É isto

ganhar o salário mínimo é melhor do que estar desempregado, estar no gulag é melhor do que estar morto, ser português é melhor do que ser somali, viver na brandoa é melhor do que viver em damasco, lavar casas-de-banho é melhor do que trabalhar em desminagem, ter um marido ciumento é melhor do que ser mulher em kandahar, ser insultado pela maria teixeira alves é melhor do que ser espancado por um skin, viver na carregueira é melhor do que estar preso no carandiru, viver com o passos coelho é melhor do que viver com dois pais, digamos um mobutu e um mugabe (há correntes), estar a recibos verdes é melhor do que ser escravo na Mauritânia  vestir uma blusa over it é melhor do viver numa dama de ferro. Espero que o miúdo passe factura das vendas na internet.

Pedro Vieira

Comments

  1. margarida soares franco says:

    Nunca ouvi falar-se tanto no SMN…há uns , poucos, anos atrás ninguém falava disso…porque será ???

  2. Hugo says:

    E fazer pela vida é melhor que estar à espera que um Estado falido continue a dar tudo e mais alguma coisa a todos. Mas disso não vale a pena falar. Voltemos à cartilha.


    • Hugo, a ejaculação precoce de ontem deixou-o num estado de excitação permanente, foi?
      Raio de cartilha a sua.

    • nightwishpt says:

      Tudo a todos refere-se à banca e restantes amigos do centrão, certo?

    • Fernando says:

      Todos, mas todos quem?

      Sabe quanta riqueza já foi transferida (e destruída) da economia real para a banca? Um nº exato é difícil, mas só lhe digo, é COLOSSAL!
      Se há sector (de duvidosa utilidade e produtividade) subsídio-dependente é o sector bancário!

      Todos diz o Hugo, por favor, exclua-me de “todos” os que esperam “almoços grátis” do estado…

  3. gafanhoto says:

    Isto é a lei de Godwin em funcionamento.

  4. sinaizdefumo says:

    Tanto Daniel Oliveira como Sérgio Lavos têm carradas de razão. Só lhe ficava bem (a Raquel Varela) reconhecer isso.


  5. http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=HjOXeGZT8M0#!

    estou com o comentário mais votado deste vídeo:
    Cara, quando entrei na faculdade acreditava que o pessoal de esquerda só tinha idéias diferentes das minhas. Depois, ao longo do curso, me convenci de que eram de esquerda por serem ignorantes, ingênuos ou burros. Hoje, mais velho, não tenho dúvidas: muitos esquerdistas sofrem de algum transtorno mental ainda não catalogado…


    • Olha lá, ó engraçadinho, agora todos os vídeos publicados no Insurgente, à falta de cérebro próprio, aproveitas e metes aqui?
      Então se não te importas ficas pelos que respeitem a futebol.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Não faço distinção entre esquerda e direita. São ambos inteligentes e têm ambos as suas razões. Algumas das pessoas que mais amo neste mundo, como os meus pais, são de Direita.
      Distingo é entre pessoas inteligentes que sabem argumentar e bestas como o senhor.


      • Danço conforme a música, para idiotas que postam coisas idiotas não vou argumentar grande coisa, entendeste ó pedaço de asno. Respondo a post imbecis com vídeos imbecis da forma que eles merecem.
        bando de malucos, acham que o desemprego é pouco querem mais? Porque é isso que teriamos aumentando o salario minimo para o que o JJC e a amalucada de ontem sugerem. Parecem putos de 4 anos a fazerem birras para comprar um brinquedo novo sem terem a menor noção da realidade, do preço das coisas, das consequencias. A energia que os move é a inveja, sim conheço pessoas que votam nos partidos de esquerda radical, no dia a dia são do piorio, não ajudam ninguém, votam nesses partidos não por solidariedade para com os outros mas para obrigar 3ºs a serem solidários com eles.


