Tu vens
eu acredito que vens
neste céu de cabelos soltos
e seios ao vento
nesta fome de corpo e pensamento.
Tu vens
eu sei que vens
é hora de vires
nesta vespertina voragem de felicidade
neste céu da cor da angústia.
Tu vens
construir a Primavera
em teu vestido branco de espuma
dominar meu indómito cabelo
com jogos simples dos teus dedos.
Eu quero acreditar que tu vens
pegar docemente nas minhas mãos cegas
e delas fazer uma flor de acácia
com que amacias os lábios
e abres o cofre dos teus seios de fogo.
Tu vens
eu sei
por isso sou feliz no meu silêncio.







já cá estou. 🙂
(como se pintura e palavras, mais do que união, se fundissem. belíssimo.)
É um consolo ver e ler coisas diferentes de pessoas diferentes que coservam beleza dentro de si e não esmorecem
Desarmante, belíssimo, que bom parar um pouco, alhear-nos da envolvente e reduzir o mundo em breves instantes à magia de palavras como estas