Confissão

nuno melo
Nuno Melo declarou que os governos de Sócrates eram os piores desde o final da 1ª Répública.

Para não haver dúvidas: Nuno Melo, dirigente e deputado do CDS no Parlamento Europeu, manifestou a sua preferência por Salazar e Marcelo Caetano quando comparados com José Sócrates. Está no seu direito, embora vá ter dificuldades em levar o seu amor até às últimas consequências, uma vez que as organizações fascistas são proibidas pela Constituição da República.

Mas o que importa isso a Nuno Melo e aos seus amigos actuais e a haver? Há uma vantagem nestes políticos cujo narcisismo desata a incontinência verbal: ficamos a saber com que contar e o que podemos esperar dos seus planos futuros. E a poder exigir às borboletas mui democráticas, que batem as asinhas em louvor ao governo, uma clarificação inequívoca: já chegaram ao ponto de pensar que “isto só lá vai” com um regime autocrático? Aspiram a um neossalazarismo? É que se é assim, nós, pessoas decentes, temos coisas a preparar.

Comments

  1. nempensar says:

    “nós, pessoas decentes”. LOL!

    Só para clarificar: Salazar+Caetano > Sócrates => Salazar+Caetano > todas as outras alternativas? Sério? É preciso uma lógica muito retorcida para chegar a essa conclusão…


  2. este bacano é um facho emproado, nunca me enganou…

  3. Glória says:

    “Neossalazarismo?”…O raio do coiso/crioulo estatal é mesmo aberrante, porco feio e mau, como é aberrante, este menino que tem opiniões de bolsos cheios, sem qualquer tempo amargo vivido nos ditos tempos Salazarentos. E sim, as pessoas decentes têm algo a preparar.


  4. Pois era verdade. E também Passos Coelho “não quero contribuir para uma campanha de medo, que leva as pessoas a pensar, que vamos cortar o 13º mês, que vamos aumentar os
    impostos, que vamos cortar rendimentos, que vamos tirar as pensões à s pessoas, porque há quem, sem o mínimo de descaramento, diga todos os dias a partir do Governo [de José Sócrates], que é isso que o PSD fará para que as pessoas no fundo, prefiram ficar como estão do que arriscar a mudança. Não é com esse medo que a gente lá vai. Nós não exploraremos medos pra futuro da sociedade portuguesa” 2-4-2011

  5. Hugo says:

    Depois querem ser levados a sério.

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