Greve dos Enfermeiros – Como se Pode Perder a Razão

Estamos, hoje, confrontados com o início de mais uma greve. A dos Enfermeiros. A segunda deste ano, e ainda só estamos em Março.

Não discuto o direito que cada um, e os enfermeiros em particular, têm, de fazer greve. Neste caso, as razões prendem-se especialmente com discriminações salariais, para além de, assunto menor mas não menos importante, alguns aspectos da «nova carreira». Entendem as senhoras e os senhores enfermeiros, que ganham pouco, se os compararmos aos outros licenciados, e queixam-se de que, só dez por cento dos seus profissionais podem aceder à categoria de «enfermeiro principal».

Para além da greve, e a exemplo do que fizeram no Porto, há dois meses, vão fazer um buzinão em Lisboa. Nunca soube muito bem para que poderá servir um buzinão, mas enfim, é mais uma forma de protesto que chateia toda a gente, já que, buzinão de fazer cair um governo, só mesmo no tempo do da ponte, aquela que agora se chama de 25 de Abril.

Terão no entanto, toda a razão, as senhoras e os senhores enfermeiros.

Na greve de Jeneiro, aderiram à causa cerca de noventa por cento dos enfermeiros, e agora, prevê-se que os números sejam idênticos.

Não poderia estar mais de acordo com estes profissionais. São agora licenciados, pelo que têm de ser tratados pela Administração Central da mesma forma que todos os outros profissionais nas mesmas condições, muito embora não me sinta totalmente esclarecido sobre os reais motivos de uma greve nesta altura. Pelo que se sabe, existem negociações com o governo no sentido de resolver os diferendos existentes, e também se sabe que o diferendo se prende com salários de 1020 euros para os enfermeiros em inicio de carreira, contra 1200 euros dos outros.

E, no meu entender, esta greve tem um mas, em tudo na vida há um mas, é que estamos a falar de pessoas que tratam e ajudam a tratar pessoas doentes. Pessoas doentes que não têm culpa nas razões que assistem a estes senhores. Doentes que, em muitos casos, necessitam de cuidados urgentes e/ou continuados. Sim, eu sei que os serviços mínimos estarão assegurados, mas estarão mesmo, em todos os casos?

Hoje, logo de manhã, pelas 8h30, ouvi na rádio uma declaração de um membro do sindicato dos enfermeiros, a falar sobre as razões da greve e das expectativas de adesão para estes três dias, e fiquei boquiaberto ao ouvir que, como enorme vitória dos grevistas, se esperava que muitas cirurgias se não realizassem.

Senti-me, mais do que tudo, esclarecido!

Comments


  1. «… é que estamos a falar de pessoas que tratam e ajudam a tratar pessoas doentes… Doentes que, em muitos casos, necessitam de cuidados urgentes e/ou continuados. …»
    E isto justifica que estes profissionais sejam tratados como párias? Pelo contrário, se estes profissionais são tão importantes como a transcrição afirma, razão maior têm para que as suas reivindicações sejam atendidas imediatamente, e sem discussão, porque é notória e gritante a injustiça de que são alvo.

  2. Luis Moreira says:

    são todos importantes e imprescindiveis, todas as profissões que estão penduradas no Estado. Os argumentos são os mesmos. Somos muitos fazemos muito barulho. O pior é que há os que não têm voz.

  3. maria monteiro says:

    todos olham para os que não têm voz mas são poucos os que os veem

  4. Esclarecer says:

    Caro senhor. Não percebo o seu post. Isto de falar das vidas dos outros é muito giro. Apanha-se algumas ideias na comunicação social e toca de dar palpites.

    Vamos aos factos, o senhor diz que os enfermeiros cuidam de doentes. É verdade, mas não só. Os enfermeiros são os profissionais de saúde que mais contribuem para a promoção da saúde. Tem dado por isso? Se calhar o caso de haver enfermeiros a fazerem funções a 150% no seu tempo de exercício contribui para isso.

    São capazes de o fazer? São porque os nossos enfermeiros são dos melhores no planeta, como atesta a procura de profissionais por agências estrangeiras (Inglaterra, Canadá, Espanha, França, Suiça, Dubai, Austrália).

    Porque são melhores? Porque os nossos enfermeiros fizeram nos últimos 20 anos mais horas de formação permanente, muitos graus de mestrado e doutoramento, mais dinheiro gasto do seu bolso, do que qualquer outra profissão na área da saúde, para além da sua formação básica, que é superior em tempo à maioria dos paises europeus. As licenciaturas de Enfermagem pós-Bolonha, continuam a ser de 4 anos, ao contrário de todas as outras.

