Comunicações sim, aquecimento não

Isabel Gonçalves

Comments


  1. Se a proposta tivesse sido, por exemplo, “cortemos nas comunicações móveis o mais possível”, eu até teria achado que a sensatez existia nesse Agrupamento Vertical. Mas foi precisamente a falta dela que me levou a publicar este Comunicado!
    Quando é preciso cortar, corta-se sempre pelo lado mais fraco, mais indefeso!


  2. Deixe-me perguntar-lhe, o que fez para a escola melhorasse? Já se dirigiu àEscola ou à Associação de Pais para oferecer apoio, ou ajudar nas iniciativas?
    Já se fez sócia da Associação de Pais? Já confirmou se a Escola não fez já as reduções noutras áreas que necessitava?
    O que faz de positivo pela sociedade? Porque publica um documento que deveria ser reservado apenas aos enc. de educação da escola?


    • Caro snkabc,
      Para me fazer esse tipo de perguntas, muito provavelmente vive noutro planeta!
      Tentando responder por ordem às suas perguntas:
      Melhorias? Não é também para isso que serve o dinheiro dos impostos? Não é para contribuir para a melhoria das infra-estruturas da sociedade, em todas as suas vertentes?
      Porque haveria de dirigir-me à escola ou à associação de pais se este é um problema global, um problema humano, que deve dizer respeito a todos nós? Porquê compartimentar o problema? Para acrescentar mais confusão, mais divisão?
      Oferecer apoio e ajudar nas iniciativas? Se existe um Estado que supostamente deve olhar pelos seus cidadãos, porque carga de água se hão-de criar ajudas laterais, complementares? Para enriquecer o sistema e as sanguessugas que dele se alimentam? Para aliviar o Estado dos seus deveres, das suas obrigações?
      É a atitude de cada um, no dia a dia, pautada pelo respeito e pela compaixão, a melhor forma de contribuir para uma sociedade cem por cento egoísta! E você, meu caro, o que faz pela sociedade?
      Não sou mas já fui encarregada de educação! No entanto considero que os meus filhos são feitos da mesma massa dos filhos dos outros, não sendo em nada diferentes, sejam eles quem forem, conheça-os eu ou não! E a isto eu chamo solidariedade humana, respeito incondicional pela igualdade. E em que difere este documento de um qualquer Diário da República?
      Se calhar a si, caro snkabc, nunca lhe doeram os dedos ao tentar pegar num lápis, bem cedo de manhã, de tão enregelados que estavam. Se calhar, caro snkabc, a si nunca lhe doeram os pés, como se mordidos por um bicho qualquer, devido ao frio da geada que cobria a calçada a caminho da escola. Se calhar a si, caro snkabc, nunca lhe custou concentrar-se na sala de aula devido ao desconforto do frio que, entranhado nos ossos, entorpecia a mente.
      Estamos no século XXI, e se as condições das nossas crianças nas escolas não mudaram e continuam ao nível do início do século passado, e isto por causa da ganância e da ambição de uma meia dúzia de seres humanos vis e implacáveis nas suas magalomanias, então algo está visceralmente muito, muito mal.
      E se você, caro snkabc, não consegue aperceber-se disso, desça desse seu mundo extraterrestre e use a compaixão para ver com olhos de ver o que se passa à sua volta.
      Tem filhos? Se os tiver, sentir-se-á confortável com o desconforto deles? Quererá para si o que a eles lhe é negado? E se os não tiver, que direito lhe assiste de questionar os que os têm?
      Meu caro, menos luxos, menos corrupção, menos impérios financeiros, menos magnatas. Menos exageros com a imagem individual, menos adereços, menos tecnologia de ponta, menos carros topo de gama. Menos contas offshore, menos futilidades, menos superficialidade, menos mariquices! Mas mais compaixão, mais igualdade, mais respeito pelos nossos semelhantes, principalmente se forem crianças!

  3. José Serra says:

    Creio que esta escola é mais uma vítima da reabilitação do edificado com a climatização generalizada dos espaços ao abrigo do nosso progressista Sistema de Certificação Energética. Não é o primeiro caso nas reabilitações ao abrigo da Parque Escolar, com a implementação do referido regulamento, que não tem verba para pagar a climatização.
    Sobre isto veja-se o programa correspondente da bioesfera.
    Poder-se-ia racionalizar noutras despesas, mas provavelmente daria para aquecer apenas dois dias por semana.
    Poder-se-á poupar no material pedagógico, afinal, com gente menos instruída ainda podem ser implementados mais uns quantos decretos deste género que a malta papa tudo.


  4. Minha cara senhora,

    Não sendo encarregada de educação, não faço ideia como esse documento lhe chegou às mão e com que direito o publica.

    Não me conhece, e devo dizer-lhe que não tenho qq problema em tirar meças consigo sobre o que é contribuir para o bem estar da sociedade.
    Sabe, dizer mal do que está feito é muito simples. Faço parte da associação de pais desta escola, dedico muito do meu tempo à escola, aos alunos e a esta causa. Mas não denuncio apenas. Produzo ACÇÕES!!!
    Estou nas Associações de Pais há 8 anos, estou em 2 movimentos de solidariedade que ajudam os que necessitam com alimentos e dinheiro, utilizo muito do meu tempo e dinheiro para dar aos outros aquilo que a sociedade egoista de que faz parte não dá. Parece-me é que o seu planeta é outro, e a sua forma de ver as coisas é diferente. Eu não fico no sofá. Mexo-me, vou à luta!
    Sou encarregado de educação, sou pai, e estou preocupado, porque a minha filha vai ter uma sala de aula fria naquela escola nos próximos meses. Mas estou a fazer trabalho para que isso não aconteça!
    Em pequeno andava 1,5 km a pé para frequentar a escola primária, no tempo do sr Toninho de santa comba, e onde não havia aquecimento. E portanto falar de dedos enregelados e de pés frios, eu explico-lhe o que isso é. Terminei o secundário como estudante trabalhador. Fiz um curso superior à noite, porque tinha de trabalhar durante o dia para pagar as despesas da família. E por isso, tenho orgulho naquilo que sou. Produzo, pago impostos e não sou parasita da sociedade. É por isso que me considero parte do estado, porque o estado são 10 milhões de portugueses!
    Porque são estes 10 milhões que elegem e alimentam o grupo de energúmenos que nos governam! E a responsabilidade não é só de quem faz. é de quem não faz e deixa os outros fazerem.

