Luísa Trindade desceu a calçada

[youtube http://youtu.be/oNo3wqOvZvQ]

Luísa Trindade nem ia com intenção: viu a pompa, passou-se na circunstância. Relato da mulher que ganha pouco mais de 200 euros e interrompeu a cerimónia oficial do 5 de Outubro.

Tal como ela viu a arrogância de um deputado qualquer pela frente, que não se digna ouvir o povo que supostamente representa, também a li por aí, gente pequenina que não percebe o sofrimento dos outros, escumalha miúda que nem merece um link.

Ficamos assim, um dia destes as luísas deste povo, que demora mas quando acorda pouco dorme, fazem-lhes cair em cima o Carmo e a Trindade.

As cunhas do Relvas

Bem tentaram assobiar para o lado quando Helena roseta falou: Relvas enquanto secretário de estado andou a tratar da vidinha do amigo Coelho e sua empresa Tecnoforma.

E o ainda primeiro-ministro já meteu as mãos pelos pés, os pés pelas mãos é já a seguir.

Nada de novo no reino da podridão dos que nos governam. Para mim a única surpresa é ter agora entendido porque foi o jornalista José António Cerejo convidado pela administração do Público a rescindir o seu contrato. Já não bastava o que tinha feito ao ora exilado em Paris. A dois seguidos é muita fruta para um Belmiro, nem lhe cabe nos hipermercados.

Hoje é dia de eleições no Brasil

 

Seguir no UOL. Cartoon via Humor Político. Já agora, ver também a “urna eletrônica brasileira“.

 

E hoje também sou catalão

Pela Catalunha, e pelo futebol. Um campeonato das federações ibéricas de futebol era a salvação das tesouraria dos clubes portugueses.

Porque não fui ao Congresso das Alternativas

Como agora Isabel Moreira se assume, com órfãos de Sócrates não alterno.

Crimes sem castigo

Acabei de ler uma entrevista surreal a António Ramalho, o presidente das Estradas de Portugal. A entrevista é acerca da chamada “Subconcessão Baixo Alentejo” e da renegociação do respectivo contrato.

Esta subconcessão é mais uma das tão célebres PPPs. Em 31 de Janeiro de 2009 Almerindo Marques (na altura presidente da Estradas de Portugal, entretanto saiu para liderar a Opway, construtora que trabalhava com a Estradas de Portugal…) assinou o contrato de concessão (PDF) por uns módicos 382 milhões de euros.

A subconcessão tem objectivos alargados, que vão desde a manutenção e conservação de vários IPs e ICs, obras profundas de melhoramento em diversas vias e até a construção da auto-estrada Sines/Beja (A26).

O que considero fantástico na entrevista de António Ramalho são passagens como a seguinte:

[Read more…]

É só uma questão de ética

Pedro Correia relata uma certa versão de um caso jornalístico  que passo a citar:

 E nada ilustra tão bem isto como um episódio há pouco recordado no Jornal da Noite especial evocativo deste 20º aniversário: a atrapalhação do candidato socialista António Guterres ao fazer uma promessa eleitoral nas legislativas de 1995.

Dizia Guterres: “Desejavelmente, nós deveríamos poder atingir, num prazo tão curto quanto possível, um nível da ordem dos 6% do Produto Interno Bruto em despesa de saúde.” [Read more…]

Teatro: Diogo Infante no Porto

Preocupo-me, logo existo de Eric Bogosian, no Teatro do Bolhão, de 9 a 20 de Outubro.

Revolução Industrial na Inglaterra

Início de um novo tema, a Revolução Industrial. Documentário que serve bem como introdução ao tema.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.1. – A Revolução Agrícola e o arranque da Revolução Industrial

A lei do mais forte


A tinta ainda está fresca…

Défice Americano em 6.9% do PIB

Na cifra dos 1 100 000 milhões USD. Os EUA deverão pedir resgate?

Essa coisa da representatividade

José Seguro tardava em resvalar para a demagogia. Tardava mas lá chegou. Como manda a boa cartilha da pior política que há décadas se faz em Portugal. Reduzir o número de deputados não tem qualquer interesse prático para resolver os actuais problemas do país. Nem, em bom rigor, levanta questões de representatividade. Isto, porque há muito que a representação do povo nas esferas do poder, cedeu lugar aos compromissos para se atingir o desejado poder: ninguém chega à chefia – primeiro do partido e depois do Governo – sem, pelo caminho, se comprometer com os patrocinadores que, mais tarde cobram a esmola ao santo pelos milagres convenientes. Veja-se, recentemente, os avanços e recuos do PSD e do CDS, na proposta de lei sobre o crédito à habitação, em sede de entrega directa da casa para pagamento total do empréstimo. Mais um a juntar ao rol dos exemplos do poder das vozes de dono. Não há bem ou interesse públicos que resistam. E se isto vale para os partidos do rotativismo governativo – PS, PSD e CDS -, também vale para aqueles cuja cegueira doutrinária e vassalagem externa, não se coibiram de tomar decisões absolutamente contrárias aos interesses de Portugal – sim, não esqueço que o PCP votou contra a entrada de Portugal na CEE. Por tudo isto, há muito que não temos quem represente o povo no poder, que cuide do bem e o interesse públicos. Temos partidos políticos que, ora por razões de praxis ideológica ora por ganâncias pessoais, particulares ou corporativas, há muito que não representam o povo. E, já agora, exigir exclusividade aos deputados da nação, impedindo-os de estar em simultâneo na defesa do interesse público e de interesses privados, talvez fizesse muito mais pela representatividade do povo, do que reduzir o número de parlamentares.

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