Ou antes, só alguns é que vão poder escolher a escola dos filhos.
Se uma escola tiver 100 vagas e houver 200 candidatos, metade dos pais não escolhe, certo? Será que posso formular uma pergunta: quem vão ser os 100 que vão ficar de fora? Pois, acertou! É a Democracia da Cratinice em pleno!
Agora imagine que as notas dos alunos são consideradas para a avaliação dos Directores (imagine, porque é verdade!), que alunos o Director vai querer escolher? Os melhores, os que lhe garantem mais resultados. Assim, vamos ter na escola A os melhores e na escola B apenas as sobras… Viva o 24 de Abril da Escola Portuguesa – já sei que o Paulo vai achar esta referência histórica um exagero, mas será que não está clara a matriz do pensamento da Cratinice?






Que susto, quando li “Cratinice” e ainda por cima repetido. A maiúscula trouxe-me à razão…
Mas, já agora, antes do 25 de Abril a descriminação era mais económica do que qualitativa, o que significa que um jovem sem posses mas com capacidade era preterido pelo seu simétrico. Mas não sei qual dos dois casos é mais iníquo.
Vai dar ao mesmo, se pensar nisso.
Mais uma razão para não ter filhos, como se ainda fosse preciso.
#2 Não há nada como ler até ao fim ehehhe Mas reconheço o erro… com justa causa 🙂 Quanto a escolher o pior de dois (maus) mundos… Escolho outra via… Porque é possível outra via, mas esta gente está a preparar o caminho para a privatização da Educação que vai entrar aí em força.
#3 – Pois…
#3 Não ter filhos (apesar do esforço económico que isso representa) parece-me demasiado radical :).
#4 O erro foi meu, não percebi logo a ironia do trocadilho.
Já agora, no caso exposto, se a escola selecionasse os alunos com piores notas (só mesmo um energúmeno é que o faria), seria justo? Além de não estarmos a premiar o mérito, que outros “benefícios” é que esta medida traria para a sociedade?
Há dois clientes que chegam a uma loja para comprar uma camisa preta – só existe uma camisa preta. A quem é que o gerente da loja venderá a camisa? – ao que der mais por ela, ao melhor cliente, etc. Mas é injusto, já que o outro também deveria poder comprar aquela camisa. Oh que grande chatice.
Vamos imaginar que há dois professores a concorrerem a uma vaga numa escola. Quem é que deveria ser o escolhido? Acertou, o melhor (apesar de, como sabemos, nem sempre ser assim). Mas o outro deveria ter os mesmos direitos…
Há uma vaga numa empresa e existem duas pessoas a concorrer. Quem é que o empresário vai escolher? Possivelmente o melhor. Mas o outro deveria ter as mesmas oportunidades…
Chega a ser estranho pensar nesta situação para vocês que vivem em Portugal, já que aqui no Brasil isto é normal – escolher a escola que quiser para o seu filho frequentar.
Espero que a adaptação aí seja boa e venha para melhor.
#6 JPinto, obrigado pelo comentário e começo por fazer a pergunta ao contrário: e isso está certo? Isto é, numa sociedade de pessoas e para as pessoas, o que refere está correcto? A sua proposta é:
– o que existe na sociedade tem que existir na escola, isto é, a escola reproduz a sociedade.
Eu estou noutra:
– a escola é motor de mudança da sociedade, ou seja, é na escola que nasce a mudança social.
São duas visões diferentes. Para si, a escola escolhe os melhores, com 6 anos, os melhores são os que têm mais dinheiro, porque não há outra forma de os escolher – ou estará o JPinto a pensar que o colégio x ou y, escolher muitos meninos ciganos…
Consegue com 6 anos fazer essa distinção? Melhor e pior?
E acreditando no seu modelo: a escola será melhor? Como? Na Escola A todos os bons alunos, filhos das classes sociais mais favorecidas, tudo muito direitinho. E na outra como será? O que vai sair de lá? A si, como cidadão, isso não o perturba? Vai depois pagar sistema prisional porque há excesso de marginais?
Não sei se está a ver a minha questão – é que eu coloco tudo ao contrário do que o JPinto coloca e não vejo razão para mudar – será que me consegue apresentar mais um ou outro argumento?
Obrigado,
JP
#7 Do Brasil? Estamos a ser lidos longe… Vantagens do Português que nos une 🙂 Obrigado… A sua observação faz-me lembrar que estamos a falar da globalização dos problemas eheheh
JP