O Valor da Vida:

Um caso verídico que nos deve fazer pensar.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    É um assunto muito discutido e insustentável sob o ponto de vista financeiro. Trata-se de prolongar a morte, não a de prolongar a vida!

  2. Manuel says:

    Manter um paciente ligado a uma máquina custa ao SNS 8500€ por dia…!?
    Algo está errado….ou a energia está caríssima por esses lados ou então o pessoal médico não tem razões para se queixar dos seus vencimentos…digo eu.

    • Luís Moreira says:

      Manuel, é a energia, são os técnicos altamente preparados, são os medicamentos, é o custo da máquina, são os outros doentes que têm que ser tratados e não há máquinas para todos…

  3. Manuel says:

    Discordo Luis. É um valor exageradamente elevado. Todas essas despesas que menciona não o justificam. O valor da máquina terá de ser amortizado por todos os pacientes que a utilizam, a energia obviamente será um valor minimo, os outros pacientes a ser tratados não são uma despesa, pelo simples facto que não são tratados…
    Acredito que a maior parte do custo se deva a medicamentos, no entanto nunca pelos valores mencionados.
    Mas posso estar enganado…

  4. Manuel says:

    “Esqueci” os técnicos altamente preparados…talvez esteja aí a justificação.

    • Luís Moreira says:

      Aliás, já ouviram falar do Testamento Vital, o que é se não o resultado da constactação que há médicos e pessoas que têm cada vez mais consciência que não vale a pena passar para além de um certo limite? Os doentes acertam com o seu médico e a família mais próxima não quererem estar sujeitos a determinados tratamentos ou manterem-se artificialmente vivos. Tem aí um bom exemplo em como esta questão está muito para além da méra discussão, vida/dinheiro,sustentabilidade,,,não vale a pena prolongar a morte, é cada vez mais claro.


  5. comentei, lá, assim, mas como está moderado e não fui brando, não sei se passa:

    «É fácil. O nosso sistema é melhor para quem precisa de estar ligado a uma máquina de suporte de vida durante seis meses. O sistema inglês é melhor para os outros (os que não precisam de estar ligados).
    A questão é saber se o SNS tem de ser ponderado nas despesas (e a seguir, lucrativo?), ou se existe para responder a um imperativo maior, salvar vidas.
    E se por motivos orçamentais outros doentes são prejudicados, então o SNS é uma fraude.

    Não compreendo onde está o “bom tema” para discussão, no texto apresentado. Porque não discutir o regresso da pena de morte com aplicação exclusiva a políticos que mandam desligar as máquinas para aplicar essa “poupança” na construção de estádios de futebol, pontes e TGV’s? Esse, sim, é um tema pertinente.»

    E aqui, fico perplexo com isto: «É um assunto muito discutido e insustentável sob o ponto de vista financeiro. Trata-se de prolongar a morte, não a de prolongar a vida!» Que é isso, “prolongar a morte”? Isso aplica-se a todos os casos, ou admite que nalguns o paciente salva-se e ainda vai gozar uma vida mias ou menos longa? Coloque-se na posição de um destes pacientes e responda-me, quanto vale a sua vida?

    Não acha, Luís Moreira, que essa discussão ” sustentabilidade do ponto de vista financeiro” é um disparate num país que derrete milhões de euros em coisas que, sendo importantes ou não (e sabemos que muitas nem são), não possuem a importância da vida humana? Mas que raio de discussão é esta? Lamento, mas entendo que isso é uma rematada hipocrisia.

    Que venham mais submarinos e que se desliguem as máquinas de suporte de vida.

    • Luís Moreira says:

      efe, você não me leve a mal, mas está a milhas do que realmente se trata. leia os meus textos sobre este assunto, acompanhando um livro de um médico americano que passou a vida nos cuidados intensivos de um hospital dos mais importantes dos US. Tudo acerca da implemetação do SNS nos US!

  6. Luís Moreira says:

    A questão da injustiça e do mau gasto é outra coisa não é para aqui chamada. Do que se trata é que está mais que provado que o que se faz é prolongar a morte, não é prolongar a vida. Os recursos devem ser orientados para quem tem hipótese de ser salvo, não para quem não tem hipóteses.Há que deixar morrer as pessoas em paz. Por mais máquinas que se fabriquem não chegam, é preciso fazer escolhas.manter um coração a bater não é propriamente manter a vida. Não há hipocrisia nenhuma, se calhar a hipocrisia está em manter pessoas no estado vegetativo.

  7. Luís Moreira says:

    Na maior parte dos casos é prolongar a morte, manter pessoas anos a fio agarradas a uma máquina, sem qualquer esperança de recuparação é prolongar a morte .Há que deixar as pessoas morrerem em paz. Há um livro excepcional de um médico americano que fala sobre este assunto. Eu já escrevi no aventar várias vezes sobre este assunto.