        • És um génio. Estou siderado. Porque não experimentas empreender um negócio de reciclagem fecal? Começavas por investir o cérebro como matéria prima, e cá para mim ias longe, produzias biogás com fartura, davas emprego a muita gente, 60h semanais e 100 euros por dia, coitados, sempre precisam de uma sopa.


          • Acho que nem assim te dava emprego. O teu lugar é mesmo no manicómio.


          • Nem abandonei o hospício quando o grande líder Coelho tomou conta da administração. Uma novidade na psiquiatria mundial: os doentes gerindo a casa. Vamos lá ver durante quanto tempo os pacientes fazem justiça ao nome…

        • Maria says:

          Mas, tanta inteligência não pode ser desperdiçada! Dêem um lugar no governo ao xyz, Que cromo…

    • adelinoferreira says:

      Olha a volta que este neoliberal de vão de
      escada deu,para dizer que entrou e permaneceu,não se sabe por quanto tempo,
      na faculdade!!!!

    • ZE LOPES says:

      É por isso: estás velho!

  6. ZE LOPES says:

    Estive a ver o site da over-it e fiquei elucidado…Perguntas frequentes: como comprar um produto over-it? Resposta:todas as informações no facebook…”encomendas pelo site de momento impossível”. Ora bem: o que é que é impossível (numa “empresa” em que tudo será, empreendedorísticamente, possível)? As “encomendas pelo site”? O “site de momento”? O “momento”? Uma virgulazita ou outra caía aqui bastante bem. E, analisando o resto do site, vá lá…as meninas até estão bem. Já eles parecem mais ou menos um tanto javardos.Não se pretende julgar ninguém, mas parece refletir um certo estilo machista com laivos de “prafrentex”!

  7. ZE LOPES says:

    Acrescente-se mais uma frase: mais vale estar teso do que ser roubado!


  8. Perante o desabamento de toda a teoria em que a direita se sustentou para implementar o programa “além da troika”, perante a demonstração prática do falhanço da governação, perante o embate estridente com a realidade de um país que empobrece e se endivida a um ritmo suicidário e depois de o governo ter activamente perseguido uma estratégia de criação de desemprego de massas para pressionar os salários, tudo o que a direita tem a dizer é: mais vale trabalhar com poucos direitos e por pouco dinheiro do que passar fome. Foda-se há limites para o cinismo! Peguem nessas cabecinhas e arrumem com elas contra a parede bastas vezes a ver se faz reset!

  9. Sílvia says:

    Adorei o post!

  10. ZE LOPES says:

    Aconselho também a consulta ao site para que fiquem esclarecidos: “o que é o over-it”? “e mais uma ideia, a ideia de ser superior e de estar em cima (de quem?), esta ideia levou à roupa pois foi na roupa que vimos a forma de expressar a nossa ideia inicial”…E mais adiante: “A ideia começou por se desenvolver apenas em cascais (sic…) mas de momento já e possívelencontrar os nossos por todo o pais (sic) assim como outros países como a Inglaterra e a Suíça”.
    O rapaz pode ser esperto, mas não sabe escrever…


  11. Fico lívida com o baixo nível dos comentários feitos aos artigos que li hoje, tanto seus como de outros autores, neste e noutros blogs. Talvez eu esteja muito ‘inglesada’, ou talvez seja Portugal que está de rastos também nisso, sei lá. Mas diga-me, João José, os comentários reflectem só o requinte, a educação e a cultura da direita populista, ou são minimamente ilustrativos do quanto Portugal, e o povo português em geral, caiu desde que daí saí? Dá-me vergonha. Dá-me vontade de pintar a cara de preto. E pergunto-me como o João José consegue aguentar tanto insulto pessoal e torpe.