    Porque somos procurados lá fora? Porque formar um profissional de saúde, especialmente um enfermeiro não depende apenas da formação cognitiva associada. Existem outras competências a desenvolver. É caro formar Enfermeiros de qualidade. Outros paises não o fizeram, porque sempre sai mais barato ir buscar profissionais de qualidade a países onde o custo de vida é mais baixo e as pessoas não se importam de aceitar uma vida com constantes sacrifícios.

    Se calhar o senhor ainda não percebeu isso. Se calhar só vai perceber, quando os enfermeiros desistirem de vez de trabalhar num pais que não lhes dá valor.

    Fique descansado, que possivelmente só dará valor, quando infelizmente precisar de nós… e se pensa que qualquer outro faz o que nós fazemos, penso que pode esperar sentado.

  5. maria monteiro says:

    Pode acontecer que quem espera meses por uma cirurgia chegue o tão desejado dia e… afinal não há cirurgia porque é dia de greve dos enfermeiros?

  6. maria monteiro says:

    Aquilo que verifico, em conversas com enfermeiros, é que cada vez mais os enfermeiros centram a sua atenção na carreira e não no doente

  7. Inês says:

    Eu percebo que seja um pouco má a altura de greve. No entanto ja houve muitas greves este ano e nao ouvi utilizarem esse argumento (“estamos em crise, não é altura de fazer greves!”) nesses casos. E também, confesso que o nosso sindicato não é dos melhores. O sindicato é consituídos por enfermeiros mais velhos..daqueles “mais antigos”. A meu ver ao que parece só agora é que os meus colegas mais antigos na profissão “acordaram para a vida” porque agora sim…as negociaçoes e as reformulaçoes da carreira estão a prejudicar também os “de cima”.

    A verdade é que também ano passado houve 3 greves no inicio do ano e nem na assembleia da republica se falou…mal se falava na televisao (uma noticia de 2-3 min e já está). Acontece é que queremos fazer-nos notar…nem que seja à força. Muitos enfermeiros e principalmente o sindicato dos enfermeiros inspiranço nas lutas dos professores como exemplo a seguir nesta nossa luta. Claro que o feitiço pode sempre virar-se contra o feiticeiro e fazemo-nos notar pelos maus motivos também… Mas ao menos…toda a gente ja sabe que os enfermeiros estão em greve. Embora fiquem se perceber que é porque tem más condiçoes de trabalho, que a sua carreira esta a ser reformulada gerando injustiças e que nos pagam um salario injusto comparativamente aos outros licenciados da função pública.

    Atenção que a semana passada também fui afectada por outra greve..a greve dos trabalhadores ferroviarios. Eu sou do Porto e ligaram-me na segunda para ir a entrevista de emprego a Lisboa na terça. como na terça não havia Intercidades/alfa, lá tive a sorte de conseguir arranjar à ultima da hora lugar nas camionetas RENEX senão lá se ia uma oportunidade d emprego porque nao tinha transporte. E não é por isso que não deixo de apoiar a greve deles.

    Lá por trabalharmos com pessoas, não deixamos de ser pessoas com direito á nossa dignidade. E agora deixo-lhe um conselho e um apelo. Caso detecte negligência por parte de algum enfermeiro, denuncie. Como por exemplo a ordem dos enfermeiros, a administraçao do hospital por exemplo.

    Quanto às cirurgias, se forem cirurgias urgentes obvio que nao sao desmarcadas. Mas a verdade é que é das formas que o sindicato tem de defender a falta que os enfermeiros fazem e fazer pressão no governo…claro que depois se saem com essas barbaridades arriscando perder o apoio dos proprios utentes.

  8. Miguel Vieira says:

    !º Buzinão não se escreve com S.
    2º e último embora extenso:
    Apesar de considerar todas as opiniões como importantes para a discussão das ideias em sim, parece-me que esta argumentação é fundada num pseudo-moralismo filantrópico, encostado a uma construção desajeitada de Madre Teresa de Calcutá reinventada. Com todo o respeito que este digno cidadão me merece cabe esclarecê-lo que como definição de cuidados mínimos se entende e denomina, os cuidados que pela sua natureza, se não forem prestados colocarão a vida do utente em risco e que dentro destes procedimentos se pode encontrar uma extensa lista que de forma autónoma e independente os profissionais elaboram em cada situação e para cada caso, baseado nos seus conhecimentos científicos e validados por um código deontológico e rectificado pela Ordem profissional. Como poderá convir, a não realização das cirurgias programadas, que tanto o esclareceram acerca do êxito da greve, não se inscreverão nos critérios que enumerei a supra.
    Para mais esclarecimentos, atentamente ao seu dispor.
    Miguel Vieira
    mg1vieira@gmail.com

