Tenham medo, ele agora está do vosso lado

Manuel Buiça e Alfredo Costa- herois nacionais

Perante uma afirmação de Mário Soares, por menos do que se está a fazer caiu Carlos de Bragança, a extrema-direita entrou em pânico. O problema desta gente é a noção de impunidade que imaginam protegê-los. Não há impunidade. Nem num ciclo político normal, onde se paga nas urnas, muito menos no golpe de estado que vão orquestrando, que conduz inevitavelmente a outras urnas.

Aquilo que estão a tentar fazer em Portugal falha sempre em democracia, seja porque esta funciona, seja porque deixa mesmo de funcionar.

Por enquanto não apareceu um Manuel Buiça e um Alfredo Costa, ilustres portugueses que sacrificaram a sua vida em combate contra uma ditadura, apenas porque ainda não foi tempo disso. Quem ataca doentes e  desempregados com a desfaçatez de saberem que isso não os atinge, quem pensa que a humanidade é uma selva darwinista,  arrisca-se a levar com a selva em cima e está a fabricar Buiças e Costas. Nota-se essa ilusão de impunidade na forma como já nem o sustento do poder, tropa e polícia, escapa à selvajaria. Esquecem-se que neste particular Portugal não é mesmo a Grécia, onde a ameaça de um golpe militar fascista paira todos os dias. Portugal é mais Abril. e também Maria da Fonte.

Comments


  1. Reblogged this on Das Culturas.

  2. xico says:

    Só mesmo você para misturar Abril com a miguelista e reacionária Maria da Fonte. Quanto ao pânico, não foi Soares quem instituiu a proibição de insultar os membros do governo?

    • Hugo says:

      É o professor de Histori…etas.


      • Xico, misturo sim senhor. Ambas são revoltas populares. E em História se são reaccionários ou não é outro assunto. Além de que para o efeito ninguém pode adivinhar de que tipo serão as que vêm por aí.

        • xico says:

          A de Abril foi uma revolta popular? Muito me conta amigo João. E a dos Buíças também?!
          Não, não me venha com essa de que o povo aderiu, que eu isso sei. Mas o povo não é de confiança, como sabe. É como aquelas mulheres que fogem com o maior tratante sabendo que no fim lhes baterá e deixam o esposo fiel a quem insultam. Afinal, o povo também aderiu em massa à revolução de Hitler… Onde isto já vai. Vê o que me obriga a escrever!


          • A de Abril, a partir da manhã, foi sim senhor, ou teria ficado pelo golpe militar. Quanto ao Buiça, a popularidade é fácil de medir: uns tiveram funeral às escondidas, e massivas homenagens junto ao túmulo. Os Braganças um profundo desdém popular.
            Quanto ao povo não ser de confiança, onde é que escrevi o contrário?


  3. Isto é uma instigação ao assassinato de membros do governo!
    Este post pode ser considerado um acto criminoso.
    Este tipo de discursos é idêntico aos dos dirigentes desportivos que acirram a matilha dos adeptos mais ferrenhos para actos violentos nos estádios de futebol.
    Quer violência, não apele a que outros sejam buiças, seja você mesmo e carregue com as consequências das suas ideias. Ainda há um lugar para si na cadeia.


    • Quem instiga é o governo. Mas não se pode pedir a um analfabeto reincidente que saiba ler, mesmo que tenha tentado.


      • Pois, se um ministro levar um tiro a culpa é dele.
        Típico das mentes psicopatas, a culpa é do tipo que leva o tiro, mereceu-as!

        • Matos says:

          Do rio que tudo arrasta chamam violento. Mas ninguem chama violentas ‘as margens que o comprimem …

        • Maquiavel says:

          Se o tipo que leva o tiro, antes de levar o tiro instituiu a fome e a miséria, näo se queixe de levar o tiro. Nem os seus correlegionários se façam de vítimas.

      • Luís Alves says:

        Essa pobreza mental do João José Cardoso de complementar a postura sistematicamente arrogante e incivilizada com um recurso pronto ao insulto e ameaças de agressão podem ser interpretados por terceiros como uma incitação às medidas que o João José Cardoso anda a defender para terceiros. Será que todo esse alfabetismo do João José Cardoso não o faz perceber que quando um idiota se põe a defender que esse tipo de faca deva cortar, ela acaba por cortar para os dois lados?


    • O Xiz, não perdão Xyz. O Salazar e o Hitler estão à sua espera.


  4. Extrema-direita?

    Lol. Mas quando é que o João José Cardoso percebe de vez que o facto de chamar “extrema-direita” a qualquer opositor político é uma técnica ultrapassada da década de 1970 que já não assusta ninguém???

    Chamar extrema-direita a liberais é demonstrativo de uma ignorância política sem limites. Recomendo-lhe sériamente que comece a ler manuais de ciência política do século XXI e deixe de ler esses panfletos marxistas do século XIX que só servem para lhe atrofiar o pensamento.

    Até é um homem que escreve bem e demonstra inteligência, mas a sua cegueira ideológica a roçar no fanátismo cego, deitam tudo a perder…

    • Hugo says:

      E é professor de História. Gostava muito de saber as notas dos seus alunos nos exames finais. Os exames são de História; a matéria leccionada é de História do João José Cardoso, uma luta entre o bem e o mal, personificados, respectivamente, pelos paladinos proletários Mao, Fidel e Estaline e… pela extrema-direita. Num país sério, profissionais que não sabem a sua profissão vão para o olho da rua. Em Portugal, não. Têm direitos adquiridos. Direitos adquiridos para dizer baboseiras.

      • João Oliveira says:

        Realmente assim se vê a formação dos professores que se arrastam por cá. E depois os problemas do nosso sistema de ensino devems-e todos só e exclusivamente ao ministro em funções, seja lá qual ele for.

        Não admira que haja professores que tem pavor a serem avaliados.


        • Não me diga, e chamava quem para avaliar os professores de História? o “cientista” político Rui Ramos?
          Ai que saudades que por aí vão do Salazar e do Mattoso pai…

          • Hugo says:

            Até o Rosas ou o Loff ficariam espantados com a sua interpretação da História. Mas decerto avalia-lo-iam positivamente. A bem dos “direitos adquiridos” e da “liberdade ideológica”.


        • Mas qual interpretação da História? fascinante são os tiros ao lado, acusando-me do que nem escrevi.
          Acho que é tempo de terem medo, mas também não é preciso entrar já em pânico. Lá chegará esse tempo. E não, não é uma interpretação da História, nem sou adivinho: só não vê o que vai suceder quem pensa que voltou a 1973. E até esses foram surpreendidos.


    • Que a dita “ciência” política e suas taxonomias são pura ideologia ando a pregar há muito. Obrigado pela sua invocação.

  5. Luís Alves says:

    Com que então cá em Portugal só a extrema direita é que não acha aceitável a ideia de haver assassinatos políticos.

    Que humanismo esse o do João José Cardoso.


  6. O Mário Soares está preocupado porque o seu tempo e o tempo de seu sistema estão a chegar ao fim. Na Europa começa a amanhecer. Por um Portugal Nacional e Social.

  7. murphy says:

    Este post, é um belo exemplo do que se escreveu aqui…

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html


  8. Mas o que é que o Bochechas arrotou desta vez?


  9. Invejo-lhe a paciência para aturar tanto mentecapto.


  10. Este comunista repugnante louva o regicídio! Todo o comunista é um terrorista e um doente mental. Gente muito perigosa, esta.

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