O próximo episódio da guerra da Fontaínha

A implosão será, mais tarde ou mais cedo, o caminho a seguir por quem demoliu um bairro social para abrir a paisagem à classe. Se a escola da Fontaínha não é minha, implode-se, pensa um pobre complexado que chegou a autarca por mera falta de comparência do adversário. E cantará vitória, como se os nossos libertários não estivessem ali a demonstrar que estão vivos, valendo isto um poema à nossa memória e espero que ao nosso futuro.

O problema de Rui Rio é dentro da sua arrogância ainda não ter percebido que não vai substituir Passos Coelho, por mais fascista que se imite; os tempos são outros e os governos de salvação nacional são agora sempre conduzidos por um um homem da Goldmam Sachs.

Ficará para a histórinha como um tolinho das corridas de automóveis, do posso, quero e mando. Ao pé dele Luís Filipe Menezes parece um génio da política. É obra.

Comments


  1. Os gajos que moram aí, são o privilégio de escrever nesta casa. Somos rapidamente corrigidos. Muito obrigado.

  2. carlaromualdo says:

    e do Rivoli, ainda se lembram? http://videos.sapo.pt/1N8WvDKzbBbVvjNYwNVC

    Mas ontem, na Fontinha, foi um lindo 25 de Abril e para a semana vem o 1º de Maio

  3. Eduardo Silva says:

    Anda por aqui muita gente a sonhar alto! Já agora se não fôr muita indiscrição onde é que o Sr. Cardoso mora? Mais ou menos…

  4. José Luís Graça says:

    O Meneses não é tão impulsivo como o Rio, mas em demagogia e populismo não lhe fica atrás.

  5. Eduardo Silva says:

    Pergunte às pessoas honestas que moravam e moram no “bairro social”, se não ficaram satisfeitas com a sua saída do “bairro social”.
    Estes blogs estão a tornar-se num muro de lamentações de quem muito escreve sem nada conhecer!


  6. Estes rioíustas estão a transformar-se no fim da linha. O homem vai para o Conselho de Estado, descansem, e na pior das hipóteses tem o exílio assegurado num electrodoméstico qualquer em Gondomar.

  7. Eduardo Silva says:

    Já percebi tudo! Desisto… No caso do Aleixo, só é pena que por exemplo, o carro de trabalho do Sr. Cardoso não tenha sido roubado meia dúzia de vezes por consumidores de droga que a iam comprar ao “bairro social”, que os seus filhos tivessem crescido com o trauma de viverem perto do inimigo, REPITO INIMIGO, OU QUER QUE LHE EXPLIQUE, que a insegurança fosse permanente, ou não lê jornais e não vê televisão. Para que conste, não falei em pobres, nem em Rio, nem em Gondomar, mas sim em Justiça. Só que muita boa gente continua agarrada a esquerdas/direitas, e depois vêm para aqui choramingar, mas na pratica se calhar são como os outros. rioíustas (?)…..não tirem à vossa democracia a justiça e a legalidade.


  8. Ó Silva, nunca ninguém me roubou carro algum, sou um orgulhoso utente dos transportes públicos.
    Se você acha que um toxicodependente é o inimigo, trate-se. Vá ao médico. E faça-me o favor de não voltar a berrar nos comentários a um artigo meu. Além de não ser surdo tenho pouca pachorra para histéricos em fase terminal. Pague lá as taxas moderadoras, quem sabe que o medique, hoje em dia há medicamentos para quase tudo.


  9. O mediatismo da Escola da Fontinha está a levar a que muita gente que não faz a mínima ideia do que se passa no Porto fale como se fosse tripeiro desde pequenino.

    Se acha que o problema do Aleixo era a paisagem da classe está completamente fora.

    Mal foram construidas estas torres, os elevadores rapidamente se avariaram por vandalismo e ninguém lá subia sem autorização dos gangs locais, que operam redes de droga. Quando faziam lá rusgas, era encontrado armamento de guerra. A situação era absolutamente incontrolável, e propagou uma onda de criminalidade superior a qualquer outro bairro social (até porque a grande maioria dos bairros sociais do Porto são muito pacíficos).