    Deixe-me colocar-lhe um desafio: Tem algo para dar aos alunos da EB23 da Maia, incluindo a minha filha? Se tiver apareça por cá. Mas traga consigo algo CONSTRUTIVO! Pode ser nessa altura perceba o que eu e os meus colegas da Associação de Pais fazemos pela sociedade.

    Passe bem.

    P.S.
    Para que não pense que me escondo atráz de um qualquer pseudónimo, não sei porquê, mas o meu post apareceu assinado com um nome estranho… Chamo-me Mário.


    • Caro Mário,

      Não me admira que tome a minha exposição de forma pessoal. Afinal é o que toda a gente faz! Levam tudo a peito, acham que o “ataque” lhes é dirigido e sentem uma ânsia desenfreada de se defenderem e de se justificarem.

      Posso-lhe garantir, no entanto, que o intuito da minha exposição foi e é o de uma consciencialização o mais abrangente possível dos problemas, sérios e graves, com que se deparam os futuros homens e mulheres deste mundo. O meu alerta é geral pois estou convicta de que em todas as escolas existirão problemas deste género. O meu intuito é levar as pessoas a reflectir e a sopesar prioridades, não o de apontar especificamente o dedo a esta ou àquela escola. E porque se me queixaram, indignados, alguns pais de alunos dessa escola, dei-a como exemplo. Para que conste, essa foi também a minha escola!

      Parece-me porém que o caro Mário insiste numa luta particular. Está com certeza no seu direito, mas conforme já frisei, a minha preocupação é global. Para mim todos os seres deste planeta têm igual valor, e por conseguinte todas as crianças em todas as escolas.

      Já agora deixe-me dizer-lhe que aquilo que faço pelos outros é feito de tal maneira que jamais a mão esquerda se inteira do que direita estendeu! Não vivo de importâncias e louvores conferidos pelos outros e nunca senti necessidade de me vangloriar das minhas acções para obter o respeito dos outros ou para mostrar que sou boa cidadã.

      Concluindo, e apesar de toda a sua indignação,o problema persiste e continuamos sem saber porque é que o corte incidiu sobre o aquecimento e não, por exemplo, sobre as comunicações que, em relação àquele, me parecem secundárias. Como membro veterano da Associação de Pais quer ter a gentileza de nos esclarecer?

      • Mário C says:

        Cara Isabel,

        Nunca, em momento algum tomo a minha participação em acções de solidariedade ou nos movimentos associativos como objectivo para daí retirar glórias ou benefícios pessoais. Faço-o, como também imagino que o faça (pois só assim vale a pena), para que a minha consciência fique tranquila e orgulhosa… e isso como há-de compreender, é pessoal e de foro íntimo. Não é preciso publicidade.
        Confesso que hoje aprendi algo mais: na sua opinião existem veteranos nas Associações de Pais. Que termo “giro”!
        Sempre tinha pensado que o movimento associativo se fazia com pessoa preocupadas, maduras e orientadas para SOLUÇÕES e ACÇÕES. Sabe, o termo veterano soa a velho. E nós somos todos jovens e com ideias.
        Quanto ao problema e ao esclarecimento que pede, como também já deve ter deduzido pois pela forma como escreve , antes de Associação de pais divulgar o comunicado, manifestou à direcção da escola a indignação que sente sobre o assunto, e sugeriu diversas medidas.
        Continuo a questionar, qual o direito de tornar público um comunicado que deve ser reservado aos pais e EE da escola, e que da forma como é publicado apresenta aquela que também já foi a SUA escola, dá uma imagem da mesma como sendo algo de muito mau. O que não corresponde à verdade!

        Uma vez que até conhece bem a escola, volto a colocar-lhe o mesmo desafio: Tem algo para dar aos alunos da EB23 da Maia? Se tiver apareça por cá. Mas traga consigo algo CONSTRUTIVO!

        Permita-me concluir e fechar este assunto aqui. Denuncie o que quiser, terá todo o nosso apoio, mas tenha atenção à ideia que dá deste Agrupamento. Há muitas pessoas válidas aqui, que produzem muito trabalho em prol dos alunos e da comunidade escolar.
        Porque enquanto temos autarquias a suportar a infra estruturas do 1º Ciclo, e a Parque Escolar a investir milhões no Secundário, as EB23 continuam a ser “terra de ninguém”. E se calhar devia ir por aí…


  5. A ausência de aquecimento era para ser até ao fim do ano que passou, mas afinal os estudantes continuam a passar frio nas salas e nos balneários! E até aposto que ninguém deixou de fazer uma chamadazita que fosse!

    Pergunto portanto à Autarquia o seguinte: se, em vez de manterem acesas toda a noite as luzes do “Isqueiro” (http://olhares.uol.com.br/o-isqueiro-da-maia-foto479980.html) que apenas beneficiam ratos e fantasmas, as apagassem e dessem aquecimento às escolas? Não seria bem mais sensato? Gastar energia por gastar, ao menos que se gaste com um bom motivo!

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