Sócrates em moçambique, Liberdades cá, PCP refém do sindicalismo, PSD procura Chefe

A viagem de Sócrates para Moçambique não só lhe permitiu a ele uma distanciação dos problemas daqui, mas também a nós uma distanciação dele. Foi a meu ver uma visita positiva, embora sem resultados espectaculares, tendo em conta que o português e a CPLP estão a tornar-se uma mais valia económica, e todas as viagens de todas estas personalidades aos diferentes paises desta área são sempre apports para reproduzirem e majorarem essa mais valia. O Instituto Camões ja mediuo valor económico da língua portuguesa e chegou à conclusão que 17‰ do Produto Interno Bruto de Portugal está relacionado com ganhos da língua.
No parlamento,  em Lisboa a Comissão de Ética continua reunir-se mas uma coisa já conclui e por ora só ouviu quase personalidades ligadas ao PSD.
Conclui que “não há duvidas em Portugal que a liberdade de expressão existe, ainda que com o Governo de Sócrates tenha piorado, mas todos concordam que nao ha em Portugal um problema generalizado de liberdade de expressão”. Já aqui o tinhamos dito. O problema da imprensa é de manipulação, não é de liberdade, mas isso já vem de trás, e todos os partidos têm responsabilidades nisso, desde o PCP no tempo do PREC, recorde-se o documento Veloso,ao CDS, passando pelo PSD e pelo PS.
Apesar de tudo, continua-se a demolição do Governo e  do seu líder, todos empenhados em  novas eleições, onde seriam certamente confrontados com surpresas de não verem as suas boas expectativas alteradas, salvo o CDS e o PS.
Pretende-se criar ingovernabilidade, pelo que compete ao governo não cair na armadilha, dar menos atenção aos midia e dar mais atenção aos problemas reais dos país. É ai que se ganham as eleições. E o busílis vai ser o PEC, o Programa de Estabilidade e Crescimento, com grandes cortes nas despesas publicas, que se não for também abrangente dos grandes contribuintes, vai levantar sérios problemas à esquerda.
Evidentemente, o sindicalismo vai protestar, e com ele o PCP hoje prisioneiro destes lobys sindicais, e Bloco igualmente, como será de esperar, mas na verdade a receita é cozinhada  em Bruxelas e Portugal não tem muito por onde fugir, salvo ao exemplo Grego.

Paralelamente,  as atenções viraram-se para o PSD em processo de escolha de Chefe, não de líder.
E já se percebeu que  qualquer que seja o eleito, não vamos ter um PSD forte, nem uma oposição, nem alternativa  à altura.
O grande candidato  que era  o deputado europeu, emanação de Cavaco  e de Ferreira Leite, Pauo Rangel, o homem das  rupturas, tudo contra o PS e pela  recuperação da AD, não está a dar os frutos esperados.
Passos Coelho aparece,  apesar da sua  juventude e bonomia,  como  um homem de aparelho com fortes possibilidades de ganhar, absolutamente virado para o total  liberalismo e tudo privatizar.  Se isso acontecer, vai ter de se haver com grandes barões do partido, a começar por Alberto João Jardim,o que pode levar a sérias fracturas.
O terceiro candidato, Pedro Aguiar Branco, um homem de mais consensos, não apresenta também ideias novas, que consigam mobilizar a opinião publica, nem no PSD nem fora dele.
Todos agora pedem a Marcelo que desça à terra, mas ele não parece querer aterrar neste planeta, onde para alguns já é um Avatar.
De facto, uma coisa é ser comentador, outra  primeiro ministro, e quando esteve no poder, não deixou grande obra, pelo contrario, é responsável pelo desfazer da AD.
Numa coisa todos os candidatos estão de acordo: em não desistir a favor de Marcelo.
Falta, é claro, falar de um quarto candidato, algo fantasma, um advogado ecologista que vem de Coimbra, mas por ora,  não se lhe ouviu  falar muito, salvo de questões ecologistas, para o que o PSD não parece estar muito virado. Nessa área tem, seriamente, uma malapata com  José Sócrates que não se esquece de lembrar.
Quanto ao VA 210 começa com  António Dores  da ACED, a narrar-nos um episódio que aconteceu numa prisão  com uma visitadora de presos, que  os guardas tentam humilhar, para a fazer desistir de o visitar.
Passamos para Luís Mateus,  militante laicista que  nos  fala  dos estandartes colocados na janelas dos católicos agora  na Quaresma, e da visita do Papa a Portugal.
Depois é a vez do Renato Epifanio da revista Nova Aguia  responder pela comemoraçao dos 100 anos da revista e que coincidem com os 100 anos do regime republicano.
Luis de Sá , da rede social Positivo Pt, de seropositivos da CPLP,com sede no Porto, explica-nos aos avanços que vao sendo conseguidos nesta area.Terminamos a escutar ,o psicologo Rodrigo Alves  que nos refere as sequelas psicologicas da crise  em termos de  psicologia social,sugerindo  uma nova alternativa, as hortas sociais,ou comunitarias, de entre ajuda entre vizinhos.
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Comments

  1. Luis Moreira says:

    Boa revista à agenda política, António. mas Papa temos, Cristo é que parece que não vem cá…


  2. Pois é, Luis, agradeço, mas eu não faço milagres.Reformei-me !Nao consigo fazer descer Cristo à terra.
    Talvez o Prof .Marcelo em conluio com Bento XVI, e a benção de Cavaco…sendo sacerdotisa a Drª Manuela Ferreira Leite ….todos juntos consigam ,com, muitas orações de permeio ,e outros tantos Avés a Fátima, do Paulo Portas.

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