Será que é o Cavaco ou o Pedro?

Um e outro andam pelo Face.

A resposta de Seguro a Passos Coelho

Confesso que começo a ter pouca paciência para os convites, em público, de Passos Coelho ao PS.

Estas coisas não se fazem assim e muito menos em público.

Até porque dão ao adversário todas as cartas para a resposta que bem entenderem.

O PSD começa a parecer um tipo encostado a um precipício que implora a todos os que passam que o empurrem, para assim vestir o papel de vítima. O problema é que o tombo é demasiado grande para ser feito, sem ser por acidente. Gaspar já meteu água uma vez, não faz sentido que use a mesma receita para repetir o equívoco.

A resposta do PS chega no tom e na forma certa:

“Ao fim de 16 meses de governação, o desemprego é o maior de sempre, a economia continua a cair, a divida pública a aumentar e o défice orçamental é superior ao previsto. As pessoas estão mais pobres, há cada vez mais famílias insolventes e mais empresas a entrarem em falência. Há famílias desesperadas, sem dinheiro para pagarem a renda da casa, a luz, a água ou o gás. Há cada vez mais desempregados, e em cada dia que passa mais desempregados sem qualquer apoio social.
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O discurso das Caldas de Aguiar Branco

Aguiar Branco decidiu contestar os destaques da imprensa ao seu discurso no dia do Exército, nas Caldas da Rainha, o dos comentadores das gravatas azuis e casacos cinzentos. Está no seu direito. Até acredito quer o faça por só o ter lido uma vez e em público.

O problema é que está lá literalmente escrito (ler pdf):

O nosso maior adversário é o sentimento, inegavelmente crescente, de que as Forças Armadas, num contexto de carência geral, não são necessárias
Uma visão que, infelizmente deixou de estar limitada a uns quantos idealistas mas que passou a ser defendida, também, por comentadores de fato cinzento e gravata azul. [Read more…]

No meio do Nada, Eu e o Meu Vírus da Felicidade

Já me deprimi. Já me envenenei de ressentimento. Pelas desventuras nacionais e minhas, já culpei Sócrates, Cavaco, a mim mesmo, o Diabo a Quatro, mas há actores e responsáveis de quem não gosto, os quais, pelo seu egoísmo, hipocrisia e dormência, tenho de verberar e verbero mesmo. Hoje, entendo a escrita quotidiana no PALAVROSSAVRVS REX e no Aventar como a minha luta por um novo Portugal. Progrido por tentativa e erro. Erro muito, mas não é possível que erre sempre.

Tenho 42 anos. Laboralmente, desde 1996, nunca tive paz. Nunca tive certezas. Nunca fui sendo senão precário e pontualmente desempregado. Correr todos os dias os meus dez quilómetros bordejando a minha praia, ajuda. Ler ajuda. Viver da família, para a família, ajuda. Estar de alma e coração com a Mulher e as Filhas, Irmãs, Cunhados, Sobrinhos, e os Pais Amados, ajuda, todos, aliás, cada vez mais amados, cada vez mais solidários e, se isso é possível, mais próximos. Estar em casa pressupõe não gastar dinheiro. Nada. Pressupõe privilegiar muitas vezes uma ou duas boas sopas e nada mais. Acho que correr como um cavalo ou um galgo ou uma avestruz a qualquer hora do dia ou da noite os meus cinco mais cinco quilómetros, decisão tomada há três meses e fielmente mantida, devolveu-me um vírus que inconscientemente havia recalcado desde os meus catorze anos, como se camadas e crostas de rotina e habitualidade se soltassem do meu couro: o vírus de um certo messianismo relacional, coisa benigna, fonte inesgotável de comunhão com a Humanidade e concretizada coração a coração. [Read more…]

Fala um funcionário da Católica

Mentir já não é pecado, Roberto Carneiro?

