Quando eles

terror_02

Quando esperas horas com eles na repartição pública da empresa privada conhece-los, sabes quem são, os sacos pesados que carregam, as varizes das mulheres, a revolta dos putos enorme como uma bomba, basta que um primeiro diga mata. O que aí vem será a soma de tudo isso transformada por eles na mudança, a ira depois da desolação tornada motor da História, mas também o fim desta violência democraticamente legalizada, eles enfim a levantarem-se dos escombros a que outros quiseram reduzi-los e a ser essas pessoas para que nasceram – e não os animais destinados por esses outros ao abate.

Comments


  1. TODA ESTA DEMOCRACIA CHEIRA A FALSO , É UMA FORMA DISFARÇADA DE MANTER UMA DITADURA , COM NÍTIDA EXPLORAÇÃO DAS PESSOAS , EM PROL DA BANCA .
    QUANTO MAIS TADE NOS REVOLTARMOS PIOR .


  2. Que bonito, Sarah. Que sensibilidade tão bem ancorada.

  3. vitor alpendre says:

    ‘E a perspectiva correcta e um olhar certo para uma crise criada pelas “elites” do poder e para gáudio deles e daqueles que representam…Não fecha, no entanto, as portas à ténue esperança de que o pesadelo se esvaia e surja de novo alguma luz.

  4. Maquiavel says:

    E se tiverem sorte, um dia acordam e têm o Grillo como 1.o Ministro.
    Digo se tiverem sorte, porque se tiverem azar, um dia acordam e vêm a lâmina da guilhotina…

Trackbacks


  1. […] suicídios, sobre a desolação que passou a ser o cenário de todas as ruas de Portugal, sobre a indignação que bem vi a crescer-te no peito, sobre os mais pobres dos pobres, sobre o desinvestimento público na Educação, sobre a […]

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