Submarino Portugal

O episódio dos submarinos confirma a regra da impunidade portuguesa. A única coisa que o distingue de quanto coloca na berlinda essa espécie de político socialista no seu espavento burlão escondendo a grande saga de enriquecer o mais possível e o mais rapidamente possível, avidez recordista, arrivismo desastroso, é o facto de, por si só, o Caso Submarinos não acarretar a falência e o empobrecimento compulsório do Estado Português com a agravada e implacável desgraça dos mais pobres e vulneráveis dos portugueses. Não se ataca um caso. Não se atacam os demais. PSD/PS/CDS-PP unem-se nesta piromania corrupta que corrói o pecante projecto português de democracia e está na base do colapso de Nações, pense-se na bancarrota argentina e será suficiente compreender os antecedentes da nossa não muito diferente nem muito distante Tragédia. E tudo se anula na compita entre os vários episódios burlescos um após outro: Submarinos vs. Freeport + Cova da Beira + Independente + Face Oculta. É muito fácil dizer-se que todos os partidos, sem excepção, são cúmplices da falência executiva e moral do sistema de Justiça, se isso servir para escamotear o papel derradeiro e determinado do Partido Socratizado em anular-lhe qualquer vislumbre de eficácia e independência, comprometendo profundamente a paz social e a dignidade individual, quando a coisa tangia José Sócrates. Com que é que ficámos? O nosso Estado de Direito não o é. Com impunidade e descriminalização de políticos sem escrúpulos, como ele, ainda o é menos. De nada nos servirá não temer polícias nem juízes, mas assistirmos ao sorriso airoso de políticos que nos condenam e ainda ficam postos em sossego a ver de fora e de longe, pode ser Paris, o trajecto degradante da nossa desgraça, bomba-relógio que armadilharam para nós. Tal representa o fim da democracia e o começo de ainda maiores calamidades.

Comments

  1. Vá, não é somente o caso Submarinos vs. a corrupção socrática. Adicione, sff, no lado esquerdo do “versus”, portucale, sobreiros, bpn, citygroup, aquele sistema de intercomunicação entre segurança e protecção civil (não me recordo da sigla), lusoponte, etc. A bem da honestidade.

  2. palavrossavrvs says:

    #1
    Coloco com todo o desgosto. Ainda assim não chega para a brincadeira com o fogo que é falir um Estado.

  3. patriotaeliberal says:

    Ó, ó, valha-nos Deus!

    Outra vez o Sócrates e Paris?

    Não há necessidade…querem ver que esta fixação ainda vai ser o princípio de uma bela amizade?

    LOL

  4. palavrossavrvs says:

    #3
    Onde outros calam e o País tolera, eu escrevo e insisto. Tão simples como isto.

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