Não, obrigado, não quero recibo

Não sou fiscal do Estado, nem este me paga para andar à cata de impostos alheios. Nem sou assim tão lorpa que vá voluntariamente pagar por um bem ou serviço mais 23% do que ele me custaria sem recibo. Não, não peço recibo. E mesmo que pague o mesmo, só peço recibo se tiver alguma vantagem nisso. Caso contrário, não, não peço recibo.
Se querem que eu peça recibo, aprendam a ser justos. Aprendam a governar. Caso contrário, não vou pedir recibos para ajudar a pagar os motoristas de 21 anos do Francisco José Viegas que recebem 1600 euros por mês; ou as 1097 nomeações de Passos Coelho; ou as trocas de boys e respectivas indemnizações; ou os Grupos de Trabalho criados pelo Relvas; ou os benefícios fiscais da Banca e das SGPS; ou os salários milionários dos Catrogas deste país; ou os inúteis Planos Nacionais de Barragens; ou os Subsídios de Férias e de Natal do Cavaco e dos demais reformados do Banco de Portugal. Ou para andarem a cortar apenas aos mais pobres
Não, enquanto não houver justiça e equidade fiscal em Portugal, não tenho qualquer motivo para pedir recibo.

Comments


  1. Peremptóriamente de acordo!


  2. Mas… não funcionará ao contrário? Se “eles” tiverem menos dinheiros dos impostos, não os aumentarão novamente aos mesmos?? Já sabemos que não abdicam das mordomias e dos “tachos”…


  3. Só peço recibo para a minha loja… mais nada.

  4. Eugénio Moura Inês says:

    Está tudo muito bem. A questão é a seguinte : quem paga os impostos que os outros não pagam ?

    Eugénio Moura Inês


  5. Exatamente, Eugénio. A resposta é óbvia: quem não pede o recibo ou a fatura está a ser cúmplice de uma fuga ao fisco, que prejudica todos os outros que pagam impostos, que vêem a sua contribuição para o bolo comum aumentar. Não pedir o recibo ou a fatura só beneficia os chicos espertos que fogem aos impostos e, com isso, prejudicam os que pagam.

    Por mais voltas que dêem à questão, por maias razões de queixa que tenham relativamente à forma como os nossos impostos são gastos (embora seja pura demagogia ignorar que os impostos também são gastos em muitas coisas de que beneficiamos todos os dias), por mais voltas que dêem, a questão resume-se sempre a isto: quem foge ao fisco ou é cúmplice da fuga ao fisco está a contribuir para tornar o sistema e o país mais injusto.

    Daí que este artigo do Ricardo Santos Pinto seja muito infeliz. É por causa de posições destas que somos a maior vergonha da Europa neste domínio.

    Há dois anos escrevi este texto, na esperança de conseguir mudar um pouco esta mentalidade que tão mal faz ao país:

    http://anossaterrinha.blogspot.com/2010/06/economia-paralela-melhor-arma-esta-nas.html

    Espero que seja útil.

    Joana Ortigão

  6. Konigvs says:

    Os exemplos vêm de cima. Numa empresa não é a empregada doméstica que tem de ser a pessoa mais profissional e cumpridora. O primeiro a dar o exemplo tem de ser dado pelo chefe.

    O nosso Estado não é pessoa de boa fé. Anda sempre a ver como pode fuder os trabalhadores, quem estiver mais à mão para roubar. Não há qualquer justiça, a própria União Europeia já disse – GRANDE NOVIDADE!!! – que Portugal é o país onde a austeridade está menos dividida.

    Nunca fugi aos impostos porque não posso, sempre fui trabalhador por conta de outrem. Agora querem que sejamos fiscais? Que paguem!!
    Querem que recicle? Paguem senão vai tudo para o saco preto. Já estou a pagar um imposto para fazer lixo e já faço muito – porque a minha consciência ecológica me impede – em meter as pilhas no pilhão.

    Democracia de merda.


  7. Joana Ortigão


  8. Joana Ortigão:Parabens pelo A minha Térrinha:Fiz um comentário


  9. Joana:Parabens pelos seus comentarios,esta muito bem informada sobre comboios.Tenho aprendido muita coisa,pois eu sou muito fraquinho no computador,nem consigo entrar nos seus comentarios.Não sei se gosta dos meus comentarios sobre o TGV.Sou de opinião que a linha de Evora a Marvão,já devia ter sido iletrificada,para os mercadorias de Sines e .SetubalSetubal,

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