Serve exactamente para quê?
Para poupar?
Vejamos – alguém que ganhe 1000 euros ou menos, no nosso país, tem dois destinos para o seu dinheiro: a economia, por via do consumo e uma ou outra aplicação bancária, quase sempre um pequeno depósito a prazo.
Percebo tanto de economia como o Major de timing para homenagens, mas parece-me que o nosso país precisa de ambos como de pão para a boca: de dinheiro na economia e de poupanças.
Assim, o motinhas e o aldrabão, só conseguem uma coisa quando tiram dinheiro aos titulares de pensões de sobrevivência: afundar ainda mais o país. É verdade que poupam uns tostões (milhões), mas como a economia vai piorar o resultado será, como se tem visto nos últimos dois anos, sempre um desastre.
Em jeito de conclusão: mais portugueses ficarão abaixo do limiar da pobreza e o país cada vez pior. E estes imbecis que não conseguem parar de escavar.
Um não, dois!
Bem atravessados!






Roubam aos pobres porque os outros julgam-se uns privilegiados que não têm nada que contribuir para o reequilíbrio das finanças públicas.
Em relação à pergunta, existe uma terceira variável na equação que limita o rendimento disponível das famílias para consumo e poupança e que é o volume de impostos pagos. E num estado com 600 mil funcionários públicos, uma rede de auto-estradas muito superior às necessidades do país, dezenas de universidades públicas a formar desempregados, piscinas olímpicas em freguesias de 57 habitantes, museus Guggenheims recheados de bugigangas que se compram na Vandoma, subsídios para tudo e mais alguma coisa, os impostos têm necessariamente de ser altos e em crescendo, porque essas regalias e benesses só caiem do céu enquanto a torneira do crédito fácil está aberta. Só que a torneira não fica aberta para sempre e há-de chegar a altura em que fecha. Nessa altura em que chega a factura e alguém a tem de pagar, as pessoas diminuem o consumo porque têm menos dinheiro disponível e porque têm receio em relação ao futuro (daí o aumento da poupança verificada nos últimos meses). Diminuindo o consumo, diminui o lucro do sector privado que é quem cria riqueza em qualquer economia de mercado e muitas empresas fecham trazendo mais desemprego e menos consumo, entrando-se numa espiral recessiva. Um país necessita de consumo e poupança, mas também necessita de impostos e de despesa pública adequados à realidade económica. Além disso, num país falido (ou seja sem capacidade para injectar dinheiro na economia através, por exemplo, de uma política de obras públicas) e sobretaxado, o reequilíbrio financeiro tem de ser feito através de corte na despesa. Mas em alguns países o reequilíbrio enfrenta o monstro dos lobbies económicos e dos direitos adquiridos… adquiridos há 40 anos num cenário económico e demográfico completamente diferente do que se verifica actualmente.