o orçamento os seus descontentamentos

Hino Nacional Português. Parlamentares da maioria de costas viradas para o povo

Nasce da minha alma, do meu coração português esta insatisfação que apenas posso exprimir da forma que sei: escrevendo essa dor que sinto. Antes de nada, pelos meus compatriotas pobres como ratas, por não receber os seus ordenados para os poucos que ainda têm trabalho, ou os subsídios, para essa imensidão de desempregados que andam pelas ruas a marchar, sempre a marchar na esperança de serem ouvidos por pessoas que não escutam por não ser conveniente para o desgoverno da nação.

Apenas foi ontem que criamos uma pátria livre de ditadura, o esse dia em que o Presidente Ramalho Eanes teve que solicitar um empréstimo ao FMI para construir a nova Nação; ou Mário Soares, esse querido fundador do país, que em 1983 correu para o FMI e encontrar dinheiro para sermos parte da Comunidade Europeia, o que conseguiu. Agora somos uma República livre y soberana, infelizmente desgovernada por uma coligação que não merece nem o respeito dos seus cidadãos. Deitam culpas em quem não devem, sem se lembrar de terem sido criados por um antigo deputado da Ação Livre, único partido permitido pela ditadura de cinquenta anos. Todos dizem que derrubada pelo Movimento das Forças Armadas, que foram capazes por estar a matar um governo que ia a cair de velho e de políticas tão antigas, que passaram a ser como os frutos secos de uma árvore não regada, que caiam de podres e velhos. Como deverá acontecer com este desgoverno.

Um desgoverno que lança a rua os mais valiosos colaboradores do Estado, não usa doze mil docentes que não ensinam aos que nada sabem e faram deles cidadãos ignorantes até da História da Nação. Se as matemáticas já eram um complexo nacional, quanto mais quando, por poupar ordenados há até trinta estudantes dentro de uma das poucas escolas abertas no país para ensinar. Um desgoverno que vende as riquezas do país ao melhor comprador, sempre um neoliberal incapaz de elevar um avião da antiga TAP, ou os telefones que nem toca, pela ignorância da nova empresa de comunicações que nem permite aos servidores da internet funcionar: de meia hora em meia hora, qualquer ligação vai ao ar.

Tristeza pelo mais de em mil licenciados que procuram trabalho em outros sítios longe de Portugal. Raiva profunda contra os que não ouvem por não ser conveniente para o seu prestígio e procuram colaboração com os seus rivais, o PS que um dia derrubaram. No seu medo de serem derrubados eles, tomam banho antes, vestem fato e gravata, perfumam-se e tratam de que seu orçamento seja provado. Um orçamento para os ricos, que paga um povo sem trabalho nem futuro se eles continuam a desgovernar o país.

Uma tarefa impossível, porque nem os seus aliados CDS-PP desejam aprovar este escândalo denominado Orçamento estadual de 2013. A obrigação do PR e enviar de voltar para ser refeito em favor do povo que o votou porque parecia saber ser um bom governante, mas se continua com a sua ideologia neoliberal, a nossa soberania acabou.

O povo perdeu a soberania que Afonso Henriques lhe outorgara no seu dia, neste país milenário que cheira a mofo podre por causa do poder executivo, que, ainda que se perfume, cheira mal pela traição cometida contra os governados populares. Desgoverno que tem apenas uma alternativa: que o Presidente do CDS-PP vista as suas calças cristãs, cumpra a sua promessa que mais nenhum imposto seria colocado durante o seu governo. Mas, pergunto-me eu, será que eles também governam? Ou estão apenas seduzidos pela crença do desgovernam-te PM e a sua camada de neófitos na política que olham para eles com arrobo de namorados, em quanto o povo marcha pelas ruas para pedir comida Trabalho? Emprego? Estudos? Uso da sua profissão? Que o banco público não seja privatizado? Quem acautela os outros bancos na sua derrapagem de dinheiro? No seu branqueamento de capitais que vêm de fora, enviado pela mão invisível de Adam Smith e de Milton Freedman? Quem nos pode dizer o que, se o PR é também um neoliberal?

Raul Iturra

31 de Outubro de 2012

lautaro@netcabo.pt

Comments

  1. Raul Iturra says:

    Escrevi este texto, como outros publicados e para publicar, por causa de imensa raiva que acorda em mim o (des)governo de dois partidos que ignoram a soberania de povo português

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