Tardia homenagem a Charles Spencer Chaplin

 

charlot

Irresistível, a vontade de homenagear  Sir Charles Spencer Chaplin, personagem popularizada através dos pseudónimos Charlie Chaplin ou Charlot. Tardio de apenas um dia, é um acto cujo merecimento excede a oportunidade temporal. Charlot é e será sempre figura imortal, independente de se falar dele em dia de aniversário, uma semana ou um mês antes ou depois da data de ter nascido ou falecido.

A Google, como muita gente,  recordaram-no ontem. Havia nascido 122 anos antes, em 16 de Abril de 1889, no bairro Lambeth de Londres, Kennington Road, 287 – não confundir com a cosmopolita Kensington.

Filho de dois actores populares, Charles e Hannah Chaplin, cedo ficou órfão do pai; com a mãe e o meio-irmão Sydney enfrentou grandes dificuldades, em plena época vitoriana, marcada por generalizada pobreza e lutas sociais na Velha Albion – uma prolongada greve de mineiros é um dos exemplos.

Da infância e do início de adolescência sob a dureza da fome, do frio e de privações diversas, Charlot jamais se esqueceu. A ímpar e multifacetada obra de Charlie Chaplin na 7.ª arte tornou-se também reflexo da sólida consciência de cidadão que desde jovem adquiriu, na defesa dos direitos humanos. Dois exemplos:

  • Calvero em Luzes da Ribalta: “Se a pobreza não é vício, a miséria é-o, porque degrada…”
  • Em Tempos Modernos, o episódio da máquina para alimentar automaticamente o operário, sem necessidade de interromper a produção – como isto é actual e reflecte a preceito as teorias de tecnocratas que reduzem os problemas do mundo à produtividade e à competitividade.

O pós-guerra nos EUA, em especial 1947, tornou-se no inferno para Charlie Chaplin; perseguido pelas ideias de justiça social e combate pela liberdade. Foi a era do presidente Truman, em que sofreu a perseguição de conhecidas figuras de Hollywood, como Walt Disney, Cecil B. de Mille, Sam Wood, Gary Cooper e Robert Taylor.

Charlie Chaplin foi compelido a partir para a Europa. Entre o mais, criticava abertamente a Wall Street. Ainda hoje, lembre-se, a cultura da Wall Street é meramente financeira, como demonstra o processo de falência da Orquestra de Filadélfia.

Comments

  1. jorge fliscorno says:

    Sem esquecer O Grande Ditador.

    E aquela música a que Nat King Cole, com grande arte, acrescentou a voz e a letra.

    • Carlos Fonseca says:

      Sim, sem esquecer o Ditador. Reparo oportuno. A canção de Nat King Cole é uma melodia em que navegamos sobre mar ligeiramente ondulado. Thank you, George.

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