Paulo Portas de malas feitas

Paulo Portas partirá numa viagem pelas capitais dos países da CPLP, procurando encontrar soluções para a situação em que a partidocracia nos colocou. Esta catástrofe poderia ter pertencido à esfera das meras conjecturas, se os governos que têm navegado á vista quanto às prioridades do país, não tivessem descurado aquilo que o “tal sector” – o apontado “maior, mais antigo, transversal  e informal Partido clandestino de Portugal” – tem indicado desde há décadas. Se existe algo a apontar quanto a estes contactos, será pelo atraso. Este périplo não pode cinjir-se à tentativa de venda de dívida pública ou angariação de contratos para as empresas portuguesas. O Estado não é uma agência de negócios privados. Há que ir muito mais longe, mas isso já é do domínio da grande política.

O tempo está contra nós, mas no Palácio das Necessidades, o governo começa como deve.

Comments

  1. João Carlos says:

    Podia ir de submarino, vendê-los e regressar de avião.

  2. clara says:

    sempre fui de opinião que a teríamos (nós e eles) muito a ganhar com uma aproximação, a nível de estados, com os outros países da CPLP. Nós temos quadros a mais, eles a menos. Há uma empatia gritante e a língua… liga-nos duma forma permanente.
    E Paulo Portas, tem envergadura para tal empreitada? Nã, nã, nã…. como sempre tudo ficará adiado para as calendas…. gregas.

  3. Nuno Castelo-Branco says:

    Vender os submarinos? Boa ideia… assim a chamada ZEE será inteira propriedade da Espanha. Já perdemos o tal comando de Oeiras e o resto seguir-se-á. Com estes “arranjinhos” unificadores da Europa, podem crer que a moeda de troca para a nossa “salvação”, será o fim da nossa soberania de jure sobre as águas. Tudo isto me parece provocado, de modo a contornarem o problema da rejeição dos povos aos Tratados federalistas. Essa é que é essa.

    • Mário Patrício says:

      Vendemos a ZEE em troca do perdão integral da dívida…