O labirinto tem que ter uma porta uma saída um caminho que não encontro.
Sei que sou buraco de mim mesmo mas não é por aí que eu quero sair.
Meu sonho é ser um pássaro voar na proporção do amor sem medo nas penas…
Meu pesadelo é ser um homem à medida do vento arrastando a vida.
Há pessoas que têm dentro de si uma eterna paisagem uma manhã de luz uma tarde de azul.
Ainda que as nuvens se eternizem entre elas e os passos brilham as estrelas.
Eu sou apenas caminho andado sou fim de tempo resto de palavras e gestos perdidos na eternidade de um dilema.
Já não giram os turvos olhos mortos nem os lábios descarnados suspiram.
Já o coração não treme e a alma desliza pela neve fria.
Foi-se embora o cheiro a alfazema.
Entre o silêncio das árvores e o rugido do mar há-de haver um verso para acabar o poema







🙂