    Mas voltando à história deste rapazola palerma. Quem ouvir o que por aí vai, até pensa que o menino concebeu um plano de negócio, investigou, negociou com e contratou fabricantes e fornecedores de vestuário e de serviços de estampagem de têxteis, desenhou um portfolio de ilustrações, planeou colecções, elaborou estudos de mercado, aprendeu contabilidade, fez projecções de custos e estimativas de lucros, criou uma marca, publicitou e vendeu a imagem de marca e o produto, arranjou um empréstimo, criou postos de trabalho, começou a produção e vendeu, vendeu, vendeu e aí está, um jovem ‘empreendedor’ bem sucedido.

    Só que a realidade é outra, e parece que ninguém pegou nisso. A B&C é uma empresa de ‘promoções’, ou seja, o que se costumava chamar noutros tempos ‘brindes publicitários. Tem sede e laboração no estrangeiro. O que a B&C oferece é um serviço de estampagem de mensagens e / ou imagens publicitárias e / ou siglas empresariais nas peças de vestuário que vende, e cuja manufactura sem dúvida contrata em fábricas como a que se encontra filmada abaixo, ou compra a quem subcontrata a tais ‘fábricas’:

    Este é o texto de reportagem http://www.itv.com/news/2013-05-21/behind-the-walls-of-bangladeshs-garment-factories/, e ambos passaram ontem no noticiário das 22h na ITV1 em Inglaterra.

    (Note os gradeamentos na janela, e as portas de aço fechadas a correntes e cadeados, para que @s operári@s não possam sair. Aliás, ninguém fala, ninguém diz, mas a maioria das vítimas nos vários ‘acidentes’ recentes em fábricas de vestuário na Ásia deveram-se exactamente ao facto de @s trabalhador@s não poderem sair dos prédios, nem pelas portas nem pelas janelas.)

    Mas voltando ao fedelho – perdão, o empreendedor que tanto gosta de ‘estar por cima’. O serviço de impressão / estampagem das peças de vestuário vendidas pela B&C poderá igualmente, muito possivelmente, estar a ser realizado na China ou na Índia. E é assim a isto que se resume o ‘empreendedorismo’ de louvar do rapaz. É o mesmo que telefonar para a pizzaria a encomendar 50 pizzas, para as vender ele depois a fatia no recreio da escola.

    No livro por onde leio – que é, evidentemente, muito diferente do desta direita neo-liberal que hoje fez gala de tanto se assanhar por causa de um rapaz que, pelos vistos, tem idade suficiente para ser ‘empreendedor’ mas não tem idade suficiente para pensar ou saber ou compreender estas coisas de ética e de justiça social e laboral, e por ter sido tão injustamente e ferozmente confrontado por um adulto que sabe desses assuntos – a este tipo de coisa chama-se, entre outras coisas, chico-espertismo. Ao facto de ter mentido com os dentes todos, na televisão, perante milhares (milhões?) de espectadores, tentando fazer passar gato por lebre, alegando que a produção é da responsabilidade dele e feita em Portugal, tem ainda outro nome. De facto, será de pequenino que se torce o pepino.

    Quanto ao clip, um clássico, do The Life of Brian, e a sua justaposição a este texto… simplesmente brilhante. 😀


    • Basicamente, Nina, quando soltam a matilha, o gozo supremo é deixá-los ladrar. Mordem-se a si próprios.
      O insulto é uma arte que não está ao alcance de qualquer um, requer treino, convém ter lido uns livros e saber usar a escrita. Tenho uma imensa paixão pelo insulto, adquirida bem antes dos 16 anos nas páginas dos nossos oitocentistas, no tempo em que os animais duelavam, cada qual teve a sua adolescência empreendedora. Ladrar é outra coisa.


  12. Melhor do que ser somali, já não tenho tanta certeza disso.

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  1. […] faz parte de uma regra tácita seguida por muitos cidadãos e que se pode resumir numa frase como “Enquanto houver alguém que esteja pior do que eu, não tenho o direito de me queixar.” Em Portugal, o direito a queixar-se estaria, portanto, reservado a um sem-abrigo que já não coma […]

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