    Acabar com este bairro social e realojar todos os moradores é uma inevitabilidade que começou a ser posta na mesa já antes de Rui Rio ser presidente. O facto dos terrenos serem valiosos, em nada justifica a manutenção deste bairro. Quaisquer negociatas com os terrenos do aleixo devem ser avaliadas independentemente da demolição do bairro, que é todo um outro assunto.


  10. Numa coisa tem razão: não sou do Porto (embora portista), e prefiro a chanfana às tripas. Mas deixei bem hiperligado o caso do Bairro do Aleixo: experimente ir discutir o assunto com a arquitecta portuense Gui Felgas
    http://oblogouavida.blogspot.pt/2009/11/bairro-social-vs-habitacao-social.html
    e se sobreviver, depois conversamos sobre pobres. Essa parte da conversa, a mais importante e que não tem cidades, pode começar nos elevadores, se calhar passa muito mais pela imbecilidade urbana de achar que os bairros sociais têm de separar condomínios privados de gente normal, e até tenho mais umas ideias sobre o assunto.
    Força, coragem, vá lá discutir com quem afirma claramente que umas certas torres estragavam a vista aos donos da cidade.

  11. Eduardo Silva says:

    Sr. Cardoso eu ia desistir… mas vou enunciar as nossas diferenças. Quando eu disse (já percebi tudo) sabia perfeitamente que era portista…futebol, pois foi aqui que tudo começou, quando o Rui Rio mexeu nas jogatanas do presidente anterior, com o dito …futebol, e isto para um povo de fanáticos foi o abrir da eterna guerra.
    Só me faltava um fundamentalista, que não percebe o que é sair de casa às 06:00H da manhã com uma carrinha de trabalho, EU DISSE TRABALHO, já que o incomoda tanto berrar num artigo seu, “que medo”.
    E como a sua compreensão das coisas é que que escreve, o inimigo é o traficante, com bolsos a abarrotar de maços de notas, eu vejo, com carros topo de gama, carregados de ouro ao pescoço. E já agora nunca chegou a ver a reportagem de casas de luxo do “bairro social”, alimentados por farrapos humanos dependentes dos roubados para alimentar o maldito vício.
    Quanto à histeria, está bem patente na sua falta de educação. Ó Silva… mas o que é isto, Hum!…
    Não precisa de pedir desculpa!
    E já que é homem para receitar medicação aos outros, coma lá uma tripinhas, pois eu Cidadão do Porto, quando passo noutras terras do Meu País, como chanfanas, caldeiradas, leitão,marisco, etc. etc.
    Muito haveria para dizer…

  12. mortalha says:

    Tripeiro de gema, nascido e criado em cedofeita. O Rui Rio resolve os problemas de segurança dos moradores permitindo e contribuindo para a desertificação da cidade, o abandono das casas e o fim das associações culturais? tentem fazer as coisas legalmente e iniciem um processo a solicitar instalações.

    já agora, temos esta pérola:

    http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=704848

  13. mortalha says:
  14. mortalha says:
  15. clara says:

    sou nascida e criada ao lado do bairro do Aleixo. Vi nascer os miúdos que se tornaram homens e que, muitos deles, passaram a consumidores e dealers. Assisti dia após dia, ano após ano, à degradação daquele aglomerado, com a complacência de todos, sempre. Nomeadamente da polícia. Ainda por cima, a torre mais problemática nem era aquela, mas sim a primeira, junto à rua do progresso.
    Enfiaram aquela gente que deslocaram da ribeira e rua escura (pois iam reabilitar a zona e realojá-los) em guethos em altura, completamente desajustados ao tipo de vida a que estavam habituados. Aquele tipo de habitação requere manutenção permanente. Uma ideia de condomínio, certo? Vê-se frequentemente em condomínios habitados por srs doutores as chatices que muitos colocam nas reuniões intermináveis. Ora vamos imaginar uma reunião dessas naquelas torres…????


  16. Caro João José Cardoso

    Li o artigo que me enviou, e parece-me podemos os três concordar numa coisa: fazer grandes bairros sociais, isolados num gueto, é um tremendo erro urbanístico. Também concordo que há melhores alternativas à habitação social do que construir bairros de raiz (ora aí está uma bela razão para demolir o Aleixo e arranjar uma melhor solução para os moradores).

