O Ouro da Ana

A Ana Dulce Félix trouxe ouro para Portugal! Ou melhor, conquistou uma medalha de ouro na 21ª edição dos Campeonatos Europeus de Atletismo. A sua primeira medalha internacional “e logo de ouro”!

Ofuscada pelo Euro 2012 e pela derrota da seleção nacional frente à fortíssima Espanha – que veio a sagrar-se campeã da Europa -, esta edição dos campeonatos de Atletismo europeus foi, porém, muito positiva para Portugal:” previsão lusa de três medalhas acabou por se confirmar”.

Não podemos esquecer o Ouro dos nossos atletas, a qualidade dos nossos desportistas nesta àrea, que tem sido relegada para lugares secundários, muito injustamente. Há que apoiar mais o Atletismo nacional.

 Parabéns Ana Félix e boa sorte na maratona dos jogos Olímpicos!!

Comments

  1. Konigvs says:

    Dá-se o mérito a quem o tem, e a quem vence medalhas, mas a verdade é que o atletismo português já viveu melhores dias. Desde os anos 80 que Portugal era uma potência europeia e mundial no fundo e meio fundo, com vitórias nos jogos olímpicos de Carlos Lopes e Rosa Mota, com recordes europeus como o dos 10 mil metros de Fernando Mamede. Tínhamos atletas que dominavam o corta mato, que lutavam sempre por medalhas nos 1500, 5000, 10000 metros e na maratona. Tudo que era corrida estávamos lá. Tínhamos os irmãos Castro, o António Pinto que ganhou três vezes a maratona de Londres!! Tivemos depois de Lopes e Mota as campeãs olímpicas Fernanda Ribeiro e Manuela Machado. Enfim eu poderia continuar porque os nomes são muitos.
    De repente o fundo e o meio fundo eclipsou-se. Para correr não é preciso muito, basta uns calções e umas sapatilhas e ir correr para a estrada. E de repente começamos a ganhar nas disciplinas técnicas como é o salto em comprimento (Naide Gomes) triplo salto (Nelson Évora) e sem esquecer o nosso Obikwelu mas que é um caso à parte.
    Não sei explicar este desaparecimento de grandes atletas no fundo e meio fundo, principalmente nos masculinos. Será que agora querem todos ir para o futebol ser Figos e Cristianos? É uma possibilidade, mas deveria apostar-se sem dúvida no desporto escolar, e já agora não se fazerem mamarrachos como um pavilhão que se fez aqui ao lado de minha casa, e que deve ter custado muito dinheiro e que sempre esteve fechado.
    De qualquer das formas os meus parabéns às meninas medalhadas em Helsínquia.

  2. Konigvs says:

    Já agora uma bicada. Não consigo entender por que é que o clube de Alvalade nunca fez uma estátua ao Carlos Lopes. Terá sido um dos atletas mais completos de sempre à escala mundial. Corria estrada, corta mato e pista, um atleta impressionante. As homenagens não se fazer quando as pessoas morrem, fazem-se em vida e Carlos Lopes merecia sem dúvida ser homenageado para todo o sempre pelo seu clube.
    Rosa Mota viu o seu nome ser dado ao Pavilhão dos Desportos do Porto, mas também acho que merecia algo mais, até porque um dia deitam aquela coisa abaixo e lá se vai a homenagem.

  3. maria celeste ramos says:

    KONIGVS- pois é assim porquê ?? façamos a força possível para ter e dignificar o desporto escolar sem a ilusão de fazer “olimpicos” mas apenas de dar mais oportunidades ao interêsse das crianças pelo desporto em geral – mens sana in corpore sano – creio que é assim que se escreve – comecemos pela família e amigos e reuniões de professores e reuniões de “pais” – os pais também precisam de ser “ensinados e educados” para o valor do desporto – não importa qual
    Até para “economizar na saúde já que tanto se fala em poupança – se calhar onde não se pode nem deve – eu tive tudo isso no ensino médio – mas também patinagem que não era eacolar mas a consequência do desporto escolar – semente para ir mais longe onde se quizer – não esquecendo a natação mas não nas “barragens” onde os meninos morrem por não saber o que “se passa debaixo de água de um regolfo” (pano de água)
    té os cãezinhos precisam de um espaço para correrem como acontece em Lisboa à beira Tejo (Docas) – saúde e desporto para todos – mesmo para os mais velhos (ginásios cobertos + piscinas municipais +++)-RTP1-21H-que horror na India de se querer + homens do que mulhres – e “arranjam” o casamento, o que portugal fazia ainda nos anos 50 para não miturar a “nobreza” com o plebeu e ao nascer o menino já tinha a noiva combinada entre os familiares – vivi isso por acaso porque era o tempo cultural de meus pais que “disseram sim” sem eu saber, por acaso a um “latifundiário” – mas, também por ACASO, eu não queria latifundiários por ser latifundiário – queria sentir amor – parvalhona ?? pois sim – nada aprendi mas nasci assim – hoje os meninos estão libertados, creio – a “casta” que xatice

  4. maria celeste ramos says:

    O “ouro” da ANA – que bom – do tempo em que a mulher só podia tocar piano e falar francês e a escolaridade era essencialmente para os meninos, e o trabalho e emprego, de repente as “meninas” arrebitam e invadem as escolas e até são melhores alunas – e boas profissionais – e ganham medalhas de OURO – a libertação da mulher que é de facto igual e livre como o homem – a sociedade que formata também “desformata” – mas por vezes ainda “mata” – além de que o “julgamento” é mais dirigido à mulher do que o homem – mas lá iremos e espero que “de mãos dadas”

  5. Xarope d'Alho says:

    Ora aqui vai um comentário politicamente muito incorrecto:

    E, ainda por cima, é uma portuguesa genuína!!
    Obrigado Ana Dulce.

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