Caiu do céu…

Aos trambolhões.

Depois do tsunami docente que inundou as ruas da capital vezes sem conta, houve pela blogosfera quem procurasse tornar o mundo bi! De um lado, os bons. Do outro, os maus! De um lado, os puros, os que não se vendem. Do outro os sindicalistas, os sindicatos e em especial a FENPROF.

O Umbigo (Paulo Guinote) e o Profblog (Ramiro Marques) são disso o melhor exemplo com um anti-sindicalismo quase primário que tira, quase sempre, algum rigor na análise.

Subscrevo muitas das opiniões sobre os erros do movimento sindical e, em particular, da “minha FENPROF”, mas a militância com que batem em tudo o que mexe, desde que venha da FENPROF, até chateia.

No caso em apreço não deixa de ser extraordinário a forma como ignoram (por aqui também, nada!) um elemento central: foi a pressão da FENPROF que levou a esta conclusão!

Tal como são os primeiros a atirar pedras, talvez ficasse bem, de quando em vez, tirar os óculos, escuros ou laranja ou…

Comments

  1. MAGRIÇO says:

    É uma lei universal: os fundamentalistas, tal como as alimárias que usam palas laterais, só vêem numa direcção.

  2. Dora says:

    Num blog defende-se o individualismo liberal versus um colectivo de luta.

    Tudo o que seja organização, colectivo, é mal visto porque ortodoxo e ideológico. E as elites esclarecidas não estão para isso. Além disso dá trabalho e os resultados não são na hora.

    Defende-se, antes, o murro na mesa. Cada um dá o seu murro. A mesa pode ser colectiva, obviamente. Aí os resultados são óbvios. A mesa pode rachar ou partir e a vitória é certa.

    Parte-se do princípio que, por haver dirigentes sindicais que não se encontram a leccionar, não há noção do que se passa nas escolas. Uma maneira liberal e individual de ir acabando com qualquer organização sindical.

    Noutro blog, defende-se a supressão de sindicatos. Tout court! É um bocado mais primário, mas não se anda em devaneios retórico-intelectuais sobre o tema.

  3. marai celeste ramos says:

    quem não usa lenço cospe em cima de algo – no meio da rua – não importa como – e lenço já não se usa

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