Real de Madrid roubado mais uma vez em Barcelona

O Real de Madrid não pode jogar contra o Barcelona sem ser roubado. Não está aqui em causa o valor de cada uma das equipas, mas o condicionamento do  jogo e do resultado por influência directa das arbitragens.

Uma falta inexistente na primeira falta assinalada a Di Maria em situação potencialmente perigosa para o Barcelona, um golo muitíssimo mal anulado a Higuain, cartões amarelos estrategicamente mostrados, faltas assinaladas -ou não- com critérios distintos, fizeram com que o campo se inclinasse em desfavor do Real.

Mourinho tem razão, o Real está proibido de ganhar ao Barcelona.

Futebol é outra coisa. Em Futebol, com uma bola redonda e um campo plano, até o Barcelona estaria sujeito a perder.

Comments


  1. O golo é muitíssimo bem anulado, porque Ronaldo tenta simular uma falta, que não existe e cai, mas na queda atinge involuntariamente Mascherano, que fica impedido de disputar o lance. Se lá chegava ou não, a tempo de estorvar o avançado contrário, é assunto que o árbitro não tem que julgar, a verdade é que na queda, Ronaldo atinge e derruba o defesa do Barça, involuntariamente é certo, mas derruba-o. Logo é falta! No 1º lance tem razão, mas ficaram amarelos por mostrar a jogadores do Real Madrid, Larss Diarra por exemplo, não deveria ter terminado o jogo.
    Para os que falam na simulação do Dani Alves no jogo da 1ª mão, é inacreditável a parcialidade dos comentadores televisivos, só não marcam golos para o Real Madrid porque não conseguem, nesse jogo a 1ª tentativa de batota pertenceu a Di Maria, um dos maiores batoteiros que joga futebol, simulando uma entrada dura de Dani Alves, que nem lhe tocou, logo na 1ª parte. Mas tudo acaba normalmente, o Barça segue para a final da Champions, Mourinho para entrevistas criticando as arbitragens, Florentino Perez para mais algumas contratações galácticas e o CR para vender revistas cor-de-rosa, onde será capa por diversas vezes no próximo Verão. Tudo absolutamente normal…


    • António,
      eu vi uma placagem -falta clara- a Ronaldo, que o derruba e, na sequência da queda, atinge involuntariamente o adversário com as costas. Vi eu e vê o António, se prestar atenção.
      Nesse momento, segundo as regras, o árbitro devia deixar prosseguir o lance, validar o golo e, eventualmente, punir com amarelo o jogador do Barcelona por corte de jogada de golo potencial.
      Este lance – com golo do Barcelona pouco depois – alterou a verdade do jogo


      • Se o árbitro considerar falta de Piqué a Ronaldo tem duas opções, apita e mostra amarelo, ou deixa seguir o lance, mas neste caso Ronaldo provoca falta, o que obrigaria a voltar atrás e marcar a primeira. Em segundo lugar, a não ser que fosse um lance do qual resultasse perigo para a integridade física, nunca se mostra cartão quando de dá a lei da vantagem, o exemplo mais flagrante é o jogador que mete mão à bola, mas ainda assim esta entra na baliza, ou dá penalty e expulsão, ou dá golo e nem sequer dá amarelo… Nos lances violentos, mesmo que a jogada prossiga, deve voltar atrás para proceder a acção disciplinar. Pelo menos aqui terá que concordar comigo…

        • joão coelho says:

          tens mesmo a certeza do que acabaste de escrever? Talvez seja melhor veres o lance outra vez. É que da maneira como o descreves-te dá a sensação de que estás na mesma situação do Sr. Arbrito: ” ver em directo e decidir no segundo seguinte. Sem mais.” Mas tu podes ver novamente não podes? ou será que não?


        • António,
          com toda a razoabilidade, assinalar falta a Ronaldo seria sempre beneficiar o infractor numa jogada em cima da área, superioridade posicional, e que, helas, deu golo.

    • joão coelho says:

      tens mesmo a certeza do que acabaste de escrever? Talvez seja melhor veres o lance outra vez. É que da maneira como o descreves-te dá a sensação de que estás na mesma situação do Sr. Arbrito: ” ver em directo e decidir no segundo seguinte. Sem mais.” Mas tu podes ver novamente não podes? ou será que não

    • zeca ralho says:

      ó antonio almeida…vai-te catar que a tua sabedoria é bacoca. Desde quando (mesmo a acontecer) simular uma falta… é falta. Ò idiota:porque não te callas!!!!

