É daquelas notícias que entristecem e alegram ao mesmo tempo. Se houvesse verdadeiro gosto pelo futebol português até os adversários (portistas incluídos) deviam entristecer. O melhor jogador português a jogar em Portugal, o mais raçudo, lutador e autêntico foi-se, já cá não joga.
Por outro lado alegro-me por Fábio Coentrão, ele merece e o mundo não anda cego. O Real é o topo e o Fábio já lá está. Nuestro hombre en Madrid, dirão um destes dias em Caxinas. E Vaya Caxinas seria um bom grito para se ouvir desde Madrid naqueles momentos em que Coentrão liga o turbo e desequilibra.






“Nuestro hombre en Madrid”
De quem? Em que parte de Madrid?
Pois há outra coisa que devia entristecer qualquer um, portista ou não.
A RTP cobriu a coisa, pois era o Coentrão, saiu do Benfica e entrou no Real Madrid.
Há dias, para Silvio, que saiu do Braga e entrou no Atl. Madrid, a RTP não cobriu nada.
Uma vergonha. Isto sim, devia entristecer todos. Os profissionais de futebol fazem o que devem fazer. Os periodistas do serviço público não. Uma vergonha.
Há que compreender, o Fábio tem ar meio desdentado, de olhar e cabelo atravessado e o outro rapaz, o Sílvio, tem um ar normalíssimo, quase podia ser um estudante não indignado. Nesta sociedade Caras safam-se melhor as tias de Cascais e os tecno-chunga.