Taxa de desemprego em Portugal chega aos 12.6%

Taxas de desemprego na UE em Abril 2011

Fonte: Relatório OCDE, Abril 2011, via PÚBLICO

Zona euro (EA17)  = Bélgica, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia.

EU27=Bélgica (BE), Bulgária (BG), República Checa (CZ), Dinamarca (DK), Alemanha (DE), Estónia (EE),Irlanda (IE), Grécia (EL), Espanha (ES), França (FR), Itália (IT), Chipre (CY), Letónia (LV), Lituânia (LT), Luxemburgo (LU),
Hungria (HU), Malta (MT), Holanda (NL), Áustria (AT), Polónia(PL), Portugal (PT), Roménia (RO), Eslovénia (SI),
Eslováquia (SK), Finlândia (FI), Suécia (SE) e Reino Unido (UK).

Portugal está com uma taxa de desemprego de 12.6%. Mas atenção, há pujantes economias como as da Estónia, Eslováquia, Letónia e Lituânia que estão piores do que as nossas! E temos a solidariedade da Espanha (com um histórico de altas taxas de desemprego desde há muito) e da Grécia e da Irlanda (a braços com o FMI).

E no entanto aí temos o campeão da defesa do Estado Social que nos governou 13 dos últimos 15 anos. E que ainda em 2005 usou como argumento para ganhar as eleições a deixa “7,1% de taxa de desemprego são a marca de uma governação falhada e de uma economia mal conduzida”. Será preciso fazer um desenho?

Comments

  1. jorge fliscorno says:

    Notas:

    1. não esquecer, fomos os primeiros a sair da crise.

    2. atendendo ao que amplamente divulgado na comunicação social em Fevereiro, as nossas contas estão fantásticas (até há um excedente orçamental) e portanto não há problema por se pagarem mais uns quantos subsídios de desemprego.

    3. aliás as contas estavam tão fantásticas que até chamaram o FMI só porque temos uma costa tão bonita e é uma pena não aproveitar todas as oportunidades para a mostrar aos estrangeiros.

  2. santosfabio says:

    A culpa é só do governo?

    Existem muitas pessoas que preferem estar em casa a receber do estado a ir trabalhar.

    • jorge fliscorno says:

      Podemos pensar nessa linha de argumentação mas antes, urge uma questão.

      Em 2005, o PS avançou com a proposta de criar 150 mil empregos, quando é sabido (e foi realçado nessa altura) que quem cria emprego não é o governo mas a iniciativa privada (e algum sector do Estado também e, sem esquecer, os boyempregos, mas não deveria serem estes a que os outdoors se referiam).

      Portanto, se nessa campanha eleitoral não houve escrupulos para ir buscar mel indevido, porque não há-de agora receber o correspondente fel?


    • Claro que a culpa é de todos os portugueses. Mas a sugestão que faz é capciosa.

      Explico porquê. Por exemplo em 2009 a despesa com subsídio de desemprego foi de 1800 milhões de euros (menos um bocadinho, no pordata.pt não tinha dados mais recentes). Mesmo ignorando o facto de a maior parte destas pessoas estarem a usufruir de um direito de forma honesta, e de que esse direito é financiado pelas próprias pessoas, facilmente vê que não são os 1800ME que fazem o défice do estado.

      Veja o que se passa com as PPPs que é muito pior, ou com as concessões do estado, ou com as empresas estatais – gasta-se muito mais em qualquer um destes pontos do que com as welfare queens. Que diabo, a AE do pinhal interior que está a ser construída neste momento vai custar, só a construção, 1244 milhões de euros).

      É óbvio que tem de haver fiscalização de modo a não haver abusos.

      Culpar a miséria e pobreza pelos roubos dos políticos e banqueiros fica mal…

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