  9. Javier says:

    Pues mire usted, estoy completamente de acuerdo con los enfermeros portugueses y les doy todo mi apoyo. Aqui en España nos costo mucho llegar al nivel salarial al que llegamos, y todavia nos hace falta mucha lucha. A proposito digame cual es la urgencia de una protesis de rodilla?

  10. Toca says:

    Quem nao sabe do que tratam estas greves dos Enfermeiros, e quem por isso, nao sabe o que diz, que se cale!!!! (sem ofensa para ninguem) Nunca por causa de qualquer motivo que seja, o doente sairá prejudicado por uma greve dos Enfermeiros. Muito pelo contrário, o doente só terá a ganhar… É também pela falta de profissionais nos hospitais, que se luta, o que significa melhoria dos cuidados aos cidadãos, por isso em vez de se colocarem contra os Enfermeiros, deêm-lhe apoio que é o que precisam, pois um dia poderão de precisar deles…

  11. Enfermeiro says:

    Como Enfermeiro, compreendo perfeitamente que não entendam metade do que se está a passar!
    A verdade é esta: não interessa só a qualificação académica, e é perigoso usá-la como único argumento de justificação (de aumento de salários)! Somos licenciados, somos qualificados, temos investido como nunca em formação (pos-grad, mestrados e doutoramentos), tudo para responder aos desafios que os cuidados de saúde actuais nos colocam! Além disso, temos uma profissão de complexidade 3, que é mais nem menos do que o maior grau de complexidade de TODAS as carreiras da FP. E isso traduz, sem sombra de dúvida, a enorme responsabilidade, penosidade e risco a que estamos sujeitos na nossa actividade profissional! Ora estes 3 factores não estão, de modo algum a ser reconhecidos na nossa carreira e remuneração actuais! E ACREDITEM, ser enfermeiro não é NADA FÁCIL!!!! (sei que outras profissões tb não são fáceis, mas falo do que SEI!)

    Além do salário, imagine que trabalha há 10 anos, e há 10 anos que ouve que vai auferir a justa recompensa e que, agora, o Governo decide que só alguns é que ficam a ganhar 1200€ e, quem sempre ganhou 1000€ os vai continuar a ganhar. Um exemplo muito “tosco” do que são as transições que o Governo não quer aprovar!!!

    Quero trabalhar, quero cuidar dos Portugueses, mas com DIGNIDADE E CONDIÇÕES! Porque só melhorando as nossas condições de trabalho podermos prestar melhores cuidados de saúde aos Portugueses!!!

    AQUI FICA UM EXEMPLO!!!!

  12. Edgar Silva says:

    Simplesmente Ignorância não se meta a discutir e a opinar sobre os outros quando não os conhece…tal e qual os representantes do ministério da saúde, que não sabem o que é a enfermagem, os enfermeiros, e as especialidades dentro da enfermagem…completa e abjecta ignorância de quem opina e se senta à mesa das negociações para negociar e expor apenas a sua ignorância…o que é verdade é que todos incluindo estes quando deitados numa cama de hospital ficam a saber de tudo o que agora desconhecem incluindo a MS…

  13. inconformado says:

    Sr. Edgar Silva,
    Descobriu somente agora, com essa idade, que as greves têm consequências?
    Já lhe disseram que o Pai Natal não existe?
    Pois é…

  14. maria monteiro says:

    já agora deixo duas perguntas que de algum modo me parecem lógicas… Os enfermeiros que, segundo as suas cargas horárias nos hospitais, csaúde, clínicas,.., vão fazendo turnos nos lares, centros de terceira idade… será que aí também estão em greve ou este segundo emprego é bem pago? ou neste segundo emprego lhes são oferecidas boas condições de trabalho? Já é tempo dos enfermeiros denunciarem que em muitos locais as aparências iludem

  15. Hugo Roque says:

    Cara Maria Monteiro, pertinente a sua pergunta? Mas, fala de conhecimento próprio ou, diz que disse? Já agora, sabe ou imagina porque é que os enfermeiros têm duplo emprego? Hem?
    Nem sempre as aparências iludem…

  16. maria monteiro says:

    Não é diz que disse. Vá com alguma frequência a lares, centros de dia e olhe com olhos de ver… Acha que mesmo com um enfermeiro por lá de dia ou a dormir de noite há condições de trabalho? Ou também lhes pagam para não verem?

