O autodemocídio de Pedro Passos Coelho

A palavra não deixa de ser a que melhor caracteriza Pedro Passos Coelho: um autodemocida. Aquele que mata o seu próprio povo.
O povo que se suicida como há muito não se via. A mortalidade infantil que voltou a aumentar. O desemprego que não para de subir.
O chumbo do Tribunal Constitucional representa praticamente nada se compararmos com os buracos orçamentais e com os erros das previsões do Ministro das Finanças. E ainda falta ver qual foi o deslize da execução orçamental do primeiro trimestre de 2013. Aí é que vai ser…
Interessa, claro que interessa, deitar culpas aos outros. Como no futebol, a culpa não é do nosso jogador que é expulso por dar um empurrão ao adversário no último minuto do jogo quando o resultado já está feito. Não, a culpa é do árbitro porque foi só um encontrão e não uma agressão. A culpa é sempre do árbitro.
E porque as culpas estão imputadas ao árbitro, Pedro Passos Coelho, o autodemocida, voltou a reafirmar que não vai mexer nos grandes interesses. Nem nas PPP’s, nem nas rendas excessivas da EDP, nem nos privilégios dos Bancos. Nem na Dívida. Na Dívida nunca. Porque não tem tomates para isso. Porque é um fraco. Porque só sabe cortar nos mesmos de sempre: na Segurança Social, na Saúde, na Educação. Ou seja, no seu próprio povo. Que mata, com o tesão de um verdadeiro democida, a cada dia que passa.

Comments


  1. não para?

  2. palavrossavrvs says:

    Passos ou deixa de ser catraio ou deixa de ser catraio. Estamos aqui à espera de vê-lo mexer nos grandes interesses, PPP, rendas excessivas da EDP, privilégios dos Bancos. Se mexer, será mais compreendido e menos odiado.


  3. Os arrogantes morrem, de facto, às suas próprias mãos.
    http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2013/04/03/carta-a-gaspar/

  4. Fernando says:

    Será que o Farsolas quer ter um julgamento do tipo Nuremberga?


  5. quantifique.
    qual é o valor que se pode cortar na PPP?
    quanto se pode cortar na renda da EDP? e já agora como?
    quanto custam ao estado os privilegios do bancos?
    a divida, deixamos simplesmente de a pagar? Isso resolveria realmente o problema, mas a grande maioria dos economistas diz que isso resultaria na nossa expulsão do euro e daí uma queda economica da ordem dos 30 a 50%. Salários e depósitos bancários a perderem quase metade do seu valor, se deixarmos de pagar a dívida. Dizem eles, não sou economista, parto do principio que os tecnicos sabem do que dizem.


  6. O Passos, o Relvas, a Cristas e outros são retornados. Isto é um governo de vingança, só não vê quem não quer…

  7. Amadeu says:

    Tu e o Sócrates a agora o Seguro.
    Tomá lá uma musiquinha que te define muito bem.

    http://youtu.be/XiD-M8XpCVk


  8. Vendo esta noticia:

    http://www.publico.pt/economia/noticia/chipre-avisa-que-nao-tem-dinheiro-para-pagar-salarios-e-pensoes-de-abril-1590558

    e mais esta:

    http://www.publico.pt/economia/noticia/zona-euro-suspende-todas-as-decisoes-relativas-a-portugal-1590538

    receio bem que aqueles que defendem que não se pague a divida estejam profundamente enganados.
    Estamos mal, mas receio bem que não tenhamos muitas alternativas. Não pagar a divida pode levar-nos a uma quebra de rendimento da ordem dos 30 a 50%, pagar implica sujeitar-nos a quem nos empresta e termos de aplicar medidas de austeridade ainda maiores que as que têm sido aplicadas.
    Lembro de aqui aplaudirem a coragem do governo cipriota que rejeitava submeter-se à troika… durou pouco a coragem cipriota. Os russos não os ajudaram e eles viram-se obrigados a cumprir as ordens da troika.
    A decisão do TC vai obrigar a procurar alternativas, mas cortar na PPP (se isso for legalmente possível), cortar nas rendas da EDP, nos privilegios dos bancos, não me parece que chegue sequer para cobrir 1/5 daquilo que será preciso cortar.
    15 anos de asneira é muita asneira.

  9. almaria says:

    “A decisão do TC vai obrigar a procurar alternativas, mas cortar na PPP (se isso for legalmente possível), cortar nas rendas da EDP, nos privilegios dos bancos, não me parece que chegue sequer para cobrir 1/5 daquilo que será preciso cortar.”

    Não foi a decisão do TC que obrigou… . Foi o orçamento elaborado e aprovado pelos deputados do PSD e do CDS.

    Se esses cortes não chegarem, talvez seja altura de pensar numa solução tipo Chipre.
    Pelo menos roubavam a quem tinha muito, em vez de roubarem a quem trabalha ou já trabalhou, anos a fio.
    Era muito mais justo.


    • Por isso eu vou colocar as minhas poupanças a salvo de ladrões estatais. Adeus bancos portugueses. E nem espero por 5ª feira.

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