O drama do desemprego tratado nos jornais

O gráfico resume com límpida clareza o drama do desemprego em Portugal:

desemprego1

Fonte: Jornal ‘Público’

Os dados foram divulgados pelo INE, aqui, e objecto de notícias na imprensa em geral, como, por exemplo, o ‘i’, o ‘Jornal de Notícias’, o ‘Diário de Notícias’ e o ‘Expresso’. Os noticiários televisivos e da rádio também destacaram os dramáticos valores avançados pelo INE.

Cingindo-me aos títulos dos jornais ‘on line’, destaco dois exemplos opostos:

‘Jornal de Notícias’:

Portugueses desistem de procurar emprego

‘Diário de Notícias’:

Número de pessoas sem emprego já ultrapassa um milhão

O título de qualquer notícia, segundo as regras jornalísticas, deve sintetizar com  objectividade e rigor o tema nuclear do conteúdo noticiado, sem deturpações. Do titulado pelo ‘Jornal de Notícias’, depreende-se que “portugueses desistem de procurar emprego’ e pronto!, o desemprego disparou. Coloca o ónus no lado da procura. Por sua vez, o ‘Diário de Notícias’ enfatizou a falta de oferta, i.e, há mais de um milhão de cidadãos que não encontram trabalho, acrescentando à taxa de 14% e 770.000 pessoas nessas circunstâncias em Dezembro de 2011 mais 286.000 de inactivos desencorajados por continuado insucesso junto da oferta de trabalho.

A adicionar ao drama, que Miguel Relvas diz ser preocupante para o governo (?), este género de divergências de significância induzida na notícia não é mero preciosismo e merece reparos; tanto mais que os dois jornais estão integrados no mesmo grupo de comunicação social, Controlinveste.

Pode, pois, especular-se acerca dos motivos que conduziram a títulos tão diversos do mesmo facto: diferentes sensibilidades dos jornalistas-redactores, critérios e regras divergentes de política redactorial de cada jornal ou outros, de orientação política, que também não constituiriam novidade.

O facto é que o tema é demasiado sério para se escrever ligeira e levianamente sobre um fenómeno social dramático e que, em crescendo, já está atingir cerca de 10% da população total portuguesa. Haja rigor!

Comments

  1. Ivo da Silva says:

    É favor não confundir ” Jornais ” com ” Pasquins “. O ” Jornal de noticias ” é um pasquim e, só nessa qualidade poderia dar noticias na forma em que a deu.


  2. Agente aqui tá solidária com o teu desemprego, estamos em greve geral vai pra três meses.
    Mas agente nã precebe comé cu jornal exprime a tal coisa
    Agente é ingnorant debe ser por isse cagente nã arranja emprego..

    e tu kamarada tás adesempregado porquê?
    olha dá baixa da net que se poupa um porradão ….
    se quiseres eu enviu-te um curricu lu vi tinhu de graça…pronto 20 cêntimos

  3. marai celeste ramos says:

    Se depois detse panorama de aumento de desempregados e em famílias inteiras em que do casal nem um só membro tem e tem avó, pai e mãe e 4 filhos como ouvi ontem, eu nem sou capaz de imaginar a verdaeira “desgraça e desalento” pois que sabemos, pelo menos o caso de França 2011, em que tantos (11 creio) se suicidaram só por muitos deverem ir trabalhar para ourro local longe de tudo e todo o seu ambiente familiar e de amigos e de hábitos, peças de tabuleiros de xadrez que até isso se quer fazer AQUI, mandando pessoas para o interior para o “povoar” – Isto é mais do que sinistro, depois de tantos terem sido obrigados a emigrar e partir-se a família (deus-pátriai-família tão de novo apregoada a sua importâcia), e tantos que se deslocaram para o litoral ou algures, eu não posso imaginar o sofrimento porque, de sofrimentos, só posso saber e falar do meu – Faz-me pensar que no tempo de antes 25a, havia pobreza e mesmo fome, mas ao menos ficava-se onde se nascia e vivia (e havia ar puro e água dos rios limpa e horta e gado) e emigrava-se para o Brasil e Europa (aquelas emigrações “a salto” para Espanha e França dos anos 60 e mais tarde a emigração dos “novos pobres do cavaquismo da dácada de 80) – Mas agora, que até há mais velhos pois que entretanto se ganharam anos de vida após os anos 60, certamente que haverá muitos que nem sequer podem por qualquer razão (talvez os jovens e mais letrados) de idade e iliteracia. ou dimensão familiar e com filhos pequenos (e que tantos querem ter conta tantos que os não querem porque são LETRADOS demais), o que farão à sua vida ? E veem xatiar-me com o brasilês e ir para Angola? MAs que “pessoas2 (serão pessoas ??) govermam o meu país?? E acresce certamente muitos dramas em termos de alteração do regime de rendasda habitação, muito embora Helena Roseta tenha dito, ontem que ??? que o quê ?? não sei, já que tanto senhorios como inquilinos, em reportagem recente na TV, mencionaram problemas em que eu nunca me lembrei de pensar e, ainda, as habitações impróprias de se viver dentro e que são milhares, nesta e noutras cidades que estão pôdres e a cair mas pensa-se em mais IP e destrõi-se o vale do TUA que tanto rendimento pode dar à régião, e está propsta a construção de 100 barragens, Não somos a Grécia, ou estamos ainda pior ?? e porque razão Portugal é da UE o pais que mais ansiolíticos consome,por quem ainda os paga, já que há velhos que ou comem ou tratam de doenças até normais para a sua idade, e há velhos em habitação que se lembraram de morrer “sem avisar” e que nem os vizinhos encontraram ?? quantos ainda encontram mas apenas em meio urbano, locais de caridade que fornecem uma “sopa” – são os que se noticia na TV mas os que ninguém vê e onde estarão, os tais “pobres envergonhados” ? E há “tranches” para os bancos e público-privadas e anda ali na Tv o sr do “BIC” a pavonear-se ?? E continua-se a dar subsídio de férias e natal aos parlamentares e outros que recebe mas não conta além de cartões doirados – e o que se passa com os parlamentares portugueses de Bruxelas, o que fazem se são o único organismo que pode falar e agir em nome dos cidadãos portugueses (e os sacrifios (que raio de palavra) são repartidos por TODOS ?? E porque insistem militares em seu favor parecendo divorciar-se de tudo e quererem o “seu” e nada mais – Paulo Rangel mesmo agora (05.30H de RTP2-repetição) diz nem sei o quê sobre os militares, o raio que o parta pois que nem pode de facto dizer nada e guardar o que “adquiriu” enquanto dura, E aumentam os homeless – e fecharam-se embaixadas e escolas e centros de saúde ? Mas o que é que vem de facto do “antes”, e que se piora em vez de corrigir e após aquelas eleições de que nunca se perderá a memória e não inspiravam mudança ao menos para um bocadinho melhor para amioria e não apenas para os partidários ?? Mas terá a UE noção do que quer que seja que aqui se passa a não ser dizer-confirmar que “não somos a grécia” ?? eu vivo para dar o meu dinheiro limitado a TUDO isto ?? E alguém na TV pode ganhar o que ganha e calar ? E terá Medina Carreira a razão toda e nem sei porquê já estou cansada de o ouvir, mesmo que saiba que não percisa nem de fingir quanto mais de aldrabar ? E ñem sequer chove, para que os animais tenham pastos e também não morram e os seus donos possam, afinal, viver e tratar de parte do nosso alimento físico – pois tudo ainda agora começou e desvela como o futuro, pelo menos próximo, não sorri

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