AS ESCOLHAS DA DRª MANUELA II

Vá-se lá saber porquê, a senhora escolheu o sr Rangel. É o menino bonito da drª Manuela. Já o tinha escolhido para comandar os seus pares na Assembleia da República. A meu ver uma má escolha de então, ficou muito aquém do seu antecessor (não é que esteja a fazer um mau trabalho agora, mas o outro era bem melhor), e uma má escolha agora, pois terá uma derrota anunciada no confronto com Vital Moreira.
Eu gostaria de estar enganado, eu gostaria de, daqui a uns meses vir aqui, humildemente, falar do meu erro de apreciação, de vir dizer que afinal a escolha tinha sido boa, mas não me parece possível. O candidato, apesar de inteligente e de parecer ter boas ideias, não tem carisma.
O nome mais falado nestes dias, nem chegou a ser considerado pela chefe do partido, e pela primeira vez, a drª Manuela, teve uma reacção negativa de alguns dos seus segundos, muito embora, na apresentação do nome, tudo se tenha calado e ninguém fez ondas, ou ainda a senhora se zangava e não haveria lugares para os que os esperam.
Nada tenho contra o actual cabeça de lista do PSD. Realmente as suas últimas prestações têm sido razoáveis, tem vindo a melhorar, a argumentação tem melhorado, e tem vontade e capacidade, mas havia tantos outros nomes melhores e mais capazes para esta luta, que me parece mais um erro da drª. Mas mais à frente é que se vai ver.
Parece-me que só o partido do governo fica a ganhar com esta candidatura.

Comments


  1. Não creio que a derrota seja certa para o PSD. Até posso estar enganado mas os eleitores devem castigar o PS pela situação do país nestas eleições e o PSD acabará por beneficiar disso. O candidato pode não ter carisma mas garra é coisa que não lhe falta. às vezes até demais.

  2. carlos freitas says:

    A um já lhe chamam o “Avô Cantigas”, ao outro, acabo de ler, passou a ser cognominado como “menino bonito”. Penso que será a abstenção a grande vencedora. Embora esta não tenha cognome vai merecer a honra de mais uma vez servir para desmascarar aquilo a que chamamos democracia à portuguesa. Os dois milhões de pobres portugueses confirmam a impossibilidade do país mudar de rumo.

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