Esquerda sec. XXI

À primeira leitura não vislumbrei grandes diferenças, mas aguardo que outros colegas e também leitores, nomeadamente os que pertencem à área política, me possam elucidar sobre o conceito de austeridade de esquerda.

Ainda em matéria de ideologia, não posso deixar de referir que o comunismo já não é o que era. Mao e mesmo Max, devem dar voltas no túmulo.

Comments

  1. Bufarinheiro says:

    Considerar o merdas do Merkollande como esquerda é um disparate.

  2. antonio oliveira says:

    Estranho não acham ? Direita ou Esquerda as “receitas” são as mesmas.

    • Olavo says:

      Sem dúvida que são, porque até os comunistas reconhecem que há uma grande diferença entre as necessidades do combate político, que se resume a mandar bocas cínicas para enganar patetas, e as necessidades dos problemas reais, que obriga a tomar medidas que solucionem os problemas. Por esse motivo tivemos no último congresso do PCP os homens do comité central a anunciar aos militantes que o PCP estava falido e para corrigir os seus problemas financeiros iam aumentar as quotas cobradas aos militantes, aumentar receitas extraordinárias com venda de património do partido e colectas extraordinárias, e ainda assim estavam a considerar despedimento de funcionários do partido. E não é essa a solução apregoada pelo governo actual, que merece tantas críticas do PCP?

      Hipocritas. Todos eles.

  3. eduardo soares says:

    A direita sabe que a confusão de princípios desarma os cidadãos e mesmo o sr A cai ou deixa-se cair na esparrela.O “socialismo” que quer gerir o capitalismo (qualquer que seja a sua fase de evolução)
    com as regras do próprio capitalismo bem pode dizer que é “de esquerda” e repeti-lo até ao infinito que nunca o será.
    Tudo o resto são tretas da treta !!!
    Uma pergunta: o Aventar é uma salada de frutas ?


  4. Boa noite a todos.
    Sr. Eduardo Soares, o Aventar não é uma salada de frutas, mas um espaço plural onde se debatem ideias e todos são bem vindos.

    • eduardo soares says:

      Para debater ideias não se pode navegar na confusão das ideias, propositada ou não. Repito o meu comentário porque o rigor dos conceitos não entrou no texto de AA, desde logo porque classificou um social-democrata como de esquerda. E então podemos dizer como o faz a direita, que no “pós-modernismo”, no “fim da história” não existe a dicotomia dir-esquerda. Tudo uma salada de frutas.
      Veja o raciocínio de Olava, aqui acima. Aumentar quotas é cobrar
      sobre pensões, se calhar baixar o salário mínimo, despedir milhares de professores, essa salgalhada toda… Já vê no que dá a falta de rigor nas ideias, ou estarei enganado ?


  5. Terei que considerar o Partido Socialista Francês de esquerda, ou em alternativa afirmar que cerca de 90% da população francesa é de Direita.

    • eduardo soares says:

      Tem de reconhecer que o PSF é por acção social-democrata e só o nome o indica como “socialista”. O que são os cidadãos franceses não tem de estar reflectido no partido em que votam; como sabe não é só cá que os partidos se apresentam com programas que não cumprem ou cumprem ao contrário. E depois sabe o grau de abstenção em frança ? Por cá, digo-lhe, temos um partido com três
      facções, três nomes, três aparelhos e três equipas de boys. Pensamos que votamos em filosofias políticas diferentes entre os três e as diferenças são de estilo e intensidade. Aplique isto a Hollande/Sarkosy e vê como bate certo !!!

  6. edgar says:

    O mais incompreensível, e o que agrava esta situação de iminente desastre, é que há quem se afirme de esquerda, fale muito em unidade de esquerda, discuta muito e faça muito pouco pela vitória da esquerda, pela eleição de um governo patriótico de esquerda que corrija rapidamente estas políticas, restitua o que tem sido roubado ao povo e ao património nacional e abra perspectivas de desenvolvimento, progresso e justiça social.
    É inconcebível que os mais altos responsáveis continuem de braços caídos perante o crescente sofrimento popular que todos denunciam e muito poucos combatem.
    Ainda alguém acredita que com a situação que se conhece na Grécia, em Espanha, na Itália (precisa já de 400 mil milhões de euros) etc. etc., e até em França, não há um plano para excluir uma série de países do euro?
    Há quem faça contas entre o quanto custa ficar e quanto custa sair, esquecendo-se que, muito provavelmente, vai somar o quanto custou ficar ao quanto vai custar sair.
    Alguém acredita que, com o crescente descontentamento popular, vão conseguir impor e alargar os chamados planos de austeridade ou de “reajustamento”?
    Estamos perante uma espécie de “BPN” europeu ( incluindo o Vaticano) e duvido muito que os responsáveis possam continuar a actuar com o mesmo grau de quase impunidade e a bolha não rebente quanto menos se espera..
    Desespero já há quanto baste … e não pára de crescer.

  7. José Luís Moreira dos Santos says:

    De esquerda que sou, dá-me vontade de rir com os argumentos pretensamente teóricos de alguns comentários. Mas vamos a dois simples apontamentos:
    primeiro, por esquerda vocês confundem – e peço desculpa se estiver a ser injusto – tudo o que por tal se designe, sem experimentar problematizar um pouco o que em termos teóricos e práticos afastam ou aproximam as várias correntes que forma a esquerda e lhe dão um carater diversificado;
    segundo, o melhor que a esquerda pode fazer por ela própria e fazer as suas figuras tutelares revolver-se na campa, pois tal significa que o mundo, tenha tido como motor o que for, não é o mesmo que lhes foi dado viver, comentar, desejar transformar. Mas já agora, o liberalismo, o pragmatismo, o utilitarismo, a cristianismo- social, etc, que são os estribos político/ideológicos
    da direita são ainda o fruto da pureza de pensamentos dos seus principais teóricos? Já sei a resposta, por isso também sei que é mais fácil haver entendimentos à direita do que à esquerda. Porém, eu quero aqui afirmar que prefiro mil vezes uma esquerda multipla que mutilada, só para satisfação da pulhice de um qualquer dirigente se querer mostrar. Sabem, isto não quer dizer que bato palmas a quem tem preferência pelo argumento do realismo coerente – prefiro chamar-lhe assim – como forma defensiva, porque se o Socialismo tem necessidade de se mostrar, há riscos que talvez aja necessidade de se correr. Que sejam riscos calculados, porque clareza nos propósitos e lealdades.
    José Luís Moreira dos Santos
    Estarreja

  8. Jorge says:

    Como todos sabemos o Ps colocou ja lá vai muito tempo o socialismo na gaveta. Nao fomos ainda informados de que tenha aberto novamente a gaveta. Desta forma é legitimo que se considere o pS actual como um partido de gestão capitalista do regime.

    Quanto à China veremos daqui a uns tempos . Depois da China se ter apropriado da tecnologia de vanguarda. O ultimo a rir, ri melhor.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.