as minhas memórias-2-História do Chile


A História do Chile não regista as maldades que narrei na minha escrita da manhã, essas atrocidades em que eu ia morrendo e tive que sair a correr do país en que menos tempo de minha vida, vivi.
O Chile foi sempre simpático, acolhedor, alegre, com festas e desfiles por sim ou por não. Teve duas guerras, como tenho relatado nos meus livros sobre a História do Chile, nos anos 30 do Século XIX, contra a confederação Peru – Boliviana que atacou ao país pelo norte, para se apoderar das do Nitrato de Sódio, que eram uma fortuna. O Chile defendeu-se e ganhou todas as minas: as que possuía antes e as que eram de Bolívia, em Antofagasta, que passara a ser chilena, como a Província de Arica, antes do Peru, mas por direito de conquista passou a ser do nosso país. Tinha também conquistado Tacna, mas por tratado entre os Presidentes Leguia e Figueroa, o armistício foi assinado a 29 de Agosto de 1929, e Tacna foi devolvida ao Peru. Uma segunda escalada do Peru, sem aviso prévio, foi o ataque ao Chile, também pelo Norte, pelo Peru, que fez aliança com Bolívia. É a denominada Guerra do Pacífico, por ter começado no mar chileno de Arica. O monitor Huascar, blindado de aço, atacou  a única nave de guerra que Chile possuía nesses tempos, a corveta Esmeralda, um pequeno barco de madeira, tipos as caravelas de Colombo. Desde o começo, a batalha estava perdida. O Capitão Arturo Prat, advogado e marinho, comandava o barco. Reparou na situação e disse: Chile não tem frotas marinhas, mas tem homens bravos. Vamos abordar o Huascar: quem seja valente, que me siga. E todos foram trás ele, incluindo o tio bisavó das nossas filhas por parte de mãe, o tenente Luís Carrera Pinto. O ataque aconteceu a 21 de Maio de 1979. Desde esse dia, rendem-se honras militares aos mais bravos soldados que foram acriminados a bala na coberta do Huascar. Os oitos soldados morreram em menos de um minto. Mas a frase do Advogado e Oficial da marinha, é quase um estribilho entre os chilenos, até as crianças, ao brincar às guerras, dizem esse estribilho como parte do jogo. Eu próprio em criança, porque dava ânimo o força para ganhar. Esta foi a única batalha perdida dos chilenos. O Almirante Grau, que comandava o Huascar, devolveu os corpos dos oficiais, com uma carta à jovem viúva de Prat, louvando o comportamento e gentileza do seu marido, o seu arrojo na batalha e a importância que ela tinha para o jovem Capitão morto aos 31 anos. O Almirante Grau é, para os peruanos, o herói que Prat é para o Chile. A guerra durou seis anos e os chilenos não pararam até conquistar Lima e proclamar ao Almirante Patrício Lynch, o nosso parente, Vice-rei do Peru. O Presidente do Chile, José Manuel Balmaceda, mandou por fim a tamanha brincadeira, mandou por fim à guerra, libertou o Peru e recebeu aos patriotas com louvor e gentileza, condecorações, permitiu a entrada do botim de guerra. Ainda na Praça de Armas de Santiago do Chile, há estátuas de mármore que representam deuses gregos, ganhas ao Peru durante esta segunda guerra. A seguir essa guerra, apenas houve guerras civis dentro do Chile e o malfadado assassinato do Presidente Allende. O Chile não é o país calmo e sereno que todos dizem: é um país de guerras e guerrilhas, de deposição de Presidentes, de morte de dois deles, nada para se orgulhar…

O que sim acontece, é o debate calmo e sereno entre no Congresso bicameral, o esquecimento das diferenças políticas, o que não é nada bom. Com esses esquecimentos e perdões, nada se aprende e a Nação vive à García Marquez e o seu Maconde, em conflitos permanentes. Apenas teve paz a seguir a queda do ditador, o governo de Patrício Aylwin, Ricardo Lagos, e a melhor Presidente do mundo inteiro, Sua Excelência Michele Bachelet.

Bem como há desfiles militares para comemorar as efemérides ganhas pelo Chile, há também festas porque sim e porque não. O aniversário de Independência, esse 18 de Setembro de 1810, é comemorado durante quatro doas, com ramadas – pequenos quiosques com teto de totora, que servem para comer comida tradicional mais barata, beber imenso vinho e dançar o baile mais tradicional do Chile, La Cueca, em que o homem é o garanhão que tanta seduzir à dama, rodeando o seu corpo com o seu lenço, enquanto ela se retrai escondendo a sua cara trás um lenço bordado, querendo e não querendo ser seduzida. Bem sabemos que em Portugal, cueca é uma peça de roupa usada baixo a saia ou as calças. Em síntesis: Baile de pareja suelta, en el que se representa el asedio amoroso de una mujer por un hombre. Los bailarines, que llevan un pañuelo en sus manos derechas, trazan figuras circulares, con vueltas y medias vueltas, interrumpidas por diversos floreos. Bailado en el oeste de América del Sur, desde Colombia hasta la Argentina y Bolivia, tiene distintas variedades según las regiones y las épocas.

As festas são também comemoradas em casa, com imensa comida e álcool e danças como cuecas, el costillar, a resbalosa e outras, todo resultado da invasão colonial, maioritariamente por andaluzes, que sabem dançar.

As denominadas Festas Pátrias, é um evento para o qual o povo se prepara o ano inteiro, sem poupar um cêntimo e comemorar melhor um facto histórico do qual pouco se sabe, excepto os nomes dos libertadores e o rito de nomear Padroeira do Chile à Nossa Señora del Carmen, que tem um templo votivo em Maipú, sítio no qual se ganhara a Independência final, a 5 de Abril de 1818, com as tropas a cargo do General Argentino, a primeira República em se libertar da coroa de Espanha.

La victoria patriota en la batalla de Maipú, el 5 de abril de 1818, aseguró la independencia chilena y, cumpliendo con su promesa, O’Higgins ordenó la construcción del Templo Votivo en la actual comuna de Maipú. Su festividad, el 16 de julio es feriado en el país desde 2007, reemplazando a Corpus Christi fiesta también conocida como La Tirana: Fonte:  http://es.wikipedia.org/wiki/Virgen_del_Carmen#Chile e The International Carmelite Web Site

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.