Foi você que falou na Irlanda?

Uns estão virados para Dublin e o jogo de amanhã. Outros já foram os mais irlandeses dos políticos portugueses.

Em 2001 Paulo Portas foi a Dublin,  não havia futebol, mas muito que aprender com o governo:

Durante a reunião com o ministro das Finanças, Paulo Portas pretende abordar o método irlandês para atingir o equilíbrio orçamental, a contenção da despesa pública, as reformas estruturais e o uso e fiscalização dos fundos comunitários.

 Devia lá voltar amanhã. O jogo promete ser um bom jogo, e pode ser que encontre o tigre celta perdido no coração do neo-liberalismo europeu agora falido.

Links via Klepsýdra, onde há mais. Fotografia de jaqian.

Comments


  1. E eu a pensar que não havia problema económico estrutural na Irlanda mas tão só um problema gerado pela banca privada…

    Já agora quer comparar o PIB per capita PPP da Irlanda com o português?
    Irlanda 38.550
    Portugal 23.230

    Isto em 2010 porque em 2011 a Irlanda está a crescer e Portugal em recessão.

    Ponha na sua agenda um post igual para o ano e avise-me se se lembrar

    http://supraciliar.blogspot.com

    Cumprimentos e desculpe se estraguei algum clichê


    • Claro, a banca privada em todo o esplendor do neo-liberalismo, sem qualquer regulação, que o mercado trata disso.
      Lamento se lhe dou uma má notícia, mas toda a crise foi provocada pela filosofia irlandesa aplicada à liberdade de bem especular, e continua porque aos bancos se nacionalizam os prejuízos. O PIB per capita não é para aqui chamado. Ou a seguir também me vai dizer que a culpa é das dívidas públicas?


      • O meu caro na sua citação de Portas incluiu “as reformas estruturais e o uso e fiscalização dos fundos comunitários”.

        É por este lado que a criação de riqueza de uma economia foi chamada no seu post.

        Cumps.


        • Não está provado que a ideia de comprar submarinos lhe tenha ocorrido em Dublin. Mas por falar em contenção da despesa pública…


          • Pois não. Isto porque aquilo que está provado é que a ideia partiu do governo de Guterres, ao qual, coincidência das coincidências, pertencia Sócrates. E não é que estes queriam ainda gastar em submarinos o dobro daquilo que Portas acabou por gastar?

            Tem uma enorme piada como o único argumento de que se conseguem lembrar para atacar Portas é sempre a história dos submarinos, mesmo depois de já tantas vezes ele ter dito que se soubesse o que sabe hoje não os teria comprado. Sócrates não admite os seus erros, pois não? Mesmo quando custaram cem vezes mais, não é verdade?

  2. Rodrigo Costa says:

    … Penso, apesar de tudo, que a Irlanda sairá dos seus problemas mais rapidamente do que Portugal; porque, independentemente de a quem caiba a culpa, os Irlandeses têm uma unidade que Portugal não tem.

    Sobre Paulo Portas ou as suas declarações … Tanto se me dá; elas são, para mim, iguais às de Sócrates, Passos Coelho ou Francisco Louçã. Quer dizer, sendo diferentes, desembocam no mesmo, porque Portugal não passa disto, e nem sequer é novo.


  3. Caro XYZ:

    Acabei de encontrar o seu comentário perdido no spam, as nossas desculpas em nome do Akismet.

    Quanto ao dito, há uma sequência a Paulo Portas:

    Submarinos -> BES -> Portucale -> Jacinto Leite Capelo Rego.

    Mas é uma sequência alemã. Cá mais depressa um rico entra no reino dos céus que a justiça funciona com um ex-ministro.