quem discorde. Daniel Oliveira, no Arrastão, prefere recuperar um ditado antigo para classificar esta permuta de papelada.

Sempre achei estranhas as opções editoriais da TVI para o seu principal espaço informativo diário, embora não seja cliente regular. Na maior parte dos dias, por entre as várias notícias de faca e alguidar, a informação política e os casos relacionados com o primeiro-ministro são tratados de uma forma diversa daquela que ocorre na sexta-feira. Mas é apenas a minha opinião.

José Eduardo Moniz disse ter ouvido com “surpresa” as declarações de Sócrates. Deve ter sido uma “surpresa”, vá lá, moderada. Não gostou, referiu, acima de tudo pelo “tom impróprio”. Devia estar preparado. Aliás, tenho a certeza que estava. Não é à toa, sem estratégia, que se toma o chefe do Governo por alvo. Convenhamos que o DVD não surgiu apenas há uma semana na caixa de correio da TVI. Convenhamos que as informações que o canal tem difundido sobre o caso Freeport não apareceram no twitter dos jornalistas, nem lhes devem ter sido oferecidas numa embalagem com um lacinho.

Daí que a “surpresa” de Moniz soa a falso. E o processo, também.

IMAGENS DA MINHA TERRA

A PRETO E BRANCO

A PRETO E BRANCO