      • joão coelho says:

        viva o barcelona ao colo

      • joão coelho says:

        desculpa, queria dizer VIA O BARÇACOLO


      • Caríssimo Zeca Ralho. Simular uma falta, tentativa de ludibriar o árbitro, não apenas é falta, como é passível de acção disciplinar. Devolvo-lhe o conselho, cale-se e leia primeiro as Leis do jogo.
        Se quiser falar da falta de Ronaldo sobre Mascherano, ela existiu, o avançado derruba o defesa, é inquestionavelmente falta. A única coisa que ali há a discutir, será ter existido ou não falta anterior de Piquè, nesse caso terá ficado por marcar um livre directo a favor do Real Madrid e mostrar um cartão amarelo a Piquè, mas se vamos falar em acções disciplinares, Diarra não deveria ter terminado o jogo…

  2. Hugo says:

    Não sejas ridículo. O Real de Madrid desta vez não contou foi com os pauliteiros de serviço, a dar porrada a torto e a direito. De resto, o Real nem sequer discutiu a bola porque não a quis, recusou-a. O Barcelona gosta da bola, gosto do jogo, gosta dos golos e gosta de futebol. O Real… gosta de defender. Aliás é ridículo o alibi dos jogadores de Madrid que desejaram o 0-0 no Barnabéu para depois empatar a 1 no Camp Nou. Ridículo.


    • Uma equipa pode jogar melhor e perder,
      uma equipa pode jogar feio e ganhar.
      Essa é uma das belezas do futebol, ridículo é não perceber coisas tão simples.

    • joão coelho says:

      zero-zero em casa e um-um fora significa o quê?


  3. Apoiado!!!

  4. Fernando says:

    Mais um que gosta d inventar desculpas quando perde… Aprendeu a liçao com o tecnicozinho perdedor e mal humorado, que vai ver a final como viu a Copa do Mundo: pela tv, sentado no sofá rsrs


    • Ó Fernando, você, na sua profissão, já ganhou mais prémios do que o tecnicozinho perdedor, não ganhou?

  5. Hugo says:

    barça fan boys, o mourinho pergunta outra vez: porquê?
    no golo anulado, das duas uma, ou é golo ou no mínimo falta a favor do real. agora, marcar falta por involuntariamente tropeçar num adeversário após ser empurrado na sua direcção? enfim, get a life barça fan boys. eu adormeço a ver aquela troca de bola. na defesa. 70% posse de bola da qual 85 dessa posse é atrás do meio campo entre os centrais.


    • Errado meu caro, das duas uma, ou há falta anterior de Piqué e deveria ter sido assinalado livre directo, eventualmente com acção disciplinar, mas se vamos por aí, nessa matéria foram perdoados vários a jogadores do Real. Diarra claramente não deveria ter terminado o jogo, ou deveria ter sido anulado o lance como foi, por falta clara de Ronaldo, derrube a Mascherano. A jogada não pode prosseguir com uma falta, a eventual aplicação da lei da vantagem terminaria ali, devendo o árbitro assinalar a 1ª falta, como não o fez, foi por ter considerado que a mesma não existiu…

      • Hugo says:

        já nem digo que te compro um par de óculos, precisas é de um par de olhos novo em folha.

      • Ricardo says:

        Desculpe mas o que voce diz não tem qq sentido

  6. Alberto Caeiro says:

    É inacreditável!!! É obrigatório que o Barcelona ganhe a liga dos campeões. Não há nada a fazer. Os jogadores do Barcelona (virtuosos sem a menor dúvida) querem transformar o futebol num jogo de bailarinas, simulam faltas, simulam agressões, etc. Os árbitros empurram os adversários de forma inacreditável, o que é mais escandaloso do que o golo anulado ao RM. Maradona foi Maradona em Itália, a jogar contra defesas duros. Messi é Messi, mas os adversários não podem tocar nele (nem no Iniesta, Xavi e muito menos Busquets). Futebol não é basquetebol. Tackles, encostos de ombros e contacto físico é futebol. Tão admirável é uma equipa que defende bem como uma que ataca bem. Tão admirável é um grande defesa como um grande atacante (e note-se que é mais díficil defender do que atacar, por isso as equipas jogam com mais defesas do que avançados).

    Por isso eu gosto da Liga Inglesa e da cultura de fairplay que por lá vinga.


