Ainda os rankings

 Em vez da oposição dicotómica ensino público/privado, gostaria que, no sector privado, se distinguisse o privado puro e duro e o privado subsidiado pelo Estado.

A ideia do Paulo Guinote é boa, mas não é tão simples de aplicar como isso.

O privado subsidiado, ou seja com contrato de associação, tanto diz respeito a escolas que podem escolher os alunos como a outras que não têm hipóteses de o fazer, e essa seria a distinção que fundamental.

Aqui no Aventar já tentámos fazer um levantamento das escolas nessa situação e terminámos por desistir, até porque a melhor fonte, a Carta Municipal de Educação, nem sempre está disponível. É certo que entretanto foi feito um diabolizado estudo por encomenda do governo anterior que poderia ajudar (e que neste momento nem encontro).

Complicando mais as coisas, um colégio pode ser subsidiado parcelarmente: é o caso por exemplo do Rainha Santa Isabel em Coimbra, que apenas não tem contrato de associação para todos os níveis de ensino, embora faça selecção de alunos quando lhe apetece.

A impressão com que fiquei é a de que escolas com contrato de associação puro e duro, ou seja, onde não há alternativas geográficas no ensino público, são muito poucas.

E valha-nos o ranking online do Público, onde podemos optar por ver apenas público e/ou privado.

A jogadora

Vemo-las sempre juntas. A viúva do senhor Correia – que há-de ter outro nome, mas que será sempre a viúva do senhor Correia, que morreu já ninguém se lembra há quanto tempo – e a Elisa. A viúva anda já um pouco vergada mas ainda se aguenta nas pernas magras; a Elisa caminha muito devagar, com os passinhos miúdos que as pernas curtas lhe permitem, mas com uma ligeireza que não mostra o quanto lhe custa cada passo. Saem à rua todos os dias, faça o tempo que fizer. A viúva do senhor Correia com um saia-casaco impecável, um risco trémulo à volta dos olhos e o cabelo bem apanhado. A Elisa já não tem o viço de antes, já saciou a curiosidade que tinha do mundo ou este deixou de surpreendê-la. Cansa-se muito, quase sempre tem de regressar a casa ao colo da viúva do senhor Correia. [Read more…]

«Publique finalmente o seu livro»

Quem nunca desejou escrever um livro?

Depois de escrito, ninguém o quer numa gaveta. Ninguém escreve só para si. Procura-se uma editora interessada, mas é preciso investir bastante dinheiro.

Agora está na moda o self-publishing. Vivemos a «época de sucesso» da auto-publicação. Não faltam editoras online, que surgem como cogumelos na net, atractivas, como a Bubok.pt ou a Sítio do Livro. São irresistíveis os seus slogans: «Quer publicar um livro?», «Realiza um sonho. Publicque finalmente o seu livro».

E. L. James é um fenómeno editoral. Já vendeu mais de 40 milhões em todo o mundo. A escritora britânica, de romance erótico, começou sem editor, recorrendo à auto-publicação.

Na Feira do Livro de Frankfurt, último dia, James é tema de conversa. Neste certame, encontram-se à venda muitos livros de autores que fizeram sucesso no self-publishing.

Não deixe de sonhar em escrever um livro. Agora é mais fácil: existem todos os meios para a auto-publicação e promoção do seu livro.

Não estou a ser irónica. Eu mesma estou a pensar, seriamente, em auto-publicar…

Os alunos podem e devem avaliar os professores

Traz a revista do Público hoje umas coisas interessantes sobre algumas experiências que se fazem nos EUA, nas quais se pretende através de inquéritos complexos que os alunos avaliem os seus professores.

Sei qualquer coizita sobre o assunto de forma muito empírica e pessoal: desde que sou professor que todos os períodos (ou quase  nem sempre há tempo) os meus alunos são convidados a escreverem numa folha de papel o que pensam sobre o meu trabalho, normalmente entregam-no anonimamente e em tempos pedia-lhes que me avaliassem na mesma escala em que o faço.