  17. M.Gouveia says:

    OLÁ Fernando! Obrigada pela solideriedade para conncosco, enfermeiros de Portugal. Permita-me apenas esclarecê-lo sobre a sua última preocupação, ou seja, deixarmos de socorrer quem necessita por estarmos em greve- já pensou que, para além, da justiça salarial, também estamos a lutar por mais dotações em enfermagem para que assim possamos prestar cuidados de maior qualidade indo de encontro ás necessidades dos nossos utentes? É que, se não lutarmos desta forma, daqui a uns dias, acredite que as consequências serão bem maiores pela quantidade de cuidados que ficam a descoberto pela falta de dotações em enfermagem- Acontecerá que estarão meia dúzia de enfermeiros a fazer o que deveriam fazer 2 duzias. E aí, meu caro, os cuidados sem dúvida ficam a descoberto com repercurssões imensas para os utentes. É um dia de greve, MAS POR CAUSAS de dimensões imensuráveis. permita-me perguntar…JÁ ESTEVE DOENTE? Já sentiu o conforto de um cuidado de enfermagem num momento de angustia? Ou por outro lado, já sentiu o que é precisar de um cuidado directo (por uma dor aguda ou outro desconforto físico), e não poder ser logo atendido porque responsável por si está apenas um enfermeiro que paralelamente está “ocupado” com mais 8 ou 9 doentes sendo que um deles até está em estado crítico? Esta é uma realidade desconhecida aos olhos de muitos. É que se não lutarmoS agora e fazermos o governo perceber que URGE termos serviços dotados com enfermeiros que prestem cuidados de acordo com as reais necessidades dos utentes, o FUTURO SERÁ ASSUSTADOR para quem efectivamente precisa de um cuidado de Saúde.
    Sou enfermeira especialista em Saúde Infantil e Pediatria, e devo-lhe dizer que adoro o que faço, trabalho com “amor à farda” que visto e com a maior dedicação por aqueles que são o alvo do meu cuidar. Não sou reconhecida pelo grau académico que tenho, não recebendo como justamente deveria. (Aliás, ainda recebo como bacharel). Acredite que, não penso no meu salário enquanto presto cuidados, mas no final do mês ao ver o quando me esforcei diariamente para ajudar a devolver o sorriso a quem por momentos o perdeu por motivos de doença, e ao reflectir sobre as responsabilidades que tenho diariamente como prestadora de cuidados e chefe de equipa, sinto-me verdadeiramente humilhada com aquilo que o governo me “reconhece” em Euros. Srº Fernando, as injustiças não são para calar e consentir. Falámos a bem, tentámos negociar e nada fizeram, por isso tivemos de avançar para a greve, caso contrário, quem sofrerão serão os doentes – não apenas um dia (porque os enfermeiros até estão em greve), mas diariamente, porque não existem enfermeiros suficientes e motivados para ajudá-los como sempre ajudaram até agora. Obrigada, uma vez mais pela atenção de me escutar na resposta á sua exposição. Espero que reflicta sobre o que aqui expressei. Nalgumas frases, falei certamente com “emoção” e talvez por isso as palavras saíram mais agrestes, mas o que me vai na alma, é o que vai na alma de mais de 50 mil enfermeiros que tudo o que querem é que se faça justiça em prol de melhores condições e de uma melhor Saúde para todos. Obrigada pela atenção

  18. Luís Filipe says:

    Caros amigos deixem-se de Inventonas, para que são precisos enfermeiros se temos o homem do talho a dar injecções, a vizinha do 1º esquerdo a desinfectar feridas com urina de cão, o barbeiro a dar palpites que já o tetravô dava, a Misericórdia a internar velhinhos em troca das reformas dos membros todos da família e de mais alguém como critério de desempate, enfim o cangalheiro a partir os ossos que nenhum enfermeiro estava lá para com dignidade e profissionalismo nos fazer a múmia de forma correcta e enfim despeçam esses inimigos do doente porque há por aí muito saber popular e é isso que a população pouco culta neste país precisa ( burros a tratar burros) se alguém se ofende é porque eu tenho mesmo razão !

    • Luís Moreira says:

      Luis Filipe, as greves tambem serve para ficarmos todos mais esclarecidos com a troca de opiniões.