    E olhando para a vasta quantidade de bairros sociais que há no Porto podemos ver enormes diferenças entre o Aleixo e a grande maioria dos restantes: em vez de torres gigantes temos edifícios relativamente pequenos e espaçados, com abertura e integração na zona em que se encontram. Como muito bem refere a arquitecta, estes factores têm uma importância determinante na qualidade e tranquilidade do bairro.

    Não faço a mínima ideia porque é que a sra não vê problemas técnicos nos edifícios do Aleixo, mas eles representam tudo o que está errado neste tipo de intervenção: grande concentração de pessoas pertencentes a uma realidade social desfavorecida, isolados num ambiente sem controlo e degradado (Quanto aos vizinhos dourados, existem outros bairros sociais nas mesmas condições e com pouquíssimos problemas). Gostaria que alguém me desse uma solução de utilização daqueles prédios sem criar um gueto.

    Eu não tenho dúvidas nenhumas que os vizinhos queiram ver o bairro ir abaixo, assim como tenho a certeza que o terreno ali vale ouro (provavelmente um factor muito mais aliciante). Mas lá por serem ricos não quer dizer que tudo o que eles desejem está errado, e neste caso não são os únicos prejudicados, a começar por grande parte dos próprios moradores do Aleixo, que merecem uma muito maior possibilidade de integração social.


  17. Só para finalizar, e já que estamos numa de usar opiniões alheias, aqui fica a do insuspeito Rui Sá (vereador da CDU), uma das pessoas que melhor conhece os diferentes bairros sociais do Porto:

    http://www.cidadedoporto.pcp.pt/?p=470

    Defende que os moradores fiquem lá, mas demolindo as torres e construindo um bairro com casas mais pequenas (à imagem dos restantes bairros sociais).

    Note-se que o principal problema apontado é a posterior venda dos terrenos do Aleixo numa negociata qualquer. Coisa que eu em princípio estaria de acordo se fosse um negócio proveitoso para a Câmara, nas nestas coisas devemos sempre esperar o pior, infelizmente…


  18. olá, só vi isto agora… FV: uma colega minha de faculdade (ana lima) fez da sua tese de fim de curso uma proposta, simples, de reconversão das torres do aleixo. essa proposta foi amplamente discutida publicamente (até ganhou um prémio) e assenta nas investigações e experiências semelhantes em frança, com os HLM, bairros sociais dos anos 60 (salvo erro), por exemplo pelos lacaton & vassal, uns arquitectos muito interessantes (ver http://www.lacatonvassal.com/). não é mais complicado do que outras recuperações (o condomínio é um problema, mas é como nos outros lados todos).

    Nem todas as torres tinham/têm problemas de tráfico de droga. há muitas famílias normalíssimas ali a viver. a demolição não implica (nem implicará) o realojo das pessoas naquela zona. foram deslocadas, acabando-se com uma data de redes de apoio entre elas, como sempre nestes casos.

    … e, sobretudo, isto é mesmo uma questão de dinheiro. nunca se viu, pobres com vista de rio. aquele terreno vale (demasiado) dinheiro. e a vizinhança fina não gosta do aleixo. e o dinheiro está, para a CMP, antes das pessoas. começaram por fechar os equipamentos públicos da zona (a escola e o mercado) para ajudar à desintegração da comunidade. depois veio a demolição. só não vê quem não quer.


  19. gui castro felga

    “Gostaria que alguém me desse uma solução de utilização daqueles prédios sem criar um gueto.”

    Em cheio, e por isso agradeço.

    O facto de aparentemente ter resultado em França é um bom indicador, mas as especificidades locais são sempre importantes, e já muita coisa correu mal por importação directa.

    Pela pouca informação que consegui encontrar (http://www.revistapunkto.com/2011/12/aleixo-o-inicio-do-fim-ana-lima.html) confesso que não é suficiente para perceber certas questões:

    – porque é que o que correu mal com as antigas torres não haveria de correr mal com esta renovação?
    – quais seriam os encargos de manutenção, quando comparados com a habitação social tradicional?
    – porque é que esta solução não fecha os habitantes do bairro sobre si mesmos?

    Mas para isso teria que ler a tese, que infelizmente não encontro online, e até estava curioso.

    PS: Numa perspectiva puramente económica para a câmara, obviamente que a solução mais eficiente não é restaurar. É demolir, vender os terrenos a preço de ouro para construção privada, e reconstruir os bairros numa zona mais barata.

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