Alfredo Marceneiro, a minha freguesia

Ao contingente ministro Relvas; a todos a quem  o desfile de Sábado, em Lisboa, das freguesias de Portugal provocou perturbações neurológicas, gastrointestinais e demais patologias causadoras de insónia e de males anatómicos e fisiológicos relacionados com o sexo; aos que odeiam o fado lisboeta, por ser lisboeta; aos que se espumaram de raiva quando viram e ouviram tambores e adufes, bandas e cantares do Portugal popular e rural desfilando nas ruas alfacinhas; a todos esses, e ainda àqueles que teimam em não entender que só na capital é possível aglutinar o protesto de dezenas de milhares de habitantes de  freguesias do País inteiro, dedico, com fausto e júbilo, este fado do “Tio Alfredo”:

(Para esclarecimento geral, diga-se que o “Tio Alfredo” foi operário da CUF, com a profissão de marceneiro)

Comments


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  2. maria celeste ramos says:

    Que beleza até inesperada, que foi o desfile dos habitantes das freguesias de Portugal
    Os que sabem e criaram o que são e têm, os que conservaram os que herdaram de seus antecessores – os que guardam a cultura e tradição – a cidade não nasceu antes da Freguesia além de que cidade tem outra orgânica e função e evolução – como se pode acabar com o núcleo de uma célula germinativa de um aspecto cultural diferenciado – não sei dizer melhor – até Arrife lá estava e dei por isso, já que adorei Arrife (e at
    e tenhop uma belíissima monografia escrita pelo padre da paróqui que é um erudito) que se instalou nas “dunas” de Viana do Castelo – um areal apenas – Mas ontem o fogo destruíu Arões, uma belíssima aldeia que um emigrante que enriquecer algures, deu tanto para conservar a memória da aldeia onde nasceu e se preocupou em escrever em pedra o nome de todos os que dela emigraram par todo os continentes – esta ternura e generosidade dos homens – tal qual aqui não é – neste tempo de autismo assustador – e quem conhece Trebiladouro com sacas de ganito para homens e animais e chafariz de grande cabeça de arte e água cristalina ?? – cidades com “continentes” ?? cheios de agroquímicos ?? Também o fogo matou miilhares de galináceos criados em regime industrial perden-se tudo incluindo 1 milhão de ovos de produção diária ? se calhar os ovos não prestam mas afimam que são de “galinhas” do campo – como os porcos – ai ai – estes “continentes” e “Pães de Açucar” que deram cabo de tudo

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