A Pide de Segurança Pública

Fiquei hoje a saber pelo DN que a base de dados da PSP inclui campos para registar a “origem étnica, comportamento da vida privada, fé religiosa, convicções políticas, filiações partidárias ou sindicais” de cada cidadão. A CNPD é contra, o comando da PSP não quer saber.

A existência de um campo sobre a pertença à maçonaria talvez levasse o Ministro da Administração Interna a tomar as medidas que se impõem.

Assim não sendo, resta a todos os portugueses que têm convicções políticas, filiação partidária ou sindical, ou muito simplesmente ainda distinguem democracia de ditadura, actuar em conformidade, mais que não seja através do voto.

Ou ficamos à espera que o voto desapareça dos nossos direitos?

Comments

  1. José Pereira (Eu Próprio no facebook) says:

    E não há maneira de saber se esses dados não serão registados no cartão de cidadão. Não abram a pestana, não…

  2. Artur says:

    Quem não deve não teme.


    • Quando lhe forem bater à porta porque a sua religião, filiação política ou afim não agradar ao regime conversamos. Ou melhor: conversaríamos, se o deixassem.

      • Artur says:

        Não vivemos neste momento num desses regimes controladores.
        Neste regime actual estes dados não são usados para isso.
        Mesmo que sirvam para bisbilhotar as consequências são ligeiras.

        Há paises mais democráticos que o nosso que têm bases de dados similares ou ainda mais “indiscretas”. Nada aponta que uma base de dados desta natureza seja meio caminho andado para a construção de um Estado “perseguidor” (seja de Esquerda ou seja de direita).
        Os custos (hipotética falta de liberdade) por vezes são compensados pelos beneficios (segurança)
        Imagine o seguinte: alguém que você gosta é violado; a unica pista é o esperma do violador; não acha que daria jeito ter nessa altura uma base dados de ADN onde se pudesse procurar um suspeito correspondente?
        Os fins nem sempre justificam os meios; mas às vezes justificam.


        • “origem étnica, comportamento da vida privada, fé religiosa, convicções políticas, filiações partidárias ou sindicais”
          Não falei de ADN.
          Explique-me lá para que servem os dados que referi uma investigação criminal?
          E nunca se esqueça que os regimes mudam, os ficheiros ficam: foi o que aconteceu em 74 com os arquivos da Pide.

          • Artur says:

            Esse tipo de dados pode ser importante no caso investigação de terrorismo (interno ou externo), bem como para a prevenção de ameaças (por exemplo no caso da visita de altas entidade).
            Nem eu nem o Sr. vimos a base de dados, apenas temos a informação colocada no jorna.
            Provavelmente e como é hábito esta informação está exagerada e não corresponde inteiramente à verdade. A intenção será espicaçar alguns heróis de Abril a insurgirem-se contra esta ameaça ao seu legado.
            Não acha que temos que enfrentar alguns dos traumas que ficaram do antigo regime?
            Falei no ADN, porque os argumentos anti-bases de dados pessoais geralmente são os mesmos.
            Tenhamos coragem para alargar um pouco os nossos horizontes. Deixemos prosseguir a História.


          • Falamos da base de dados da PSP, no artigo citado o comando da PSP confirma os dados, e a PSP não tem competência para investigar “terrorismo (interno ou externo)”, seja lá o que isso for.
            A notícia até pode ter sido plantada pela Judiciária, nomeadamente por alguém da DCCB.

  3. Artur says:

    Essa sua hipótese faz sentido. A conhecida “cobiça” da PJ em relação à base de dados da PSP pode estar por detrás disto.

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