PSP – umas vezes a violentar, outras a contestar


Sempre senti aversão a fardas. É coisa antiga. Desde a pré-adolescência, quando aos 10 anos me obrigaram a envergar a farda da Mocidade Portuguesa, com o célebre ‘S’ – de Salazar – no cinto. Sucedeu no, então, Liceu Nacional Gil Vicente em Lisboa, hoje designado Escola Secundária.

De todas as filtragens da vida, retenho um particular asco à PSP. Ainda no passado dia 31 de Maio, na manifestação de Lisboa contra a ‘troika’ e o governo, observei atentamente a postura e ar ameaçador da maioria dos agentes do PSP.  Em grupos alinhados, vigiavam a populaça. Não lhes deram motivos para intervir. Alguns pareceram-me frustrados.

Todavia, nem sempre as coisas correm de forma tranquila. Admito atitudes de escusada agressividade e falta de maturidade de alguns manifestantes – quem sabe se, pelo menos parte, são infiltrados? O facto é que servem os propósitos de violência dos pelotões da PSP, como o vídeo acima documenta.

Na luta pelo pagamento atempado do subsídio de férias, o sindicato da PSP ameaça utilizar o cívico recurso à justiça. De pistolas e bastões guardados em casa ou na esquadra, lá vão os sindicalistas polícias combater o governo. Segundo as normas burocráticas e legais, dispararão sobre as instâncias judiciais papéis, requerimentos, provas de identificação e não sei o que mais.

Uma dúvida: todos os agentes da PSP se limitarão a seguir a reacção sindical ou haverá uma parte a provocar a reedição da ridícula cena de ‘secos e molhados’, entre ‘manifestantes guardas’ e os companheiros responsáveis pela manutenção da ordem pública?

Cá para mim, sentiria especial gozo nesta última solução; agredirem-se mutuamente até à exaustão os grupos dos ‘enxutos e encharcados’.

Quanto ao consumo de água, recomendo que gastem à vontade e que a chuva – o divino assim queira -se afaste de nós até ao Inverno. O ministro Gaspar irá, por certo, oferecer uma ou mais velinhas à Igreja de São Pedro de Manteigas, terra dos seus amores desde a infância. Seria manifestação de agradecimento pelo desenfreado aumento do investimento até o fim do Outono.

Polícias a lutar, a seca a perdurar e o investimento a disparar – que felicidade!

Comments

  1. nascimento says:

    Nem mais,mas os sindicatos querem vê-los nas nas suas fileiras….um dia amigos,no.outro porrada!Nunca vi tanta contradição….

  2. nascimento says:

    Para mim quero que se FO….eles. existem para nos metralhar.

  3. nascimento says:

    Bofia é sempre bofia….

  4. nascimento says:

    Imaginem isto na Alemanha de 30!!!!???Coitados estavam a cumprir o seu dever enquanto levavam pessoas para DACHAU?!


  5. Eles já andam a matar pessoas inocentes. Não gosto deles, ponto final. Se o Macedo ou o Cavaco ou algum filho da puta nazi mandante disser bófias é descarregar nos manifestantes eles vão fazê-lo e não bufam. E não têm vergonha. Portanto não me convencem. Não dá para sentir qualquer apreço por eles. Lamento.

  6. nascimento says:

    E. Trebinka? Conheceis?,Eu estive lá…..e Sobibor?Bando de filhos fa puta….


  7. Um caso a ser dissecado por um psicólogo.

  8. nascimento says:

    Querem umas lições de história? Vao até lá…a CULPA?Não é de ninguém…..


  9. Porque é que o pessoal que detesta polícias quando faz revoluções a primeira medida que toma é criar novas polícias?…
    Apre, deve ser uma profissão lixada!… Os neoliberais querem acabar com os polícias para os substituir por mercenários corporativos e as esquerdas querem exterminá-los para os substituir por guardas da revolução (a farda pode ser a mesma)… Este mundo…


    • Polícias terão que existir sempre. O problema é a nossa PSP servir-se de um código de violência, que já chegou ao ridículo de servir de matriz a confrontos físicos entre elementos dessa força de segurança. De resto, alguns deles têm um comportamento agressivo que tanto usam perante o jovem de 20 anos, como por uma idosa de 60, como testemunhei há tempos em S. Bento (Lisboa) – a senhora estava apenas de passagem no local.
      Noutros países, haverá abutres policiais ainda piores – Angola, por exemplo. Mas estamos a falar do Portugal Europeu, integrado numa das zonas mais desenvolvidas do mundo e cujo civismo não pode ser estimulado à força do cacete.
      Isto não é problema de esquerda ou direita. A cultura da organização PSP foi esta desde sempre e os altos responsáveis não a alteram. Antes, incentivam-na. Isto, independentemente do posicionamento político de quem está no poder.

  10. nascimento says:

    À por aqui muita bofia escondida…

  11. nascimento says:

    É preciso falar verdade.E ela é que. Eles estão de um lado,do lado do regime e nós do outro.Eles entraram no esquema….são seres humanos?,Claro que sim.,,,Mas todos os ditadores não são seres humanos?O que é a banalidade do mal?Leiam. o Julgamento de Nuremberg…..

  12. xico says:

    Ai as fardas! Sempre foram o fetiche de muita gente. Como dizia a outra: Nossa que biolência…!


  13. Gente boa e mui seria.
    200 paspalhos dessa gente viram o seu exame para chefe anulado por causa dum copianço num teste psicotécnico. A denúncia partiu de 2 elementos dessa espécie de criaturas numa esquadra do Porto. Alegavam as criaturas que existiam grelhas de correcção, desse teste copiadas da grelha original para assim as criaturas saberem onde deviam por as cruzitas para terem um excelente teste de memória. Afirmava mais ainda que tinha sido na escola de malformados de caixotes do lixo azuis. O júri tinha duvidas que isso fosse possível. Mesmo que um dos testados pela memória tivesse agrafado a grelha de correcção ao seu teste. O que demostra o elevado grau de QI da besta. Nem os extraordinários resultados, muito acima da média os alertou para que alguma coisa estava errada. Nem a grelha de correcção. Só depois da denúncia e interrogatórios aos denunciantes a moda do polícia bom e do polícia mau é que acabaram por anular e mandar repetir o teste. E assim ficamos sabendo que temos 200 possíveis futuros chefes corruptos por ai mandar.


  14. As polícias , PSP e GNR para não falar noutras
    são uma contradição . Julgam-se com direito de
    de dizer e fazer tudo o que querem quando é
    para defender os seu direitos ou interesses ,
    mas quando são os outros a defender os seus
    direitos , toca a dar bordoada , fazer detenções e
    bico calado , que nem no tempo da PIDE .
    Vivemos numa democracia e estado de direito
    muito sui generis , altamente duvidosos .

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