Uma paz impossível

Nos últimos dias, as posições extremaram-se, de novo, entre os pró-Israel e os pró-Palestina. Cada uma das partes utilizou os seus argumentos, quase todos retirados de uma cábula quase podre de velha, sem procurar, como sempre acontece, entender as causas dos outros.
Este é um daqueles conflitos em que ninguém tem toda a razão. Está partida em bocadinhos graças às pedras da intifada ou aos mísseis estratégicos que destroem comunidades inteiras em busca de um terrorista.

Do ponto de vista histórico, religioso, social, político e económico ambas as partes têm a sua razão. Mas cada uma delas está pouco interessado nos interesses dos outros. Cada uma dedica-se, da melhor forma que sabe, a gritar a sua defesa e a ameaçar a outra parte. Assim acontece com uma parte significativa daqueles que suportam os argumentos do lado que apoiam. É um permanente ‘ou nós ou eles’.

Logo, está instalado um permanente diálogo de surdos, apenas atenuados por escassos gestos apaziguadores de alguns líderes. Mas que não passam de tentativas pontuais e sempre vãs.
Por isso a paz não é possível no Médio Oriente. Nunca foi, desde há mais de dois mil anos, não é hoje e não será nunca num futuro decente.

Comments

  1. Luís Moreira says:

    Pois é, os argumentos são sempre os mesmos, copiam-se até à exaustão, poucos contribuem para a PAZ, ninguem ajuda nada, são ódios contra ódios. Só as gerações vindouras poderão encontrar saídas, ninguem está disposto a viver toda uma vida com medo


  2. Os ódios já canibalizaram essas gerações vindouras, Luís.

    • Luís Moreira says:

      Temo que sim, José, mas não vejo outra esperança. A tolerância, como se vê, não é nenhuma, mesmo em pessoas que não vivem directamente o problema. Este problema só tem um lado.O da PAZ!

  3. Itzak Rabin says:

    Este episódio não passa de uma provacação barata por parte dos tais ‘activistas’ patrocinados pela Turquia e, quiçá, pelo Irão. Ninguém com um mínimo de bom censo tenta furar um bloqueio/embargo, sem esperar represálias, ou o q estavam á espera, de que os israelitas dissessem, ‘epá espera lá são activistas pela paz, e ainda por cima são estrangeiros, vamos deixar passar…’ Possivelmente contaram com isto, enganaram-se. Embargo é embargo, aliás, n é assim tão difícil de entender! Shalom.

  4. Luís Moreira says:

    É claro que foi uma provocação mas Israel caiu nela que nem um pato. E serve à Turquia que quer mandar naquela zona e liderar o Irão, a Síria e outros países árabes, afastando-se cada vez mais da UE!

  5. Frederico says:

    Cada um utilizou os seus argumentos? Olhem que há um que tem os argumentos bloqueados.
    E mais _ como é possível defender-se um ataque em águas internacionais? Quer dizer que os meus amigos acham que os indonésios deviam ter morto os portugueses que iam a bordo do Lusitania Expresso.!

  6. Amadeu says:

    Nem mais, Frederico.
    Até quando a impunidade da arrogância israelita ?

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