    • Tenho sérias dúvidas que o Barcelona ganhe esta Champions, como teria se fosse o Real Madrid a estar presente na final. Vencer o Man United em Inglaterra, a final será em Wembley, está longe de serem favas contadas…

  7. Pedro says:

    Não devemos ter visto o mesmo jogo. Eu vi um Real Madrid exageradamente agressivo, que tentou através da falta lutar contra um Barcelona que é infinitamente melhor no toque da bola. Achei a árbitragem correcta e corajosa, um árbitro português teria expulso pelo menos 2 ou 3 madrilistas, pelas faltas constantes. E não seria exagerado, mas seria um destruir desnecessário de um jogo que foi bonito e alegre e que encheu o olho dos adeptos.
    Do golo anulado, fica a dúvida apenas se deveria ter havido lugar a falta, e logo a um cartão amarelo a Piqué, ou se foi simulação do Ronaldo, sinceramente não fiquei certo. Depois disso, Marcherano é tirado da jogada por Ronaldo, pelo que o árbitro não poderia deixar seguir o lance sem prejudicar injustamente a equipa do jogador derrubado.

    De resto foi a habitual superioridade territorial e técnica do Barcelona, alguns toques de génio de Messi, e um Real madrid limitado a recorrer á falta perante a sua falta de futebol…

    • joão coelho says:

      gostas-te do jogo de hoje! gostas-te, gostas-te! de que gostas-te mais: de não ter perdido ou de ter passado à final?

    • Alberto Caeiro says:

      Ronaldo dixit: em Inglaterra quando o Mascherano caia levantava-se em seguida; no Barcelona de cada vez que cai parece que foi atingido por um obuz.

      Alguns podem gostar daquilo em que o Barcelona e a UEFA querem transformar o futebol de 11 – futsal – mas eu empolgo-me mais com futebol de 11 que é: técnica, táctica, físico, correr, decidir rápido, etc. Não está absolutamente provado que o Barcelona só porque joga futebol de bailarinas é invencível. Relembro o que disseram Avram Grant, Wenger e Mircea Lucescu quando defrontaram o Barcelona. Mourinho não está só.


      • Messi será considerado pela 3ª vez consecutiva o melhor jogador do mundo, Pepe Guardiola talvez possa vir a ser o treinador do ano para a FIFA, terá de ganhar a champions, porque Alex Fergusson, se for campeão em Inglaterra e vencer a final de Wembley, provavelmente ficará com a distinção.
        Vamos entrar no defeso, período onde o Real sem jogar, fará as capas de revistas, contratando galácticos e vendendo camisolas. Quanto a Ronaldo, terá o seu melhor período anual, nas capas da imprensa cor-de-rosa…

  8. joão coelho says:

    depois do jogo de hoje ficam menos duvidas sobre os interesses estrategicos de quem organiza o evento. É que se na semana passada foi relativamente facil dizer que a expulsão foi correcta, atento historial da pessoa em causa, hoje ficamos mais próximos de saber que efectivamente os catalães quando não jogam bem TAMBÉM JOGAM BEM…
    Ainda não li, não ouvi nem consta das leis do futebol que não seja permitido a uma equipa jogar à defesa abdicando do ataque. Podemos criticar, adjectivar prejurativamente, etc, MAS O QUE NÃO SE PODE É INFLUENCIAR O DESENROLAR DO JOGO DE MOLDE A QUE A EQUIPA QUE JOGA ASSIM SEJA PUNIDA COM A ELIMINAÇÃO.
    de facto depois de hoje verifica-se que os lances foram criteriosamente apitados, os cartões foram sabiamente exibidos e o jogo perfeitamente controlado, não pelos baugrana, mas pelo Juiz nomeado. Efectivamente são CARREGADOS AO COLO. Mas hoje também vimos que as reposições da bola em jogo eram feitas com lentidão por parte dos da casa. Porquê se tinham ganho 5-0 na última recepção e 0-2 no último encontro. Jogaram em casa, são a “equipa que melhor futebol joga”, “com mais posse de bola” “melhores em tudo” MAS TAMBÉM SABEM QUEIMAR TEMPO.
    O que eu vi hoje foi uma equipa que joga “devidamente apoiada na estrutura” em que, afinal, os seu actores não tem assim tanto desportivismo como se diz. São os santinhos mas é quando não enfrentam dificuldades, pois de contrário são tão desportivistas como quaisquer outros.