  19. Comendador says:

    Já agora ponham professores, médicos( sem enfermeiros); engenheiros, políticos, gestores públicos, assistentes sociais, etc 24H a trabalhar numa Unidade de Cuidados Intensivos ou numa Urgência deste país e no dia seguinte tenham vários cangalheiros(entenda-se funerárias) á porta pois vão precisar e talvez não haja suficiente) – parece que só assim alguns entendam o que queremos dizer quando afirmamos não ser Licenciados de 2ª – é que no estrangeiro já entenderam e querem lá mais! mas como sempre aqui querem preguiça…, e Licenciaturas de Moderna.

    • Luís Moreira says:

      Comendador, percebo bem que se trata da afirmação de um curso superior. E infelizmente, ser doutor/engenheiro ainda é importante neste país, onde não se dar mérito ao que se sabe fazer . É uma luta de gerações.

  20. Márcia S. Gouveia says:

    Srº. Luís Filipe, mas que exposição tão despida de sentido e inundada de ignorância. “Inventonas”?!! Já agora gostaria de vê-lo a querer levar uma injecção pelas mãos do homem do talho. Talvez não se aperceba meu caro, mas essa sua forma de ver as coisas resume ao mais baixo que existe a condição humana de um utente. Acha mesmo que eles merecem ser cuidados por alguém sem competências para tal? Como profissional de Saúde, preocupa-me esse seu sentir. “Burros a cuidar de burros”? Já viu o adjectivo que está a atribui á população que recorre aos serviços de saúde? Com todo o respeito, socialize-se e dispa-se desse rancor que lhe vai na alma. Se necessitar recomendo-lhe uns excelentes enfermeiros especialistas em Saúde mental. Um feliz dia para si.

  21. Comendador says:

    Caros sr.s Quem semeia ventos colhe tempestades. Admite-se toda a critica fundada e construtiva mas o que parece é que vemos aqui 1/2 duzia de encomendados ao serviço sabe-se lá de quem !? mas contudo Marcia sou em defesa daquele que ataca pois de facto e o que é verdade é que com palavras mais emotivas e agressivas acaámos por ouvir algumas verdades inconvenientes que nem despidos de rancor ou seja lá do que for o deixam de ser ! e já agora sabe há quantos anos estes enfermeiros que criticamos aguardam que a Lei que a assembleia da Republica aprovou se aplique ? Como Jurista não aceito o Tom mas entendo o conteúdo, podem ser os melhores Enfermeiros do Mundo, melhor formação , competencias … que assim continuam.

  22. Luís Filipe says:

    Para que conste.

    …”enfim despeçam esses inimigos do doente porque há por aí muito saber popular e é isso que a população pouco culta neste país precisa ( burros a tratar burros) se alguém se ofende é porque eu tenho mesmo razão !…”

    entenda-se
    a razão nem sempre é comoda de ouvir, mas paciência… a repetição é mãe da retenção na memória.

    ..aí vai novamente…
    Caros amigos deixem-se de Inventonas, para que são precisos enfermeiros se temos o homem do talho a dar injecções, a vizinha do 1º esquerdo a desinfectar feridas com urina de cão, o barbeiro a dar palpites que já o tetravô dava, a Misericórdia a internar velhinhos em troca das reformas dos membros todos da família e de mais alguém como critério de desempate, enfim o cangalheiro a partir os ossos que nenhum enfermeiro estava lá para com dignidade e profissionalismo nos fazer a múmia …
    Após tanto tempo de democracia, dizer o que se pensa obriga-nos a despir !!! de rancor !!! OK mas eu prefiro andar vestido e continuar a dizer o que penso … mesmo que seja incomodo para quem está abituado a falar sem direito de resposta dos seus interlocutores.
    Beijinhos e Boas Férias para aqueles que as vão ter ,outros há que vão estar dia e noite, domingos e feriados Allert !

  23. ILDA MARTINS says:

    Sr. Magalhães, está então esclarecido?
    Melhor ficaria, se estivesse internado num hospital público, sem conhecimentos e onde não houvesse Enfermeiros. Veria quem lhe acudia de dia, de noite ou melhor nos fins de semana, ou até no Natal ou Carnaval, conforme preferir. Não sou profissional de enfermagem, estou à vontade, mas sei bem dar o VALOR a estes Anjos da Guarda. “Experimente” um internamento, depois talvez mude de opinião…RESPEITEMOS quem de nós CUIDA.

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