São necessários mais deputados

O que é, na maior parte dos casos, um deputado? O deputado é, muitas vezes, uma pessoa eleita por cidadãos para servir os interesses de um partido. Depositar o voto para eleger um deputado é algo comparável a pagar as quotas de uma associação, aceitando, placidamente, que o dinheiro vai para os bolsos dos membros da direcção, ao arrepio dos estatutos.

O deputado, para chegar a São Bento, passa por um tirocínio que inclui várias formas de genuflexão até poder sentar-se na Assembleia da República. Aí chegado, o deputado até pode ter ideias próprias e poderá, inclusive, ser trabalhador e dedicado, mas, mesmo sendo dono da sua consciência, o proprietário do seu voto é o chefe de bancada, se estiver na oposição, ou primeiro-ministro, se o seu partido ocupar o governo.

O voto com que o deputado aprovará ou desaprovará decisões serve, por lei, para favorecer quem o elegeu. Na realidade, limita-se a obedecer a quem o escolheu. O deputado, tal como existe, deveria passar a ser designado, a bem da verdade, por “moço de recados” ou poderia, com vantagem, ser substituído por um boneco articulado, porque, para votar sem consciência, basta um fio para lhe levantar o braço.

António José Seguro, engrossando a voz, já prometeu a diminuição do número de deputados, o que me não me parece acertado. O país precisa de mais deputados, já que, na Assembleia da República, há pouquíssimos.

Comments

  1. João Paz says:

    Diminuir o número de deputados para na AR ficarem unicamente PS e PSD a falarem um com o outro. É muito mau para o resto de democracia que temos mas talvez leve mais portugueses a odiar a AR. Ainda não tinha visto o assunto sob esse prisma mas é um prisma interessante.

    • João Marques says:

      ???? qual o receio, mesmo com menos deputados, a proporcionalidade será sempre a mesma em relação ao numero de votos, e não se alimentam tantos inuteis!

  2. luis says:

    Eu quero 10 milhões de deputados! E a assembleia que se…


  3. Mas em vez de utilizar o tal métudo dando proporcionalidade aos maioritários que se invente outro método de os reduzir a metade sem no entanto acabar com nenum partido nem os que gostaraim de la estar como o Partido da Terra não caindo no entanto no caso de países que teêm centenas de partido e é a maior confuzão – e alguém quizer sabe como fazer
    Todos têm de estar representados – todos pagam parq existir o que existe – a Casa da Democracia não pode funcionar de qualquer modo
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    Agora falam do businão da Ponte e um concerto espalou protestos – faz 30 anos – bem como a invenção portuguesa do ??? aparelhómetro para passar as portagens sem parar e que foi espalhado pelo mundo – 3.1% do PIB contribui a Cultura (helénica) diz o portenho (TVi24H) – O jornalista Guedes diz que em 1995 viragem política Guterres e o pântano + Durão de tamga + Santana nem um anos ficou + Sócrates – a crise que abriu caminha a Passos (não quero ver esta revisão dos que andaram por aí) e abriram caminho ao por aqui – mas que alarvices – ai mas nunca tinha ouvido o tenor cantar tanto (passos coelho vale a pena ouvir – engasgou-se e disse eu sei que é psicológico) + ousa Tavares que diz mal de Seguro e Passos que aprenderam mos partidos sem experiência de nada a política não atrai os melhores para a polica ) foram 20 anos disto até que Guterres se enganou a fazer contas com 6ª do Pib para a saúde e não faz contas de cabeça ele que teve 20 valores quando acabou o seu curso de engº electro qualquer coisa + Cavaco a encher a boca de bolo-rei ++ altura a partir da qual os jornalistas ficaram mais “atentos” pelo que acabou o mêdo de fazer perguntas aos polítcos e Portas CUIDAO com a sic, cuidado com o sr Balsemão + manel Monteiro enxovalhado na rua + o Major +++ etc – mas que MARAVILHA de “apanhados” – APANHADOS – isto é mesmo de recordar e reviver estes 20 anos SIC-política – a TV que deixou de ser formal mas se calhar mais perto da realidade (graças à SIC que decobriu um ovo de Colombo) ++ Portas a dançar de chepéu preto (e quando usava boné de camponês ?? já não recordo) + Cavaco a dançar não sei onde e a Maria aflita (ai não percam isto) e Gurerres a dançar com as nazarenas e sócrates a falar portunhol a dançar um tango + o que desapareceu a troco dos dinheros estruturais – isto não quero ver

  4. MAGRIÇO says:

    Exactamente, F. Nabais! Há pouquíssimos ou mesmo nenhum, pois estão ali para obedecer à voz do dono e não representar quem os elegeu. Ou, como muito bem diz, para servir o partido e não quem lhes paga e quem os elegeu. Era, de facto, desejável a redução do número de deputados, mas revendo o problema da representatividade, pois se tudo continuar na mesma, com os partidos maiores a defenderem a continuação dos círculos distritais, serão ainda mais beneficiados.


  5. E qual seria a solução?

  6. Pisca says:

    Também há aquela forma independente de estar, como no Brasil onde deputados mudaram de sentido de voto várias vezes, tantas quanto o que lhes foram pagando

  7. Manuel Maria Cordovil says:

    Não há dúvida que é necessário reduzir o número de deputados não apenas para reduzir as despesas (conjuntamente com outras despesas de mordomia escusadas nos tempos actuais) mas é imperscindível que estejam representados todos os partidos com o mínimo de expressão eleitoral, porque também esses representam uma fatia da população, na impossibilidade de dar vós parlamentar aos absentistas que representam uma enorme fatia do eleitorado e só assim entendo DEMOCRACIA.
    O método de Hont somente não irá contemplar os pequenos partidos (que já estão contra esta mexida apesar de andarem sempre a exigir cortes em tudo, pelos visto excepto naquilo que os afecta, pobres coitados …). Assim terá de haver um processo em que se contemple a proporcionalidade sim (não em progressão aritmética simples), mas baixando a fasquia para um número mínimo de votos conseguidos que garantam representação dos pequenos partidos com alguma expressão. Não é dificil conseguir uma regra aritmética para contemplar esse objectivo.
    Quanto aos Circulos Eleitorais existem duas alternativas, uma apenas através dos partidos políticos e outra em que possa existir uma divisão de atribuição de deputados por Circulo Eleitoral para os partidos e outra parte por cidadãos apartidários propostos por listas das forças vivas de cada circulo.

    MM Cordovil

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  1. […] Conforme os pontos de vista, podemos dizer que há deputados a mais ou a menos. […]

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