Hoje, agradeço eu!

Armindo de Vasconcelos

Este espaço plural, emotivo, de intervenção cívica e social, onde publicam as minhas coisinhas sobre o hóquei em campo a par de autênticos monumentos académicos, onde me deram o privilégio de mostrar uma modalidade que é das mais amadoras do país e onde, por isso mesmo, se escrevem todos os dias lições de sacrifício e doação, onde convivo através das letras com gente que sabe o quer e sabe dizê-lo de forma superlativa, onde gente com ideias e ideais debate acaloradamente com gente de outras ideologias e praxis, onde se usa a palavra como arma e se usa a palavra como aconchego ou puro devaneio literário, onde a emulação se constrói e o deleite pode levar-nos do riso às lágrimas, este espaço plural e emotivo, interventivo e solidário, permite-me receber hoje o prémio de “Jornalista do ano” pela Federação Portuguesa de Hóquei. E, se sei que não foi só pelo que escrevo aqui que me outorgaram esta “comenda”, sei, no entanto, que foi também pelo que me deixaram escrever aqui que este prémio me é dado. Sobretudo porque me foi consentido que abrisse mais um espaço onde a minha modalidade se escreve.

O primeiro agradecimento vai, por isso, para o João José Cardoso, por me ter aceitado neste espaço.

O agradecimento seguinte vai para a modalidade. Com o imenso cortejo de dificuldades de toda a ordem, soube construir-se, quase autodestruir-se e levantar-se de novo. Hoje, em alguns campos de intervenção, tornou-se uma modalidade exemplar, como é o caso do departamento de Comunicação e Marketing, cujo responsável, Marcos Castro, é a “dedicação” premiada na Gala deste ano. Falta ainda um grande caminho, mas eu acredito nas novas gerações. O ciclo de atletas que agora termina, ou está prestes a terminar, é uma belíssima fornada de dirigentes, treinadores, árbitros. Muitos deles já o fazem há anos, acumulando funções e trabalhos em prol do jogo que escolheram para as suas vidas desportivas. E a nova Presidente da Federação é, aos 28 anos, exemplo do que acabo de dizer.

A receber prémios comigo, neste ano cheio para o hóquei português, estão ilustres figuras. Umas, que só vi jogar como mero assistente, de que Carlos Fernandes, prémio “Carreira”, é o exemplo de primeiro ídolo; outras, que acompanhei nas suas carreiras e sobre as quais escrevi ao longo das últimas décadas, como é o caso de José Adriano, prémio “Dirigente”; aqueles que me acompanharam como atletas internacionais, quando passei pelo dirigismo associativo e federativo, e que hoje têm na mão sectores angulares do progresso do hóquei olímpico, entre os quais cito Hugo Gonçalves, prémio “Treinador”, Mário Almeida, prémio “Árbitro”, Hugo Santos, prémio “Jogador”; os que se tornaram marcos na sociedade civil, exemplarmente o Procurador José Carlos Vilaça,prémio “Personalidade”; ou aqueles que trabalham exemplarmente na organização dos eventos que têm construído o orgulho da modalidade além fronteiras, como é o caso de Manuel Magalhães, prémio “Adepto” e Patrícia Pereira, recentemente promovida a Juiz internacional e que, também nessa qualidade, é homenageada; depois, aCâmara de Lousada, prémio “Amigo”, que soube entender a jazida de talentos que estava a formar-se no seu concelho e disparou para a construção de infra-estruturas desportivas modelares que são, hoje, a imagem do brio do Vale do Sousa; os clubes que, entretanto, se formaram, e um deles é já o clube do ano (Lisbon Casuals HC – Lisboa) e o outro recebe o prémio fair-play (Juventude HC – Lousada); os clubes que regressaram, como o GD do Viso que vê um dos mentores desse regresso, José Adriano, ser eleito, como já dissemos, dirigente do ano. E os outros atletas, também premiados, sobre quem vai assentar nos próximos anos a trave mestra do desenvolvimento da modalidade (Ana Margarida Teixeira, oriunda da aposta no desporto escolar e eleita jovem jogadora; Ricardo Teixeira, jovem jogador; André Vivas e Zita Santos, melhores marcadores na variante de campo; Marco Santos e Vanda Ferreira, melhores marcadores na variante indoor; Ângela Lima, jogadora do ano), de quem se espera saibam honrar os pergaminhos do hóquei em campo.

Todos eles, porque têm feito uma modalidade melhor, estão englobados no meu agradecimento, ou não fossem eles a razão dos meus escritos, das notícias, dos relatos.

Uma subtil coincidência permite-me receber este prémio ao mesmo tempo que algumas das pessoas que mais admiro na modalidade e de quem sou mais amigo. Para além disso, a V Gala do Hóquei registará o regresso ao activo de um dos dirigentes que mais me marcou, que foi quase tudo na modalidade, é um dos responsáveis por a FPH ter uma sede social exemplar e própria, e foi Vice-Presidente do Comité Olímpico. Ao fazer parte do programa da Gala a tomada de posse dos novos corpos gerente da FPH, saúdo com grande emoção a entrega da presidência da Mesa da Assembleia Geral ao José Alípio de Oliveira, dirigente que em boa hora regressa, ele que, lembremos, foi o Chefe da Missão portuguesa aos Jogos Olímpicos de Atenas e que, por razões de saúde, esteve afastado vários anos.

Não posso, de facto, pedir mais!

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    O futebol abafou tudo – até o belo desporto feminino e dos adolescentes de quem nunca se vê um jogo nem falar – e o Record só fala de futebol, e os jornais que não são desporto nem notiv«ciário tem mas sim futebol logo na pág 3 – e há tantos grupos de desporto até de ?? nem sei como se chama uma esp´+ecie de todo o terreno em landRover pelos adolecentes que uma vez vi – mas o país só tem Relvas e outros dementes e depois só dizem mal de sócrates que tentou ginásios mais ou menos luxuosos de desporto polivalente espalhados pelo interior mas os urbanos p«filhos de cabra só disseram mal – a inteligência não dá para valorizar o que tem valor e sócrates fez muito geitinho a muitos amigos mas fez as coias que agora estarão a ruir de abandono – o costume – pois os autarcas reclamam regionalização mas os cabrtões querem o dinheiro mas nada fazem nem conservam nem valorizam o que lhes foi dado – autarcas de merda com vereadores de n«mera em número demias – deviam ser reduzidos a 30% e mostar pelo menos anualmente o que fazem e dar contas – mas o melhor exemplo até é o senhor da Madeira para não falar nos que são ainda piores – fazem rotunf«das os deagraçado de merda – se houver uma excepçºao que se mostre – todos gostariam de saber e se calhar até regressar a “província” omde há TUDO e em lisboa só há má lingua

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