Vive la Farce et le Farceur!

Como Berlusconi, em Itália, e Sócrates, em Portugal, cada qual no seu papel desastroso, Sarkozy tornou-se gradualmente odioso e desconfortável à crítica política interna e externa, apenas pela lógica que cultivou da sua inevitabilidade, coisa inoculada na opinião pública local, pela demasiada e perversa afeição ao Poder, pelo jogo sujo da batalha política e pela demarcação do Estado Francês, através de comparações oportunistas, de Espanha, Portugal, Itália, tudo para capitalizar dividendos eleitorais a par da tentativa de colagem a Merkel com o cuspo da lisonja. É como se a encalacrada republique française não tivesse senão que acomodar o neo-bonapartismo sarkozyano e dar-se por muito bem zelada e servida. Acontece que, ao contrário do tarado Berlusconi e do larápio Sócrates, Sarkozy é manifestamente mais competente e mais patriota. E, na verdade, não há mais ninguém que valha aos franceses e sinalize ao exterior o que urge sinalizar. Farsa por farsa, é preferível escolher uma apesar de tudo um tudo nada virtuosa.

Comments

  1. patriotaeliberal says:

    LOL……e mais LOL….

    “farsa por farsa”, fiquemos, pois pela farsa.

  2. patriotaeliberal says:

    É uma questão de optar pelas farsas….

    Obrigada por me ter feito soltar 1 gargalhada. A sério.

    Bom domingo.

  3. Eduardo Silva says:

    A falta de graça disto tudo, é que a França com com a esquerda ou com a direita, será sempre rica, e Portugal com a direita ou com a esquerda será sempre pobre…

  4. maria celeste ramos says:

    Só é preciso pensar um bocadinho de onde vem a riqueza de frança – não esquecer as deslocalizações de tudo o que aqui estava enquanto interessou a “china-portuguesa” deslocado em 2008 para a xina-chinesa e o descalabro das falências verdadeira e falsas aqui – até as indústria mesmo portuguesas pelo menos de origem sofreram – com subamarios e tudo quando até o Alfeite era estaleiro que fabricou o Crioula que ainda navega, essa obra de arte da engenharia naval portuguesa ?? ai a memória de grilo dos portugueses que nem do passadop se serve para ir para o futuro – só desfazem tudo

  5. Eduardo Silva says:

    Com o devido respeito ao comentário anterior, penso que tudo isto da “riqueza-pobreza”, deve sempre ser analisado numa perspetiva histórica, ou seja existe uma espécie de hereditariedade no percurso dos povos, que só a passagem de muitas décadas ou séculos podem alterar. E aqui entra o esforço de cada um, o nosso caso até não é lá grande exemplo. Vejam a Africa, já passam mais de 50 anos desde o princípio da descolonização, e está tudo na mesma, pouco melhor e até bem pior.


  6. Pois é, caro Eduardo Silva, está tudo na mesma, e eu pergunto-me de quem é realmente a culpa!

    Em primeiro lugar temos o vergonhoso abandono das colónias sem se ter preparado o povo que se explorou para a sua autonomia, sem lhe ter sido dada educação e prestada ajuda na preparação infra-estrutural. Em segundo lugar temos os EU e outros países, incluído o nosso, a “meter o bedelho” nesses países ex-colonizados, usando o seu habitual “abutrismo” financeiro para se aproveitarem desse estado de ignorância e impreparação e obterem benefícios quer explorando os seus recursos naturais quer alimentado os conflitos armados, a guerrilha.

    Como haveriam pois de melhorar esses países?

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