Virtuais e reais

Foram anos a abrir todas as manhãs o Jornal de Notícias on line para ler a crónica de Manuel António Pina. Era um prazer imenso aquela prosa enxuta, aquele estilo directo, aquela cultura e carácter enroupados de ironia.  Era um conforto de alma ver que, neste naufrágio em que tantos se têm perdido, o Pina era como um farol de coerência, de coragem, de desassombro na luta pela Pátria.Estava do lado certo na batalha e combatia o bom combate. De súbito, no verão, as crónicas do Pina deixaram de aparecer. E eu, cheia de pena, mas a pensar que era tempo de férias, que o Pina bem as merecia. Chegou Outubro e a morte do Manuel António Pina fez a primeira página de todos os jornais. Foi um choque e uma desolação. Nunca vi o Pina, nunca nos falámos, estou certa que ele nem sabia da minha existência, mas para mim era uma pessoa em quem acreditava, que estimava. Um amigo virtual, mas um amigo.

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Parabéns Idanha

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Que faz a oposição na Assembleia de Portugal?

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Partido Social Democrata, 38,63% e 105 deputados.

Partido Socialista, 28,05% e 73 deputados.

Centro Democrático Social-Partido Popular, 11,74% 24 deputados.

Coligação Democrática Unitária (Partido Comunista PortuguêsPartido Ecologistas Verdes), 7,94% e 16 deputados.

Bloco de Esquerda, 5,19% e 8 deputados. Fonte: Instituto de Informação Estatística, ou IIE.

Esta é minha imagem de hoje.

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Joana Gonçalves é a nova Presidente da FPH

Armindo de Vasconcelos

A lisboeta Joana Gonçalves, candidata única à presidência da Federação Portuguesa de Hóquei para o Ciclo Olímpico 2012/2016, foi escolhida para o cargo na eleição da passada sexta-feira.

José Alípio de Oliveira, que foi um dos mais destacados presidentes da FPH e tem como momento alto da sua participação cívica e desportiva a chefia da missão olímpica portuguesa a Atenas, foi eleito Presidente da Assembleia Geral, cargo que também ocupou de 1993 a 1995.

A responsabilidade pelo Conselho de Arbitragem foi entregue a Patrícia Castro; António Paes de Faria será o presidente do Conselho de Disciplina; José Carlos Vilaça Fernandes responde pelo Conselho de Justiça; a BDO % Associados, patrocinador da FPH, mantém-se como Fiscal Único (Conselho Fiscal).

Lista completa dos elementos que constituem os corpos sociais.

Foto: fphoquei.pt

Jornal, café, sonho e cidadania

Neste tempo em que até o jornalismo entrou em crise, com greves e despedimentos colectivos como no PÚBLICO, há que fazer a sua justíssima defesa.
Precisamos do bom jornalismo que nos traz as diárias notícias da austeridade e afins, mas também das outras sobre um mundo que «pula e avança» apesar de tudo, do não obstante, do contudo.
Procuramos e necessitamos da verdade, como do pão para a boca e do café pela manhã antes de começar o dia (seja ele como for)! E da verdade não apenas da realidade, mas também a dos sonhos de cada um. Não serão eles mais reais? Os sonhos são o futuro – deviam contar mais. E o país tem que os ter e se não os tem, que os tenhamos nós, individualmente. Sonhos pequeninos, não faz mal, mas que todos juntos constroem algo grande. ( Já estou a divagar. É o que dá fumar um post…)
Faço hoje o meu post com um texto do geógrafo João Seixas (PÚBLICO, 28/10) defensor dos jornais e que subscrevo totalmente: [Read more…]

Carta para mis nietos sobre la situación en Portugal

 

Queridos nietos,

Veo que están siempre interesados en saber cómo se gobierna Portugal e cómo se porta ese gobierno con la población. Primero, es necesario decir que no todo el pueblo votó por ellos. El partido más votado fue el llamado PSD o Partido Social Democrática, que, para poder con mayoría, una mayoría impenetrable formó una coligación con el partido más próximo de ellos en su ideología, o el partido de Centro Democrático Social –Partido Popular que, para abreviar nombres tan grandes, son llamados CDS-PP. Los resultados fueron estos:

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Os Inconfidentes

Os inconfidentes é um contraponto a outro filme do mesmo ano, Independência ou morte, que celebrava os 150 anos da independência do Brasil de forma heróica. Os inconfidentes, ao contrário, mostra a mão de ferro da Coroa portuguesa. Ao mesmo tempo, é uma metáfora do regime autoritário da ditadura militar.
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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais