Acordo Ortográfico: o primado da escrita

Nunca me deu para endeusar pessoas ou ter ídolos, mas nunca deixei de admirar aqueles que exercem uma actividade com competência comprovada. Ainda hoje, considero um privilégio poder ler ou ouvir quem sabe e sempre por duas razões profundamente egoístas: prazer e enriquecimento.

Apesar da minha tendência para a Literatura, a reflexão que me tenho sentido obrigado a fazer a propósito do Acordo Ortográfico fez-me regressar a leituras no âmbito da Linguística, o que me levou a descobrir, graças, também, ao milagre da Internet, estudiosos como Francisco Miguel Valada e António Emiliano.

Há poucos dias, tive oportunidade de aconselhar a leitura de um texto deste último. Volto, agora, a fazê-lo: nesta nota, António Emiliano contraria a ideia de que escrita é uma mera maquilhagem. Existe uma outra versão mais desenvolvida dessa mesma nota aqui.

Ler o que escreve António Emiliano dá trabalho? Dá, mas não há outra maneira de aprender. Na verdade, julgo que há, até, poucos prazeres que não dêem trabalho. Quem quiser criticar ou elogiar o AO deve, portanto, trabalhar muito.

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  1. […] José Viegas é político. O primeiro está habituado a fazer perguntas, porque isso faz parte da sua actividade. O segundo está habituado a não responder a perguntas ou a explicar que o que disse não foi bem […]

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