Eleições na Galiza e País Basco

Será que o PSOE segue o caminho do PASOK?

A morte lenta da palavra manuscrita

Finalmente encontrei um texto que fundamenta um assunto que há muito queria trazer para este espaço: escrever à mão cartas aos amigos.

Li o texto hoje na revista do PÚBLICO, uma tradução do artigo «Philip Hensher: Why handwriting matters», publicado no The Observer no passado dia 7: ” Terá a escrita à mão ainda algum valor que sobreviva ao email e ao sms? Neste excerto do seu novo livro, The Missing Ink (A Tinta Perdida), Philip Hensher lamenta a morte lenta da palavra manuscrita e explica que levar a caneta ao papel ainda pode ocupar um lugar muito especial nas nossas vidas”.

“(…) vivemos num tempo em que escrever à mão está prestes a desaparecer das nossas vidas. Algures num passado recente, escrever à mão deixou de ser um instrumento necessário e incontornável de troca entre as pessoas — uma forma de comunicação em que cada um de nós deixa um bocadinho da sua personalidade no instante em que pressiona o papel com o bico da caneta. (…)”

Pequenas sugestões por P. Hensher: aprecie a sua própria caligrafia; redescubra a alegria de escrever à mão, apenas para si próprio; escreva a outras pessoas (a quem ama, a quem gosta, a pessoas com quem trabalha, etc.).

Escreva postais, por exemplo, é muito agradável receber um! O Natal é uma excelente oportunidade!!

P.S.- Não se esqueça de pedir a morada…

pequenos delitos

a defensora, mais advogada do diabo que do arguido, frustrada por estar a perder o seu tempo quase pro bono com um pequeno delito naquela sala bolorenta, entala o próprio cliente

Leia.

Cortemos na despesa onde ela é ilegítima

Já é recorrente, listar organismos do estado onde cortar na despesa. Não nego que muitos são inexistentes, o estado desperdiça os seus recursos  (gastos com estudos e pareceres orçamentados em 2012: 128,4 milhões de euros), parcerias público privadas (vd hospitais para não falarmos sempre de estradas) etc. etc.

Esta listagem de serviços e fundos autónomos é mais uma que delira: as universidades levam um corte de 20% porque são “serviços onde são sobejamente reconhecidas ineficiências”, e o resto é arrasar na educação e formação, ambiente e cultura, para poupar uns míseros 2857 milhões de euros.

Sim míseros: eu encerrava o Ministério dos Juros da Dívida. Poupança: 7164,4 milhões.  A bem dizer, cruzando com os dados deste gráfico, a coisa ficava quase toda entre fronteiras. O BCP, o BPI e o BES* iam à vida? que chatice,  problema deles. É o mercado, estúpidos.

*Não incluo a CGD, pelo simples facto de, esta sim, ter emprestado ao estado por ser gerida pelo estado. Os restantes bancos andaram à procura de lã. Que saiam tosquiados.

Passos Coelho quer as suas escutas divulgadas

Há quem se indigne. Nem todos souberam ser primeiro-ministro ao telefone.

Entrem no quadro mas atrás de mim sff

O Ministério da Educação vai vincular aos seus quadros que já lá deveria estar, professores contratados com mais de 9 anos de tempo de serviço. Meia-dúzia, note-se, que a seu tempo sairão as vagas.

Só peca por tardio.

E para onde vai a indignação, o espanto? contra o óbvio facto de que passam a concorrer em igualdade com os seus colegas que já estão no quadro. Dizem que são contratados porque querem. E se for?

É preciso ter muita pachorra para aturar professores, e não são só os alunos que se queixam.

E os gatos

A Unicef e seus doadores fazem caridadezinha?

Mais uma carta da Unicef.

Desta vez, pedem donativo para as crianças sírias, que precisam da nossa ajuda. É uma emergência, urgente.

Dentro do envelope uma agenda 2013 pequenina de oferta. «Um raio de esperança para as crianças», lê-se na capa.

No seu interior, algumas «curiosidades»: com 50€  a Unicef pode distribuir 50.000 litros de água limpa; com 66€ fornecem 5 caixas térmicas para transporte de vacinas; 90 € permite comprar 268 saquetas de alimentos de alto teor calórico; 26 € equivale a 120 doses da vacina contra o sarampo; etc., etc.

Ou seja, pouco pode fazer muito. Muitos doadores, contribuindo com poucos euros, podem fazer a diferença.

Em 2011, a título de exemplo, a Unicef respondeu a 292 situações de crise humanitária em 80 países.

Isto é caridadezinha?

A greve virada do avesso com Allende e no Portugal de hoje

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Confesso ter sido grevista, mas de greves viradas do avesso. Não foi por acaso, como narro noutros textos, que organizei sindicatos quando morava no Chile, mais de 40 anos antes destes dias de greve em Portugal. Sindicatos rurais e industriais. Todos eles contra os proprietários dos meios de produção que pagavam mal, às vezes até esqueciam esse pagamento, despediam a seu prazer, contratavam à sua laia, o operariado para eles era apenas força de trabalho. Força de trabalho não como a definida por Karl Heinrich Pembroke Marx, essa que ele associava à mais-valia dos proprietários dos meios de produção. Era simplesmente força de trabalho, usada para todo serviço. A Revolução Francesa não tinha passado pela América Latina, nem por Portugal, se passara, foi rapidamente esquecida. A liberdade de procurar meios de produção, não existia, porque esses meios eram raros e escassos.

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