  9. Akhenathon says:

    Gostei da exibição do Barcelona, como sempre futebol bonito, entusiasmante, criativo, artístico, e gostei também da prestação do Casillas. Reparei que andavam lá mais uns caramelos vestidos de branco, que penso que eram o resto da equipa do Real Madrid.

  10. Fernando says:

    Meus caros, que triste ver portugueses idolatrarem um tecnicozinho mau perdedor e nem citarem o belo futebol de messi, ronaldo, dani alves, marcelo… Tecnicos sao coadjuvantes, a nao ser quando erram. Como foi o caso do perdedorzinho que obrigou os craques do Real, no Bernabeu, a jogarem como time pequeno, e nao como o Real Galatico. E ainda culpa o juiz, Platini, Obama e os marcianos pela derrota. Acordem, e lembrem que os bons tecnicos sao os

  11. Fernando says:

    … Que ganham titulos, como o del.bosque, scolari, zagalo, parreira… O resto nao passa de tecnicozinhos de clube, que nunca treinaram uma selecao ou conquistaram titulos mundiais. E quando tem grandes times nas maos, ficam intimidados e jogam na retranca.


  12. Uma boa equipa não precisa de dar constantemente pancada: isso reserva-se a equipas medíocres (Real Madrid – sem espírito de equipa nenhum, é só vedetas) que sabem estar a defrontar um adversário superior.

    O Mourinho pode espernear o que quiser em relação aos árbitros, mas o facto é que no 1º jogo o Pepe foi bem expulso, imagino eu não só por aquela falta horrível mas pelas N faltas duras que tinha feito antes. Quem diz isto em relação ao Pepe, diz em relação a tudo o resto.

    O Mourinho é bom, mas não sabe perder. Não sabe admitir que o Barcelona é simplesmente melhor.

    Venha o Manchester!

  13. Mauro Rebelo says:

    Mais um post de um ressabiado, que não sabe perder….
    Diga ao seu amigo Mourinho para jogar à bola. A táticta da 1ª mão é digna de um qualquer “Carlos Azelha” quando vai jogar a casa de um grande…..

    Aquele jogo foi indigno para a história do Real.

    Visca el Barça!!!!

  14. diogo says:

    O Real Madrid, não mereceu nunca, ir à final da champions. O Barcelona foi a única equipa que fez de tudo para ganhar os jogos e foi a que jogou mais, o Real Madrid nos dois jogos foi sempre inferior e passou o tempo todo a acusar a equipa de arbitragem. Erros todos os árbitros cometem, se o Real Madrid quisesse ganhar o jogo, então fizesse por merecer e não acusar terceiros pelo facto de não ter conseguido fazer frente à supremacia do Barcelona. Quando à famosa falta que tanto falam, em primeiro lugar, o Cristiano, quando vai contra os braços do Pique, em vez de prosseguir com a jogada, prefere atirar-se para o chão feito cobarde e arrancar falta. O árbitro marcou falta, na minha opinião porque, quando o Cristiano se atira para o chão, o árbitro está atrás do jogador português e não vê o que se passa à frente, ou seja, quando o Cristiano cai, o Mascherano cai ao mesmo tempo, o árbitro pensou que o Cristiano tinha aproveitado a queda para, como o higuain estava no alcance da bola, derrubar o jogador do barcelona para que o seu colega fica-se sozinho e conseguisse marcar. É essa a minha opinião do lance. E não me venham acusar os atletas do Barcelona de teatro, porque o Cristiano, a meia hora do final do jogo, fartou-se de atirar para a piscina, aliás, foi o jogo todo, cada vez que disputava uma bola, ao simples toque era logo chão.
    O Barcelona passou justamente porque foi a equipa que mais lutou pela vitória, as críticas ao arbitro pelos jogadores do real, são desculpas pelas fracas prestações que tiveram nos dois jogos.
    Ontem vi um comentário de um conceituado jornalista na SIC notícias e esse senhor disse que o Barcelona passou com todo o mérito, porque tem melhor futebol, melhores jogadores e foi a única equipa que lutou para passar à final.
    Não sei se é pior uma equipa ganhar um jogo, tendo lutado sempre para ganhar e ter sido beneficiado em alguns lances, ou uma equipa que não joga nada e ganhar um jogo com um golo de um lance caído do céu.