Guardo religiosamente esses pedaços de papel que muito jeito me deram. Ter um retorno do que fazemos é a única forma que conheço de melhorar o nosso trabalho. Serve a prática para mais do que isso? [Read more…]

O fracasso do governo de Allende

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Não passa um dia dos inúmeros anos da minha vida, em que não me lembre do Presidente do Chile, o médico Socialista Salvador Allende Gossens. Morava calmamente com a minha pequena família na Universidade da Cambridge da Grã-Bretanha. Soubemos que o Senador por Valparaíso Salvador Allende corria pela quarta vez para as eleições presidenciais da nação chilena e corremos ao Chile para votar por ele. Receávamos que fosse a perder a eleição, mais uma vez. A sua primeira corrida, em 1952, perdeu por uma estreita margem de votos para o candidato Carlos Ibáñez del Campo, um homem pouco popular, que já tinha presidido a República nos anos 30. A segunda tentativa, em 1958 foi contra o empresário e engenheiro Jorge Alessandri Rodríguez, quem ganhou por uma larga maioria.

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Expliquem lá para que serviu a guerra no Iraque?

Aumento enorme dos nascimentos de crianças com deficiências (em inglês)

Hoje subscrevo Alberto Gonçalves

«Por um lado, é tudo verdade [estarmos perante um saque fiscal], incluindo a deprimente falta de originalidade da retórica partidária. Por outro, é aborrecido que nenhum dos opositores do saque (a palavra é adequada) dos cidadãos se tenha em tempos distinguido na batalha que agora finge travar.» [no DN]

A seguir, o resto do comentário. [Read more…]

Isto só pode ser um bom sinal

Pinto Monteiro não aprova a nova PGR

Amor em Tempos de Catástrofe

Definitivamente, a amargosa pílula-panorama nacional não se pode dourar. É transversal reconhecermos que, algures no início de Setembro, o Governo Passos rompeu unilateralmente um compromisso tácito e explícito com o Povo Português: havíamos aceitado abnegadamente a nossa quota parte de sacrifícios imprescindíveis para a saída rápida deste buraco monumental-colossal composto por dívida pública, por um défice galopante, a cada passo agravado pelo estalar ora dos juros altíssimos da própria dívida ora pelo início de pagamentos de negócios, contratos, PPP bombas-relógio deixados alegremente para trás em grande número pelos anteriores Governos, bombas suficientes para surpreendentemente tingir de mais incompetência a manifesta incompetência que quase todos atribuem a este Governo de Crise ele próprio em Crise.

A partir daí, o que avulta é um grave divórcio Governo-Povo, a percepção geral do relvismo mega-lobista em todo o seu esplendor baço, intercontinental, tacticista, politiqueiro, e a consciência de que o Executivo se encontra inapelavelmente cindido. Na medida em que, contra todas as promessas, Passos foi surgindo como mais do mesmo, no seu labirinto por cumprir o Memorando, com movimentos perros, dados muito a medo no corte da Despesa Pública, e o peito inflado de sádica ousadia na captação selvática de receita fiscal, muito mais legitimamente toda a gente, cada um de nós, vai enchendo a serena Rua da Liberdade Exasperada. [Read more…]

The Crossing

Em 1776, menos de seis meses após a Declaraton da Independência, o Exército Continental, sob o comando do general George Washington, estava à beira da derrota total.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Cultura é Resistência

O Grande Tecnoformador

Olhando para esta vergonhosa promiscuidade estado / subsídios / formação profissional, em menor escala mas a fazer lembrar  a inocentada página negra UGT/Torres Couto (recompensado com a prateleira dourada de deputado europeu), percebo porque é que Passos Coelho tarda em fazer uma remodelação da qual resulte a saída de Relvas. A ligação entre os dois vai muito além dos cargos que ocupam: é uma espécie de mão esquerda que lava a mão direita. Suspeito até que, a haver uma remodelação, Relvas nem sequer saia.

Por outro lado, Portas está a ver o seu eleitorado, aquele que vota na promessa de menos impostos e melhores reformas, ser sistematicamente torpedado. Quando este governo cair, a possibilidade do partido do táxi estar de volta é, quanto a mim, enorme. Depois deste orçamento aprovado, aposto que veremos Portas em busca da mais propícia ocasião para abandonar o barco. Talvez antes de Março, altura de apresentação da execução orçamental do primeiro trimestre.

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Merry crisis and a happy new fear


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