Brassed off

Brassed off, lixados, como em pissed off, é um filme duro (parte 1, parte 2) sobre tempos difíceis como aqueles que agora vivemos. O filme tem por fundo o declínio da indústria mineira durante os anos de Thatcher e Major. Passa-se em meados dos anos 90 em “Grimley”, uma versão pouco camuflada da verdadeira  Grimethorpe, aldeia que fora, dois anos antes, declarada pela UE como a mais pobre de Inglaterra. Apesar da crise, os mineiros continuaram a sua  banda de metais, brass, atingindo considerável sucesso. Sem querer estragar o filme a quem o queira ver, destaco apenas o discurso final sobre um governo que destruiu não só uma indústria mas também vidas, a comunidade, os lares, tudo em nome do progresso e por um punhado de tostões.

O vídeo acima, parte do filme, é o adágio do Concierto de Aranjuez de Joaquín Rodrigo, originalmente escrito para guitarra clássica solo mais orquestra filarmónica e aqui adaptado para fliscorno solo (instrumento que usei para me alcunhar) mais orquestra de metais.

Até tu, Miguel Frasquilho?

A Vítor Gaspar não há mal que não lhe venha, nem bem que lhe valha.

Na família Louçã nem todos os economistas são gaspares

Leia as 6 propostas do BE para salvar a economia (pdf) e descubra as diferenças.

Às minhas solteironas

Esta semana partiu-se de vez a velha saboneteira de porcelana, já muitas vezes remendada com supercola, que andei a empacotar e a desempacotar nas mudanças de casa dos últimos 15 anos. Era um traste inútil que eu não queria deitar fora, como não quero deitar fora todos os outros trastes inúteis que me fazem lembrar gente que já não está. A saboneteira foi um presente de emancipação de uma das minhas velhotas, a Luísa, talvez a minha preferida, e era um pretexto para manter perto de mim as minhas velhas solteironas. [Read more…]

De que é que se queixa quem está melhor do que eu?

O portuguesinho é um português pequenino e isso vê-se não só pelo diminutivo. Uma das características do portuguesinho consiste em desvalorizar o sofrimento de quem sofre menos do que ele, o portuguesinho. O portuguesinho que fracturou ambas as pernas ri-se com desprezo daquele que geme a dor de ter partido apenas uma. Se o portuguesinho ganha quinhentos euros, nunca perceberá de que se queixa o outro que ganha seiscentos.

Não sei quantos portuguesinhos existem em Portugal, porque a sua existência é oscilante. Qualquer um de nós, por muito português que seja, passa por momentos em que é portuguesinho, invejando a infelicidade alheia, porque, vista daqui, até parece felicidade. [Read more…]

E depois de saberem que ganha 10000 por mês na TVI

será que os potenciais eleitores vão querer Marcelo na presidência da República?

RTP contrata filha de Jaime Fernandes

Director da RTP, e voz off dos tempos de antena do PSD.

Gaspar ganha o prémio da montanha


Palavras para quê? é um artista português e só usa excel.

Entretanto, num país perto de si, real, republicano e autêntico, onde a fome se espalha, o povo emigra.

via Delito de Opinião

O meu último post

Faz hoje precisamente um ano que o meu livro, Arquitectura, Música e Acústica no Portugal Contemporâneo (edições FAUP), foi apresentado na Fnac do GaiaShopping, no âmbito da Campanha 100 Anos, 100 Livros ( lançamentos de livros da Universidade do Porto nas lojas Fnac).

Uma coincidência. Gosto de coincidências. «Nada é ao acaso». Gosto desta frase de Richard Bach. Uma data que marcou uma etapa, um dia importante. Hoje, quero iniciar uma outra.

Desde essa altura que tenho vindo a escrever muito regularmente neste blogue, a convite do JJC.

Foi uma experiência enriquecedora: aprendi muito com os autores do Aventar e com os leitores, mesmo com aqueles que declaradamente não concordam comigo nalguns temas.

Escrever num blogue torna-se rapidamente num vício. [Read more…]

Assinar contra o orçamento

As questões médicas estão longe das minhas preocupações mais ou menos recentes e, talvez por isso, não vou longe na argumentação que permita distinguir esquizofrenia de bipolaridade. No entanto, esta ignorância, como tantas outras, não deixa de me permitir perceber que se tratam de patologias muito presentes em parte dos dirigentes partidários do nosso país.

Não, juro que não estava a pensar no Miguel Relvas. Não, no Gaspar também não que esse só tem um pólo. O negativo.

Desculpem a deriva boqueira, mas não resisti – deixem-me, caros leitores, retomar o caminho que tinha pensado para o post.

Dizia eu, que em todos os nossos dirigentes partidários existe algo de patológico na medida em que está sempre tudo bem quando a origem do mal é a sua casa partidária, acontecendo precisamente o contrário quando a maternidade da coisa é no jardim do vizinho. Recordo com alegria o “muito bem” que se ouve nos debates parlamentares.

As últimas aparições laranja, no meio do pânico que os tomou, voltaram-se para a anterior governação socialista. Apesar do que disseram antes, a verdade de ontem, como tantas outras, é hoje uma mentira. Como não conseguem dizer mais nada, atiram-se para os erros do Governo de Sócrates como se fosse ele o responsável maior pela incompetência de quem nos governa. Sócrates tem parte da responsabilidade, claro. E nem sequer quero entrar na quantificação dessas responsabilidades. Como cidadão estou-me completamente nas tintas para o passado porque esse, meus caros, já foi avaliado pelo povo quando votou nas mentiras do PSD.

O que temos agora é um conjunto de boys incompetentes que estão apenas com uma missão – deitar mão a tudo o que significar lucro, ou seja, transferir da esfera pública para a dimensão privada da sociedade tudo o que for financeiramente rentável: águas, tap, …

É por isso fundamental travar essa gente e impedir a aprovação do orçamento é apenas o primeiro passo, porque há outros caminhos.

O desgoverno dos bem-sucedidos

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Todos sabemos quem é o senhor da imagem: Bernardo O´Higgins Riquelme, o denominado libertador do Chile. Nascido em Chillán, a 20 de agosto de 1778 e falecido em Lima, a 24 de outubro de 1842) era um político e militar chileno. Era o único filho do Governador do Reino do Chile y de uma dama que, como diz a Ata de Nascimento que estudei e analisei e copiei na Casa-Museu

O´Higgins  de Talca, cidade a 350 quilómetros do Sul da Capital do Reino desses tempos, e de uma dama, dizia eu, que por causa da sua elevado posição na sociedade chilena, vamos ocultar seu nome. Mais tarde na vida soubemos que essa Dama era Isabel Riquelme y Meza (Chillán, Reino de Chile, 1758Lima, Perú, 21 de abril de 1839), quem teve amores com o governador. Desses amores nasceu este filho Bernardo como ilegítimo desses pais.

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Sob o domínio de Napoleão

Biografia político-militar de Napoleão Bonaparte, contada em dois episódios, que destaca as inovações promovidas por ele no mundo europeu. O primeiro episódio vai do momento em que Napoleão assume o poder na França (1799) até a tomada de Berlim, em 1806. O segundo episódio vai de 1806 até a morte do imperador francês no exílio, em 1821

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais