A lebre do governo

A táctica é antiga mas sempre usada, uma e outra vez. Quando o governo (este ou outro)precisa ou pensa tomar uma medida impopular “sonda” a reacção popular, colocando na praça pública a medida, pela voz de “um independente” . Chama-se na gíria “a lebre”!

A lebre de Sócrates é Vitor Constâncio, desde os célebres 6,03% de déficite, o que permitiu a Sócrates aumentar os impostos contra todas as suas promessas eleitorais.Agora lança a lebre mais apetitosa para o governo, mas que é tambem a mais perigosa. Aumentar impostos! Qual? Parece ser o IVA, é o mais transversal, o mais fácil e tambem o que dá dinheiro mais depressa.

Além do IVA, que tirando dinheiro ao consumidor tambem afecta o consumo interno, um dos factores para puxar pela economia, temos o IRS, onde o nível é já tão alto que não dá margem e o IRC que afectaria ainda mais a competitividade das empresas!

Mas como venho dizendo, colocar a máquina dos impostos a “sacar” é muito fácil, como é muito fácil ir lá fora buscar dinheiro emprestado e colocar as betoneiras a trabalhar. Dificil seria seguir o exemplo da Irlanda que cortou os vencimentos em 10% desde o Presidente aos trabalhadores; dificil seria cortar nas Fundações privadas com dinheiros públicos; dificil seria cortar nos institutos  (360 ) que não passam de serviços paralelos aos funcionalismo público, e onde se guardam os boys e as girls.

Dificil seria que o Estado e as empresas do Estado não pudessem pagar mais que uma pensão à mesma pessoa; ou colocar um tecto para além do qual não há pensões milionárias.

Corajoso seria colocar a banca a pagar impostos como as outras empresas e a tributar os lucros escondidos nas off shores. Mas nestas coisas a conversa é sempre a mesma, o dinheiro foge, os quadros fogem (alguem quer quadros e gestores que colocaram o país na cauda da UE?) representa pouco, é demagógico obrigar os gestores a pagarem impostos sobre os prémios…

E a lebre lá vai continuando dia sim dia não a correr e a saltitar…

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