  8. O texto em apreço era este: «Um doente esteve ligado a uma máquina durante cerca de seis meses enquanto esperava por um transplante. Findo esse período surgiu o esperado órgão. A taxa de sucesso deste tipo de transplante é deveras reduzida. Sem contar com a operação de transplante, este caso custou ao SNS 1,5 milhões de euros (trezentos mil contos em moeda antiga). Mais de 70% do orçamento para 2010 desse departamento foi consumido num único caso.»
    Onde é que encontra aqui o “prolongar a morte”?

    E portanto concluo que outorga a estas pessoas que nos dirigem (a esta qualidade de políticos que temos hoje), o poder de decisão sobre a vida e a morte do cidadão? (porque são eles que legislam e regulamentam, sobretudo em matéria de poupar e gaster). Desculpe, afinal não é hipocrisia, é muito pior que isso, mas deixo à sua escolha os adjectivos para qualificar tal opinião.
    E sim, tem tudo a ver com o “mau gasto”, porque o artigo para o qual o texto remete coloca esta condição no tema de discussão que propõe: “Como resolver estas questões num país remediado e que vive numa crise profunda não existindo dinheiro para tudo? ”

    Afinal, discutimos o artigo ou discutimos outra coisa? Talvez pretendesse discutir os gastos com o prolongamento da vida de doentes terminais, mas não é sobre isso que o artigo do “albergue espanhol” se debruça, pois não?

    • Luís Moreira says:

      efe, um exemplo, como este, está longe de esgotar o problema, se há hipóteses é outra coisa, esperar por um transplante que até pode correr mal, tudo bem, mas a questão de fundo é o prolongamento da morte. pessoas que não têm hipóteses. Enquanto há hipóteses é óbvio que tem que se tratar, mas isso nunca foi problema.


  9. efe:

    Como respondi lá: o texto não dá nenhuma opinião, faz uma dupla pergunta. As opiniões serão (estão a ser) dadas pelos leitores.

    • Luís Moreira says:

      O texto levanta a questão que hoje é incontornável. Onde acaba o tratamento e se ínica o prolongamento da morte? Há razões morais, éticas,cientificas,religiosas,familiares, financeiras…


  10. Não, não levanta essa questão. Fixemo-nos naquilo que lá diz e não noutras coisas. Se há pessoas, como o Luís Moreira, que já vem de longe (de outros posts, artigos, deste ou doutro blogue) com essa discussão iniciada ou a meio, eu não tenho nada com isso. Enquanto leitor, foi-me lançado o desafio de ler e comentar. Li o conteúdo do que lá está e comentei esse conteúdo e não outro diferente como é aquele que os primeiros comentários aqui inseridos parecem querer discutir.

    Há uma questão incontornável sobre a fronteira onde acaba o tratamento e se inicia o prolongamento da morte? Pois há, concordo. Mas não misturem as coisas. O artigo de fundo é sobre uma pessoa que aguarda um transplante. Inferir que o SNS pode e/ou deve decidir desligar a máquina dessa pessoa é um exemplo errado para a tal discussão incontornável atrás referida. Pode parecer minudência, esta minha insistência em separar as águas mas acho que se deve ter muito cuidado, pois não tarda nada esbate-se também a barreira entre aquilo que deve ser tratado, e não tratado, clinicamente. É difícil perceber que, eticamente, é um erro misturar estes assuntos, porque se incorre no erro de os generalizar de forma assustadora?!

    Não insisto mais. Fico a aguardar um artigo sobre a tal questão incontornável, “onde acaba o tratamento e se inicia o prolongamento da morte?” para opinar, então, sobre esse assunto.

    entretanto, Saúde.

    • Luís Moreira says:

      efe, o texto é uma pergunta, exactamente para levantar questões. neste assunto ninguem tem razão, vamos discutir sem preconceitos.Vou ver se encontro os tais textos.

    • Luís Moreira says:

      efe, veja às 18 horas .Encontrei o poste. Veja quem ganha financeiramente com o prolongamento da morte.


  11. Procurando explicar: o artigo é sobre um caso real. Ponto. A pergunta é simples: discutir como deve reagir a sociedade perante casos similares dando uma pista do que acontece em Inglaterra mas que é diferente do que acontece noutros países.

    Propositadamente não me atrevi a opinar pois não seria correcto: se coloco a minha opinião seria uma estupidez fazer uma pergunta. Além disso, não seria justo: estive presente e ouvi as opiniões de especialistas na matéria: médicos, juristas, magistrados e economistas.
    Limito-me a abrir caminho para uma discussão. Apenas e só. Só responde ao repto quem quer.

    • Luís Moreira says:

      Nem mais. Vou ver se encontro os textos que escrevi aqui no aventar sobre o assunto, aquando da luta do Obama sobre a cobertura médica nos US!

  12. Ricardo Santos Pinto says:

    Sendo eu a favor da eutanásia, estou completamente à vontade para comentar este post.
    Como é óbvio, se não há a mínima hipótese de sobrevivência do doente, a máquina deve ser desligada de imediato. A partir do momento em que há hipóteses, a esperança deve-se manter e a máquina ligada também, a menos que a família seja contra. Custe o que custar.

  13. Luis Moreira says:

    Afinal é às 19 horas.

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