
O presidente da ARSLVT, Luís Cunha Ribeiro, declarou em audição parlamentar:
O edifício da MAC não tem as condições a que as nossas grávidas têm direito.
Revelou ainda uma despesa de um milhão de euros para reparar o telhado e canalizações da maternidade. A seguir utilizou argumentos reveladores de falta de bom senso – ou de vergonha? – de quem é responsável supremo da gestão de unidades e actividades na Área Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Teve, por exemplo, as seguintes tiradas:
[…] o Hospital de Santa Maria perdeu partos, por causa da abertura do Hospital de Loures…
ou estoutra:
[…] a MAC faz cerca de cinco mil partos e o previsto para o Hospital de Todos os Santos são três mil. “Se hoje fazem 5400 partos, é possível irem todos as equipas para o futuro Hospital de Todos os Santos? Não me parece.”
Paremos aqui, porque o conjunto de topetes e incoerências já é suficiente.
Quanto à idade e necessidade de obras do edifício da MAC, é um fenómeno natural. Apresento ao Sr. Luís Ribeiro imagens de dois antigos hospitais londrinos, o Royal Marsden Hospital e o Royal Brompton Hospital, ambos situados no bairro de Chelsea, em edifícios, pelo menos, tão antigos como a MAC. O primeiro, especializado em oncologia, é das unidades de saúde mais prestigiadas e eficazes no mundo no tratamento do cancro; o segundo, dedicado a especialidades de coração e pulmões, é igualmente uma unidade internacionalmente reputada, e conceituada no NHS britânico.
Quanto à tese das redundâncias de serviços materno-infantis em Lisboa, é de um atrevimento inqualificável querer fazer crer à opinião pública que a redundância foi causada pelas unidades antes existentes. Para fechar a conversa, oponho às falácias e ligeireza de ideias do Sr. Luís Ribeiro uma frase de Bertrand Russel:
Quando se diz às pessoas que a felicidade é uma questão simples, querem-nos sempre mal.
E por aqui me fico.






os governantes andam a “parir” aberrações