Postcards from Romania (3)

Elisabete Figueiredo

 Entre Bucareste e Brasov

A estação de Bucareste Norte parece-se vagamente com um filme do Kusturica. uma confusão brutal. O intercity entre Bucareste e Budapeste é lento, mas confortável. Escrevo umas coisas no meu caderno novo, lilás. Leio umas páginas de ‘Uma Manhã Perdida’ da escritora romena Gabriela Adamesteanu.

Entramos na Transilvânia e as montanhas cortam-me o folego. Ao longo da janela desfilam carroças redondas, coloridas, lindas, dos ciganos.

Em Brasov a estação parece-se ainda mais com um filme do Kusturica. Mulheres de lenços na cabeça, rodeadas de crianças.

O taxista, desta vez, fala francês e não me rouba no preço. É até muito simpático. Oferece-se para me levar amanhã a Bran por 30 euros. Digo-lhe que quero ir de autocarro. Ele entende que um autocarro cheio de mochileiros não é sítio para uma mulher ‘elegante’ (?) como eu. Rio-me e digo-lhe que nãos e preocupe, que estou habituada a andar de autocarro. Insiste e dá-me um cartão. Digo-lhe que sexta-feira o chamo de certeza para me levar de volta à estação. desfilam carroças redondas, coloridas, lindas, dos ciganos. Em Brasov a estação parece-se ainda mais com um filme do Kusturica. Mulheres de lenços na cabeça rodeadas de crianças. O taxista desta vez fala francês e não me rouba no preço. É até muito simpático. Oferece-se para me levar amanhã a Bran por 30 euros. Digo-lhe que quero ir de autocarro. Ele entende que um autocarro cheio de mochileiros não é sítio para uma mulher ‘elegante’ (?) como eu. Rio-me e digo-lhe que não se preocupe, que estou habituada a andar de autocarro. insiste dá-me um cartão. digo-lhe que sexta-feira o chamo de certeza para me levar de volta à estação.

(Brasov, 7 de Agosto de 2012)

Comments


  1. belas memórias eu tenho dessa cidade de há dez anos atrás 😉

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