Telefonemas

Sem hipóteses de um terramoto a sério, ficamo-nos por imaginadas réplicas, desta vez registadas por telefone e por certos almoços, já confirmados.”Diz-se” que anda alguém a dedilhar teclados móveis a partir da rive gauche parisiense, tendo como receptadores das mensagens, alguns devotos seguidores de uma preclara obra de dignificação nacional.

O argumento é bem conhecido e não vai além de um “se”: “se o PECIV não tivesse sido chumbado”…, decerto o país “estaria muito melhor” e “não seriam necessárias as medidas a que temos assistido”.

Este can-can à maneira da folie bergère é muito audível, mas o problema será tentarem justificar a apresentação dos já passados PECI, II e III. Existiram “porque sim”, só para chatear?

Comments

  1. jorge fliscorno says:

    Outros “ses” poderiam ser: e se não se tivesse inventado a Parque Escolar?; e se não se tivesse fomentado as eólicas e o solar? ou ainda, e se não se tivesse nacionalizado o BPN? Em todos estes casos, as respostas seriam variadas mas todas incluiriam o denominador comum de não nos fazer pagar mais impostos.

    Quanto aos telefonemas, já que estou com queda para cenários, e se esta história não foi plantada nas notícias para retirar margem de manobra ao Seguro para este votar contra o orçamento? Nada como uma boa teoria da conspiração 🙂 Mas que o estudante na nova oportunidade filosófica apenas está num intermezzo, disso não tenho dúvidas. Vamos aturá-lo e não faltarão 4 anos para isso.

  2. Nuno Castelo-Branco says:

    Também me parece, embora julgue bastante excêntrico este súbito pendor para a filosofia. O homem podia ter mais tino, dado o helénico nome que usa. Olha, devia inscrever-se num curso de desenho de casinhas, por exemplo…