  15. Ricardo says:

    Eu, neste momento, sou madrilista, epá tenho de admitir que o Barcelona foi superior ao Real Madrid mesmo com aquele lance do golo mal (obvia e risivelmente) anulado. O Mourinho claramente não entendeu ainda a forma correcta de abordar o Barcelona, insistiu nas rápidas transições ofensivas que não deram em nada. Conseguiram o golo através de pressão alta e aproveitamento de erro. Não é boa ideia fazer pressão alta ao Barça durante muito tempo, é cair na cantiga do bandido, não é por aí.

    Coisas que reparei durante o jogo: o Real, na maior parte do jogo, complicou. Os jogadores não pensavam claramente o jogo, claramente afetados pelo medo de não conseguirem jogar,é uma das armas do Barça, criarem ansiedade na equipa adversária, criando efeito multiplicativo. Onde os jogadores podiam fazer passes obvios e simples, embrulhavam-se com a bola ou tentavam fazer as coisas de forma muito rápida e com muito coração. O futebol joga-se 90% com cabeça e 10% coração. Quando assentava jogo, o Real conseguia fazer circulação de bola e obrigar os jogadores do Barça a recuar. Quando os jogadores conseguiam superar a primeira linha defensiva do Barça, eram capazes de fazer circulação de bola à frente da grande área do Barça, pelo que as recuperações de bola do Barça dão-se quase sempre no meio-campo do adversário e se possivel em terreno muito avançado. Será que a melhor forma de contrariar este jogo é fazer passes longos a atravessar todo o meio-campo? O Mourinho ainda não percebeu que não dá resultado? Ou já não dá resultado se quiserem.

    Para jogar contra o Barça, a equipa tem de partir de trás em bloco para poder fazer rápida circulação de bola, tendo jogadores próximos que se possam apoiar de forma a superar a primeira linha defensiva do Barça. Assim acontecendo, uma equipa já estará mais à vontade para fazer o seu jogo, porque no seu terreno de jogo (especialmente na 2ª metade do campo entre a linha do meio e a grande área) os jogadores do Barça entram em modo de zona (ou pressão à zona, não tenho a certeza) em vez de pressão alta, porquê eu não sei. Não sei porque não percebo de taticas. Apenas me limito a descrever o que observo.


  16. Com esta análise, Ricardo, concordo.
    Por exemplo, não percebi porque razão Casillas se empenhava em chutar a bola para a frente em vez de a fazer sair controlada. E assim sucessivamente.

  17. firetrap says:

    O que eu acho é que existe aqui muito comentador de bancada que deveria de ter jogado à bola antes de puder falar o que quer que seja. dou o devido merito ao barça pois sao uma bela equipa e praticam bom futebol e posso dizer que sou adepto dos mesmos, mas tb tenho que ter a consciencia que ouve uma equipa prejudicada nas 2 maos e essa foi o Real Madrid pois, nao me venham com coisas que o ronaldo simulou etc etc etc pois nota-se claramente que é empurrado, e ai devia de ser marcado livre mas tb já vi muitas vezes deixar seguir, quanto ao criterio de jogo nao foi igual em nenhum lança mais na 1a mao do que nesta, estou desiludido com o meu barça que passe à final nestas circustancias tal e qual como quando foi o jogo com o chelsea. pessoal metam o clubismo de lado e sejamos unanimes, de hipocrisia e cegueira já tá o mundo cheio. Sou contra a politica “os fim justificam os meios”.

    cumprimentos.

    • Ricardo says:

      Voce deve estar a falar de mim, imagino. Imagino que voce tenha jogado à bola e eu não… então diga-me lá onde é que eu errei. Seja construtivo. Não basta pôr as batatas no forno. Dá jeito acender o lume… Acresecente ideias, não se fique por um chorrilho de ideias feitas.

  18. Rodrigo Costa says:

    … Quando muito, passou a melhor equipa, e foi eliminado o melhor treinador.

    O Real Madrid só ontem, porque não tinha outra hipótese, foi capaz de jogar cara-a-cara. Até aqui, nos confrontos com o Barcelona, Mourinho tem-me feito lembrar o Jesualdo Ferreira, com uma diferença, ressalve-se: o Jesualdo usa, permanentemente, a táctica da emboscada; mete-se na trincheira e espera que o “inimigo” tropece, mas nem sempre isso acontece.

    Em dez jogos, a decorrerem normalmente, o Real ganha um, ao Barcelona. Esse um pode e deve ser do género do da final da Taça do Rei. Admito, inclusive, que, com outro programa, que não tivesse posto o Real e o Barça nas meias-finais, e ambos se encontrassem na final… admito, como digo, que o Real pudesse ganhar. Mas atenção: o Real não tem o Milito, a chave da eliminatória do ano passado, pelo Inter.

