Basta sorrir!

Somos os mais tristes da Europa. Garantido por estudos, estatísticas, trabalhos de sociólogos, psicólogos, psicossociológos e mais uma horda de académicos europeus, dedicados teóricos dessas coisas, da alegria e da tristeza dos povos.

Internamente, e com antecipado perdão de citar apenas ínfima parte dos especialistas, a tese é compartilhada pelo Valente e o Maltez, pela Mónica e a Alexandra, pelo Barreto e o Freire, e outros, muitos outros, gente prócere em saberes, todos escritores, comentadores e, sobretudo,  estudiosos com eloquentes dissertações.

Amaldiçoado País este, geneticamente triste e que, nesta tormentosa crise, vê crescer o sortilégio de maiores desgraças. Para esbater a opacidade das nossas vidas, faltam os Santanas, os Silvas, os Salvadores, os Vianas, as Ivones e as Beatrizes a exorcizar angústias e mágoas, em ‘Teatro da Revista’. Hoje, temos bobos a mais e talentos a menos para a confecção da lusa comédia.

Era de adversidades. Tempo escasso de recursos, até os mais simples de combate à tristeza; mas, a despeito da fatal desdita,  de volta e meia, necessitamos de rir, ou pelo menos sorrir. À falta de melhor, e porque é fim-de-semana, tente não rir, porque sorrir basta:

Comments

  1. marai celeste ramos says:

    E mais vale um sorriso triste do que não ter sorriso nenhum

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