    E o facto de Mourinho ter sido eliminado não lhe retira mérito. A única questão é que o Mourinho, como pessoa ou enquanto pessoa, não tem, ainda, o arcaboiço do técnico; está longe, muito longe do tamanho que tem como treinador. Ninguém, tendo sido campeão em vários paises; com reconhecimento, mais do que oficial, dos seus méritos, se comporta como ele se comporta, mesmo admitindo ser prejudicado pelas arbitragens; age com categoria; pode, naturalmente, fazer alusão, mas com a postura de um gajo que é, realmente, campeão, naõ se comporta como o portuguesito que deu a volta ao Mundo e parece nuncar ter saído da aldeia.

    O Pepe foi bem expulso. A entrada, tocando muito ou tocando pouco, é uma das entradas “assassinas”, de sola à tíbia. E ficou outro jogador por expulsar, am Madrid, o Marcelo, que, com a bola já longe, dentro da àrea do Real, saltou e pisou, propositadamente, um jogador do barça caído no chão.

    Quando Mourinho aborda o Barcelona como aborda —mais detalhe, menos detalhe—, significa que não é tolo, que sabe que deve utilizar outras armas, porque não tem jogadores com a qualidade de recepção e de passe dos do Barcelona. E, mesmo que os tivesse, não tinham o tempo suficiente, de treino e de jogo, para que fossem, digamos, tão automáticos. E depois, é claro… há o Messi, que, por razões que desconheço, há quem continue a tomá-lo por termo de comparação com o Ronaldo.

    Meus caros, sem aquela figura, sem a estrutura física, calado, obviamente, o Ronaldo viveria algures difuso no meio de um grupo de bons jogadores. O Ronaldo é, acima de tudo, um produto de marketing.

    A estratégia do Real, na promeira mão, baseou-se, essencialmente, tal como no jogo para o Campeonato, em Madrid, em não deixar jogar, e não em jogar. Mais coisa, menos coisa, o que aconteceu com o F C do Porto, o ano passado, no estádio da Luz. Jesualdo meteu-se no coqueiro, achou que o empate era um bom resultado; tido a perder, soltou-se… e acabou a atribuir a perda do Campeonato aos incidentes no túnel. Ora, os incidentes ocorreram depois do jogo terminar. Ele teve, disponíveis, o Hulk e o Sapunaru, com os quais ia, o resto da época, o que tinha feito até ali, inibi-los, impedi-los de serem o que são, capazes de jogar fotebol de ataque.

    Em Madrid, Mourinho deixou avançados no banco, ele que reclamou por os não ter. Não há milagres. Às vezes, sem fazermos por isso, a Vida afaga-nos… Mas só às vezes.

    O golo do Real, é, de facto, mal anulado. Mas quantos golos há mal anulados?. O Mourinho nunca foi beneficiado? Hoje, por exemplo, há um penalty cometido, por agarrão, mais que visível, de um jogador do MU ao Raul, e o árbitro deixou seguir. Deverei partir do princípio de que o árbitro estaria receoso que os alemães pudessem dar a volta?

    O que se exige a Mourinho é que se comporte como alguém com o seu estatuto, e não como um qualquer treinador do regional, que o mais que viajou foi do Porto a Lisboa. Quanto ao resto, não há invencíveis.

    Ele próprio, inclusive, no início da época, tinha dito que esta era para preparar a montagem da equipa; que, normalmente, pensando nas experiências passadas, a segunda época é que era a da afirmação…

    É claro que o vício de ganhar, naturalmente, também, o terá traído, e, de repente, achou que podia meter o elefante na caixa do correio. É legítimo. As reacções é que não são razoáveis, não são de um indivíduo saudável, equilibrado, se pensarmos, repito, no seu estatuto, no seu historial e no reconhecimento de que tem sido objecto. Seria admissível num indivíduo carregado de frustrações, com sede de vitórias e sempre a perder, ou com méritos excepcionais e títulos correspondentes, mas sem que o reconhecessem. Nada disto é verdade.

    O que lhe faltará, então?… Um período largo sem pôr a mão no prato, para poder perceber, interiorizar, que a vida também é feita de maus momentos, de momentos em que perdemos. Acho ser o que lhe falta. No técnico, nem mexia. Preocupa-me mais o Homem